Mansão de Gal Costa é vendida por R$ 6,7 milhões e encerra disputa por patrimônio

Imóvel onde a cantora viveu seus últimos anos havia sido anunciado por R$ 10 milhões; dinheiro da venda será dividido entre o filho Gabriel e Wilma Petrillo, enquanto direitos sobre a obra artística ficarão com o herdeiro.
Redação NC News
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A casa onde Gal Costa viveu durante os últimos anos de sua vida, no Jardim Europa, em São Paulo, foi vendida nesta semana por R$ 6,7 milhões. A negociação representa uma das etapas finais da disputa pelo patrimônio deixado pela cantora, que morreu em novembro de 2022, aos 77 anos.

O valor da venda será dividido igualmente entre Gabriel da Costa Penna Burgos, filho de Gal, e Wilma Petrillo, que viveu por décadas com a artista. Com a conclusão da partilha, a expectativa é de que o inventário seja encerrado.

Mansão chegou a ser anunciada por R$ 10 milhões

A residência foi colocada à venda no fim de 2024 por R$ 10 milhões. Como não apareceram compradores dispostos a pagar o valor inicialmente pedido, o preço passou por reduções sucessivas.

Agora, o negócio foi fechado por R$ 6,7 milhões — R$ 3,3 milhões abaixo do preço inicial.

A formalização da negociação deve ocorrer nos próximos dias.

Casa de Gal Costa é vendida por R$ 6,7 milhões e valor será dividido entre Gabriel e Wilma.

Como é a casa onde Gal Costa viveu?

Localizada no Jardim Europa, uma das regiões mais valorizadas de São Paulo, a residência possui aproximadamente 390 metros quadrados.

O imóvel conta com três dormitórios, duas vagas de garagem e jardim nos fundos. A propriedade tem arquitetura moderna e fica em uma rua arborizada do bairro.

Foi nessa residência que Gal passou seus últimos anos.

A residência onde Gal Costa viveu, localizado no Jardim Europa, em São Paulo

O que ficará com o filho de Gal Costa?

A divisão do patrimônio não envolve somente a mansão.

Gabriel e Wilma também dividiram valores provenientes da venda de dois carros que pertenciam à cantora e de outros bens, incluindo obras e objetos de arte.

Existe, porém, uma parte importante do legado que terá outro destino: os direitos relacionados à obra artística de Gal Costa ficarão exclusivamente com Gabriel.

Isso significa que o patrimônio artístico da cantora seguirá sob responsabilidade do filho.

Por que havia uma disputa pela herança?

A divisão dos bens de Gal Costa se transformou em uma longa disputa após a morte da artista.

Gabriel questionou judicialmente o reconhecimento de Wilma Petrillo como companheira de Gal. Wilma, por sua vez, defendia a existência de uma união estável com a cantora.

O conflito colocou em discussão quem teria direito ao patrimônio deixado pela artista e se estendeu por mais de três anos.

Com os entendimentos alcançados entre as partes e a venda dos bens, o processo caminhou para uma solução.

Venda da casa encerra um dos últimos capítulos

A negociação da residência era especialmente importante porque se tratava de um dos principais bens ainda envolvidos na partilha.

Com os R$ 6,7 milhões divididos entre Gabriel e Wilma e os demais bens encaminhados, a expectativa é de encerramento do inventário.

A venda, portanto, representa mais do que uma negociação imobiliária: coloca um ponto final em uma disputa familiar e patrimonial que acompanhou os anos seguintes à morte de uma das maiores cantoras da música brasileira.

ENTENDA O CONTEXTO

Gal Costa morreu em 9 de novembro de 2022, aos 77 anos, deixando um dos maiores legados da música popular brasileira.

Após a morte da artista, divergências entre seu filho, Gabriel, e Wilma Petrillo deram início a uma disputa envolvendo o patrimônio.

Entre os principais pontos estava o reconhecimento da relação mantida entre Gal e Wilma e, consequentemente, a participação na herança.

Ao longo do processo, as partes chegaram a entendimentos sobre a divisão dos bens. Valores de carros, objetos de arte e agora da residência serão repartidos, enquanto os direitos relacionados à obra artística de Gal ficarão exclusivamente com Gabriel.

Com a venda da casa por R$ 6,7 milhões, o inventário entra na reta final e a disputa patrimonial que se arrastava havia mais de três anos caminha para o encerramento.

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