Pacheco diz que Senado deve aprovar fim da escala 6×1 e aponta desafio para nova jornada

Senador afirma que ampla aprovação na Câmara sinaliza tendência favorável no Senado, mas defende diálogo com trabalhadores e empresários para definir como a escala 5x2 e a redução da jornada serão incorporadas à economia.
Redação NC News
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O senador Rodrigo Pacheco afirmou nesta sexta-feira (21), durante o 25º Fórum Empresarial LIDE, que acredita na aprovação pelo Senado da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a adoção de uma escala 5×2, acompanhada da redução da jornada de trabalho.

Durante coletiva de imprensa, Pacheco avaliou que a votação expressiva obtida pela proposta na Câmara representa uma sinalização importante sobre o ambiente político no Senado. Para ele, porém, a aprovação da mudança abre uma segunda discussão: como colocar o novo modelo em prática sem provocar efeitos negativos sobre trabalhadores, empresas e a economia.

Pacheco vê tendência de aprovação no Senado

Ao comentar a discussão sobre a escala 6×1, Pacheco disse considerar que o tema deixou de ser apenas uma proposta em debate e passou a representar uma possibilidade concreta de mudança na organização do trabalho no país.

Segundo o senador, a aprovação por ampla maioria na Câmara indica que existe apoio político significativo à medida.

“A Câmara dos Deputados a aprovou com uma ampla maioria, uma forte maioria, que é uma sinalização de que o Senado também aprovará”, afirmou.

Na avaliação de Pacheco, a discussão agora precisa avançar para os mecanismos que permitirão adaptar a economia à eventual nova realidade.

O que muda com o fim da escala 6×1?

A escala 6×1 permite, em determinadas atividades, que o trabalhador cumpra seis dias de trabalho antes de ter um dia de descanso.

A proposta discutida no Congresso busca alterar esse cenário, avançando para uma organização baseada em cinco dias de trabalho e dois de descanso, além da redução da jornada semanal.

Pacheco afirmou que essa adaptação precisará considerar as particularidades dos diferentes setores da economia.

O fim da escala 6×1 está em debate no Senado. A proposta prevê jornada 5×2, com dois dias de descanso.

Empresários também precisam ser ouvidos, diz senador

Pacheco destacou que o diálogo com o setor produtivo será fundamental caso a mudança avance.

Para o senador, não basta discutir somente a reivindicação dos trabalhadores. Empresas que precisarão reorganizar turnos, custos e operações também devem participar da construção do novo modelo.

Ele defendeu que sejam ouvidos empresários, centrais sindicais e representantes dos trabalhadores para encontrar uma fórmula capaz de produzir resultados positivos.

Segundo Pacheco, o objetivo deve ser evitar uma discussão marcada pela “intransigência” e buscar uma solução negociada.

“Vai ser muito importante ouvir os empresários para assimilá-la da melhor forma possível”, declarou.

Mudança pode avançar depois das eleições

Pacheco também falou sobre o ritmo de tramitação de propostas importantes no Senado e reconheceu que o calendário eleitoral reduz o espaço para determinadas votações antes das eleições.

A avaliação é de que temas de grande impacto precisam passar pelas etapas de discussão dentro da Casa, incluindo a análise nas comissões e possíveis audiências públicas.

Por isso, mesmo diante de uma tendência política favorável, o momento exato de votação dependerá da agenda do Senado, das comissões responsáveis e da articulação entre os líderes.

Pacheco também defende fim da reeleição

Durante a coletiva, o senador abordou outra mudança de grande impacto no sistema político: o fim da reeleição para cargos do Executivo.

Pacheco afirmou considerar positiva a possibilidade de prefeitos, governadores e presidente da República cumprirem mandatos de cinco anos sem direito à reeleição.

Na visão dele, a mudança poderia reduzir a influência de interesses eleitorais durante os governos e abrir mais espaço para políticas de Estado.

O senador, porém, ressaltou que essa discussão deverá continuar na próxima legislatura.

Pacheco afirmou que não disputará cargo eletivo nas eleições deste ano.

Senador pede redução da polarização

Ao analisar o cenário eleitoral, Pacheco também defendeu que a disputa seja utilizada para discutir propostas e caminhos para problemas estruturais do país.

Entre os assuntos citados por ele estão equilíbrio das contas públicas, segurança e redução dos juros.

O senador disse esperar que o processo eleitoral contribua para diminuir a intensidade da polarização política.

Segundo Pacheco, candidatos podem divergir sobre as soluções, mas existem problemas nacionais que exigem políticas de longo prazo independentemente de quem vencer as eleições.

Responsabilidade fiscal também entrou na coletiva

Outro ponto abordado pelo senador foi a situação das contas públicas.

Pacheco afirmou que o Congresso tende a reagir caso exista uma deterioração fiscal capaz de comprometer indicadores econômicos e o desenvolvimento do país.

Ele citou como prioridades o combate a desperdícios, fraudes e privilégios, além da manutenção de programas sociais direcionados a quem realmente necessita.

Para Pacheco, equilíbrio fiscal e crescimento econômico precisam caminhar juntos para criar condições de aumento sustentável da arrecadação e dos investimentos públicos.

ENTENDA O CONTEXTO

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força no Congresso ao colocar no centro da discussão a quantidade de dias trabalhados, o período de descanso e o tamanho da jornada semanal.

Com o avanço da proposta no Legislativo, a discussão passa a envolver não apenas a reivindicação por mais tempo de descanso, mas também os efeitos da mudança sobre empresas, empregos, produtividade e custos.

Rodrigo Pacheco avalia que existe ambiente político para o Senado aprovar a mudança. Para ele, o desafio seguinte será construir, por meio do diálogo entre trabalhadores, sindicatos, empresários, governo e Congresso, uma forma de implementação que preserve os benefícios esperados e reduza possíveis impactos negativos sobre a economia.

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