A corrida eleitoral no Distrito Federal começa a ganhar contornos mais claros. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) mostra Celina Leão (PP) na liderança da disputa pelo Governo do DF e Michelle Bolsonaro (PL) à frente na corrida pelo Senado.
O levantamento reforça a força de nomes ligados à direita na capital federal, mas também mostra disputas que ainda estão abertas. No Senado, onde duas vagas estão em jogo em 2026, outros candidatos aparecem competitivos, enquanto a corrida pelo governo concentra atenção na vantagem de Celina sobre os adversários.
Os números chegam em um momento importante da campanha, já oficialmente em andamento, e ajudam a medir como o eleitorado do Distrito Federal está se posicionando antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Como está a disputa pelo Governo do DF?
Celina Leão aparece na liderança da corrida pelo Palácio do Buriti no levantamento.
A governadora assumiu definitivamente o comando do Distrito Federal em 2026 e tenta agora conquistar nas urnas a permanência no cargo.
A disputa pelo governo, no entanto, merece atenção porque pesquisas realizadas por institutos diferentes podem apresentar cenários distintos.
Levantamento Datafolha divulgado dias antes, por exemplo, apontou empate técnico entre Celina Leão, com 30%, e José Roberto Arruda (PSD), com 28%, considerando a margem de erro daquela pesquisa.
Já uma pesquisa Real Time Big Data divulgada em 19 de agosto colocou Celina na liderança dos cenários testados para o primeiro turno e também à frente nas simulações de segundo turno.
As diferenças reforçam um ponto importante: pesquisas eleitorais são retratos do momento em que as entrevistas foram realizadas e não representam uma previsão do resultado das urnas.
Michelle Bolsonaro aparece forte na corrida pelo Senado
Na disputa pelas vagas do Distrito Federal no Senado, Michelle Bolsonaro aparece na liderança.
A ex-primeira-dama entrou na campanha como um dos principais nomes do PL no Distrito Federal e tenta transformar sua projeção nacional em votos na capital.
A disputa tem uma característica importante em 2026: cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas das três cadeiras de cada unidade da Federação estarão em renovação.
Por isso, os percentuais de uma pesquisa para senador devem ser interpretados de maneira diferente dos números para governador, onde cada eleitor escolhe apenas um candidato.
Outros levantamentos recentes também colocaram Michelle entre as favoritas. Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 19 de agosto mostrou a candidata com 25%, seguida por Leila do Vôlei (PDT), com 17%. Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) apareciam com 15% cada.
Já o Datafolha divulgado posteriormente apontou Michelle com 19% e Leila com 16%, tecnicamente empatadas considerando a margem de erro daquele levantamento.

Por que duas vagas para o Senado estão em disputa?
O Senado possui 81 integrantes, três de cada estado e três do Distrito Federal.
O mandato de senador dura oito anos, mas as 81 cadeiras não são renovadas de uma única vez.
A renovação acontece alternadamente: em uma eleição, um terço das vagas é disputado; quatro anos depois, dois terços.
Em 2026, é a vez da renovação de dois terços do Senado. Isso significa que o Distrito Federal escolherá dois representantes.
O eleitor poderá votar em dois nomes diferentes para senador.
O que explica a importância da disputa no Distrito Federal?
Além de ser a sede dos Três Poderes, Brasília concentra algumas das principais lideranças políticas do país.
A corrida local reúne personagens com projeção nacional e diferentes grupos tentando ampliar espaço no Congresso.
Michelle Bolsonaro chega à disputa carregando o sobrenome e o capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo, enfrenta nomes conhecidos do eleitorado do Distrito Federal.
No governo, Celina tenta consolidar sua posição à frente do Palácio do Buriti enquanto adversários buscam transformar a campanha em uma disputa mais apertada.
Pesquisas diferentes podem mostrar resultados diferentes?
Sim. Os institutos podem utilizar metodologias, períodos de coleta, amostras e formas de entrevista diferentes.
Além disso, o cenário eleitoral muda conforme a campanha avança, principalmente com o início da propaganda, debates, entrevistas, agendas de rua e maior exposição dos candidatos.
Por isso, uma única pesquisa não deve ser analisada isoladamente.
A sequência de levantamentos ajuda a identificar se um candidato está crescendo, caindo ou permanecendo relativamente estável.
O que acontece agora?
Com a campanha oficialmente em andamento, os candidatos entram em uma etapa decisiva para conquistar os eleitores ainda indecisos e consolidar suas bases.
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão também amplia a exposição dos concorrentes, enquanto debates, entrevistas, redes sociais e agendas públicas passam a ocupar espaço cada vez maior na estratégia das campanhas.
Até 4 de outubro, novos levantamentos devem mostrar se Celina e Michelle conseguem manter a posição de destaque ou se os adversários conseguem reduzir as diferenças.
ENTENDA O CONTEXTO
O Distrito Federal terá disputas importantes nas eleições de 2026.
Para o governo, Celina Leão tenta permanecer no comando do Palácio do Buriti e aparece competitiva nos levantamentos recentes.
Para o Senado, duas vagas estarão disponíveis. Michelle Bolsonaro aparece entre os principais nomes da corrida, mas enfrenta uma disputa que também reúne candidatas como Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay.
Como pesquisas divulgadas nos últimos dias apresentam diferenças entre os percentuais, o cenário ainda pode mudar ao longo da campanha.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.