O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pressionando líderes de outros países a romper relações econômicas com o Irã, em meio à nova escalada de pressão de Washington contra Teerã. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
Pressão internacional
Segundo Bessent, Trump tem conversado diretamente com líderes estrangeiros para tentar ampliar o isolamento econômico do Irã. O secretário afirmou que o governo americano está trabalhando com parceiros internacionais para interromper atividades comerciais ligadas a Teerã.
A ofensiva ocorre junto com a ampliação das sanções americanas contra setores considerados estratégicos para a economia iraniana, como ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.
Novas sanções contra Teerã
O governo Trump anunciou medidas que podem atingir não apenas empresas e pessoas ligadas ao Irã, mas também países que continuarem fazendo negócios com o regime iraniano.
A estratégia prevê sanções secundárias, que podem restringir o acesso ao sistema financeiro americano de empresas e instituições que mantenham determinadas relações comerciais com Teerã.
Bessent classificou a ofensiva como uma espécie de “Dia D econômico” contra o Irã. A intenção é cortar fontes de receita e dificultar a capacidade do país de financiar suas atividades.
EUA querem isolar o Irã
A estratégia representa uma tentativa de ampliar a pressão sobre o governo iraniano por meio do sistema financeiro e do comércio internacional.
Entre os países que podem ser afetados pela nova política estão importantes parceiros comerciais do Irã, como China, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Iraque.
A China tem um papel especialmente importante porque é o principal comprador de petróleo iraniano. Ao mesmo tempo, Washington tem evitado algumas medidas mais duras contra instituições chinesas para não prejudicar outras negociações diplomáticas entre os dois países.
Irã enfrenta crise econômica
A pressão internacional acontece enquanto a economia iraniana enfrenta uma forte deterioração.
A moeda do país, o rial, atingiu uma nova mínima histórica e chegou a superar a marca de 2 milhões de riais por dólar no mercado aberto, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira. A inflação e o aumento do preço de produtos básicos também pressionam a população.
A estratégia americana busca aproveitar esse cenário para aumentar o custo econômico para o governo iraniano.
Tensão continua no Oriente Médio
A ofensiva econômica ocorre em meio a meses de conflito entre Estados Unidos e Irã.
As tensões também afetam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. A interrupção do tráfego na região tem provocado impactos sobre os mercados de energia e aumentado a pressão sobre países que dependem das importações de petróleo.
O Irã, por sua vez, ameaça retaliar contra países que aderirem às novas sanções americanas. Teerã afirma que as medidas são ilegítimas e rejeita a pressão de Washington.
Entenda o contexto
A relação entre Estados Unidos e Irã atravessa um dos períodos mais tensos dos últimos meses. Washington tenta pressionar Teerã por meio de sanções econômicas e isolamento financeiro, enquanto o governo iraniano mantém uma postura de resistência.
Agora, Trump busca ampliar essa pressão para além das fronteiras americanas, tentando convencer outros governos a reduzirem ou encerrarem relações comerciais com o Irã.
A estratégia aumenta o risco de uma disputa econômica internacional, já que países que mantêm relações comerciais com Teerã podem ficar diante de uma escolha entre preservar esses negócios ou evitar possíveis punições dos Estados Unidos.