A Roma inicia hoje a caminhada na Serie A 2026/27 diante da Fiorentina, no Stadio Olimpico, carregando o peso de favorita e a pressão de confirmar a evolução recente.
O jogo começa às 15h45 (horário de Brasília) e marca a estreia oficial da equipe de Gian Piero Gasperini na nova temporada, com elenco reforçado e olho na Champions League.
Roma chega forte, mas com baixas importantes
Gasperini divulga a lista de convocados com quatro caras novas: Konstantinos Koulierakis, Nahuel Molina, Mora e Santiago Castro. Os reforços ampliam a rotação em setores que perderam peças e ajudam a sustentar a intensidade que o treinador exige.
O técnico não conta com o capitão Lorenzo Pellegrini, ainda em recuperação física após se juntar tardiamente ao elenco. “Lorenzo Pellegrini segue afastado desde abril por questões físicas e não tem previsão de retorno para a estreia”, admite Gasperini. Devyne Rensch também está fora, por desconforto muscular no flexor esquerdo.
A provável escalação mantém o 3-4-2-1 que consolidou o time na temporada passada: Mile Svilar no gol; linha de três com Gianluca Mancini, Evan N’Dicka e Mario Hermoso; Molina, Bryan Cristante, Manu Koné ou Neil El Aynaoui e Wesley no meio; Matías Soulé e Paulo Dybala atrás de Donyell Malen.
Wesley é dúvida por uma leve distorção no tornozelo, mas a tendência no clube é de presença em campo. No meio, Koné e El Aynaoui disputam a vaga para formar o eixo com Cristante, peça de confiança de Gasperini.
Molina liberado e papel dos reforços
Nahuel Molina é um dos focos da estreia. O lateral argentino chega suspenso em competições internacionais, mas apto para disputar a Serie A. “Nahuel Molina cumpre suspensão internacional de sete jogos, mas está liberado para competições nacionais e deve estrear como titular na ala direita”, informa a assessoria da Roma.
O desenho tático favorece seu estilo: alas projetados, pressão alta e muitos jogadores no campo ofensivo. A ideia é abrir o campo pelos lados e permitir que Dybala e Soulé recebam entrelinhas, próximos de Malen. Koulierakis oferece alternativa de zagueiro canhoto, enquanto Mora e Castro ampliam opções no meio e no ataque.
O contexto é de otimismo cauteloso. A Roma vem de uma campanha de 61% de aproveitamento e termina a última Serie A em terceiro lugar, garantindo vaga na fase de grupos do principal torneio europeu de clubes pela primeira vez em muitos anos. O time fecha a liga com cinco vitórias consecutivas e só dois gols sofridos nesse recorte, dado registrado nas estatísticas oficiais.
Gasperini lembra que o caminho até aqui não é linear, mas reforça o ganho coletivo do último ciclo. “A pré-temporada trouxe placares irregulares, com apenas uma vitória em cinco amistosos, mas serviu para testar variações e integrar reforços”, explica o treinador, relativizando os resultados dos jogos de preparação.
Fiorentina em reconstrução encara teste de fogo
A Fiorentina chega a Roma com outra agenda. O clube termina a Serie A passada em 15º lugar, escapa do rebaixamento com antecedência modesta e muda de rumo. Fabio Grosso assume um elenco reformulado, herdeiro de um campeonato tenso e de fim turbulento para o técnico anterior.
O novo treinador admite que o objetivo imediato é virar a página. “A Fiorentina busca deixar para trás uma temporada marcada pela luta contra o rebaixamento e iniciar com maior estabilidade”, diz Grosso. O discurso interno combina realismo e tentativa de aliviar a pressão de um começo contra um dos times mais fortes do país.
O 4-3-3 deve ser mantido como estrutura base, com David de Gea no gol; João Mário, Radu Dragusin, Luca Ranieri e Víctor Valdepeñas na defesa; Cher Ndour, Nicolo Fagioli e Arthur Atta no meio; Franco Mastantuono, Moise Kean e Albert Gudmundsson no ataque. A aposta está em jovens como Mastantuono e Ndour, em parceria com nomes experientes.
A goleada por 4 a 1 sobre o Benevento na Copa nacional anima o ambiente, mas o próprio clube trata o resultado com cautela. O nível de exigência no Olímpico é outro, com a Roma habituada a propor o jogo e a pressionar alto desde o apito inicial.
Histórico, tática e favoritismo no Olímpico
Os números recentes em Roma reforçam o peso do favoritismo local. Em 52 jogos da Serie A com a Fiorentina como visitante, a equipe da casa vence 49 vezes, contra apenas três vitórias viola. A equipe de Florença não ganha no Olímpico pelo campeonato há vários anos.
O recorte mais recente também pende para a Roma. Nos últimos seis confrontos entre as equipes pela liga, são três vitórias romanas, dois empates e uma derrota. O último encontro no Olímpico termina em goleada por 4 a 0 para o time de Gasperini, que também havia vencido fora por 2 a 1 poucos meses antes.
Dentro de campo, o duelo opõe um time de identidade já assimilada a outro em construção. Gasperini mantém o 3-4-2-1 com três zagueiros, alas largos e dois meias ofensivos por dentro. A Roma deve empurrar a Fiorentina para o próprio campo, tentando recuperar a bola rápido e transformar o jogo em pressão contínua.
Grosso responde com um 4-3-3 mais contido. O plano passa por linhas próximas, meio-campo compacto e saída sem erros, para evitar que a Roma ataque em ondas. Quando recuperar a bola, a Fiorentina tenta explorar os espaços deixados pelos alas romanistas e pelas subidas de Cristante e Koné.
A chave pode estar na reação à perda da bola. Se a Roma mantiver a pressão coordenada, tende a prender o adversário perto de De Gea e criar muitas finalizações. Se a Fiorentina conseguir escapar da primeira linha de combate, pode encontrar campo aberto para transições com Kean e Gudmundsson.
O que está em jogo para a temporada
O resultado de hoje não decide a Serie A, mas pode afetar o clima dos dois projetos. Para a Roma, um triunfo confirma a posição de candidata ao topo da tabela e dá continuidade à arrancada de fim de campeonato. Também fortalece a confiança às vésperas de uma temporada com calendário carregado, incluindo o Mundial de clubes e a competição continental.
Empate ou derrota, em casa e diante de um rival em reconstrução, inevitavelmente alimentariam dúvidas sobre a capacidade do time de manter o nível. A ausência prolongada de Pellegrini e os sinais oscilantes da pré-temporada ganhariam outro peso.
Para a Fiorentina, o cenário é oposto. Um bom desempenho, mesmo sem vitória, já serve como indício de evolução e de resposta rápida ao novo treinador. Se arrancar pontos no Olímpico, a equipe ganha fôlego para se afastar desde cedo da zona de risco que frequentou na última campanha.
A Serie A se desenha com disputa acirrada na parte de cima e pouco espaço para tropeços de quem mira título ou vaga continental. A Roma entra em campo hoje tentando provar que amadurece como protagonista. A Fiorentina tenta mostrar que o sofrimento recente não vira rotina.
Qual a provável escalação da Roma hoje?
A provável escalação da Roma hoje conta com Mile Svilar; Gianluca Mancini, Evan N’Dicka e Mario Hermoso; Nahuel Molina, Bryan Cristante, Manu Koné ou Neil El Aynaoui e Wesley; Matías Soulé, Paulo Dybala e Donyell Malen, todos sob comando de Gian Piero Gasperini no esquema 3-4-2-1.
Por que a Roma é apontada como favorita contra a Fiorentina?
A Roma é vista como favorita porque terminou a última Serie A em terceiro lugar, com 61% de aproveitamento, venceu cinco jogos seguidos no fim da liga, reforçou o elenco com quatro contratações e tem retrospecto amplamente favorável no Olímpico, com 49 vitórias em 52 jogos contra a Fiorentina como mandante.
Quem desfalca a Roma na estreia da Serie A?
A Roma tem dois desfalques confirmados para a estreia da Serie A: Lorenzo Pellegrini, capitão que segue afastado desde abril por questões físicas e ainda está em recuperação, e o lateral Devyne Rensch, que fica fora da partida de hoje por causa de um desconforto muscular no flexor esquerdo.