O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou apoio à candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal por Minas Gerais. Em um vídeo publicado nas redes sociais de Cunha, Flávio destacou a atuação do ex-presidente da Câmara no processo que levou ao impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.
O apoio aproxima dois nomes ligados à direita brasileira em uma eleição marcada por novas alianças e pela tentativa de antigos protagonistas da política de retornar ao Congresso.
Apoio foi divulgado nas redes sociais
O vídeo foi publicado por Cunha na quarta-feira (26). Na gravação, Flávio elogia a atuação do ex-presidente da Câmara e relembra o papel dele na abertura do processo de impeachment de Dilma.
Cunha, por sua vez, agradeceu o apoio e declarou que também trabalha pela candidatura presidencial de Flávio. O Republicanos, partido de Cunha, decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência.
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Cunha tenta voltar à Câmara
Eduardo Cunha foi presidente da Câmara entre 2015 e 2016 e teve papel central na tramitação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Em dezembro de 2015, ele aceitou um dos pedidos que deram início ao processo na Câmara.
Agora, dez anos depois de perder o mandato, Cunha tenta retornar ao Congresso. Ele transferiu o domicílio eleitoral para Minas Gerais e disputa uma vaga de deputado federal pelo Republicanos.
Histórico de Cunha
A trajetória política de Eduardo Cunha também é marcada por investigações e pela cassação do mandato.
Em 2016, a Câmara cassou o mandato do então deputado por quebra de decoro parlamentar. Naquele período, Cunha também era alvo de investigações relacionadas à Operação Lava Jato.
Agora, a candidatura dele novamente está no centro de uma disputa jurídica: o Ministério Público Eleitoral reiterou o pedido para impedir sua candidatura, alegando que Cunha ainda estaria inelegível.
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Entenda o contexto
O apoio de Flávio Bolsonaro a Eduardo Cunha recupera uma aliança simbólica da direita brasileira em torno de um dos episódios mais marcantes da política nacional na última década: o impeachment de Dilma Rousseff.
Cunha era presidente da Câmara quando aceitou, em dezembro de 2015, um dos pedidos de impeachment contra a petista. O processo avançou na Câmara e terminou com a saída definitiva de Dilma da Presidência em agosto de 2016.
Em 2026, Cunha tenta voltar ao Legislativo, desta vez como candidato por Minas Gerais. Já Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República pelo PL.
O apoio, portanto, tem peso eleitoral e também simbólico: Flávio utiliza justamente a atuação de Cunha no impeachment de Dilma como um dos principais argumentos para pedir votos ao ex-presidente da Câmara.
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