A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (27/8), a segunda fase da Operação Dupla Jornada, que investiga um grupo suspeito de praticar fraudes bancárias eletrônicas de forma reiterada usando dados de terceiros.
A operação é conduzida pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), unidade vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).
Foram cumpridas quatro medidas de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, localizados em Samambaia (DF) e Formosa (GO).
Confira imagens da operação:
Prisão de diarista deu início à investigação
A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher, em abril deste ano, em uma agência do Banco do Brasil localizada na Asa Sul, em Brasília. Segundo a PCDF, ela trabalhava como diarista e utilizava a atividade profissional como uma rotina paralela à atuação no esquema criminoso.
De acordo com as investigações, a mulher participava da abertura de contas bancárias em nome de terceiros e da tentativa de obtenção fraudulenta de crédito. Ela receberia aproximadamente 20% do valor obtido em cada fraude como pagamento pela participação.
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Grupo tinha divisão de tarefas
A PCDF identificou, durante o avanço da apuração, uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas. Os investigados mantinham comunicação constante durante o planejamento e a execução dos golpes, compartilhando informações sobre vítimas, horários, locais de encontro, deslocamentos e andamento das operações bancárias.
A investigação aponta que o grupo atuava de maneira coordenada, com funções específicas e complementares. Segundo a corporação, os elementos reunidos indicam estabilidade do vínculo entre os envolvidos e habitualidade na prática das fraudes.
Ainda não foi possível dimensionar o prejuízo causado às vítimas.
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As investigações continuam para individualizar a participação de cada envolvido, identificar outras possíveis fraudes praticadas pelo grupo, rastrear a destinação dos valores obtidos ilegalmente e verificar a existência de outros participantes ou beneficiários do esquema.
A PCDF também deve analisar os materiais apreendidos durante a investigação para buscar novas evidências relacionadas aos crimes.