Dezoito anos depois da morte de Isabella Nardoni, a dor da mãe continua presente. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ana Carolina Oliveira fez um novo apelo para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pelo assassinato da menina, voltem ao regime fechado.
A manifestação ocorre justamente enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa um recurso que questiona o cumprimento da pena do ex-casal em regime aberto. O julgamento está sendo realizado pela Quinta Turma e deve prosseguir até quarta-feira (2).
“Torço para que esses dois voltem para a cadeia, de onde eles nunca deveriam ter saído. É muita dor”, afirmou Ana Carolina.
Isabella tinha 5 anos quando foi morta, em março de 2008. O caso provocou comoção nacional e terminou com a condenação do pai e da madrasta da criança.
Mãe faz apelo enquanto Justiça analisa recurso
Ana Carolina, que atualmente é vereadora em São Paulo, publicou o vídeo na sexta-feira (28). Na gravação, ela relembra a dor provocada pelo crime e manifesta a expectativa de que os dois condenados voltem à prisão.
O pedido acontece em meio à análise de um recurso apresentado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+. A entidade questiona o cumprimento das condições impostas pela Justiça para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá permaneçam no regime aberto.
Entre os pontos apresentados estão questionamentos sobre a rotina de trabalho de Alexandre, circulação em horários supostamente não permitidos e dúvidas relacionadas ao endereço informado à Justiça.
A entidade afirma que os dois continuam condenados e que o objetivo do recurso é verificar se as regras estabelecidas para o regime aberto estão sendo cumpridas.
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O que o STJ vai analisar?
O julgamento está sob relatoria do ministro Ribeiro Dantas, da Quinta Turma do STJ.
O tribunal analisa os argumentos apresentados no recurso e poderá decidir se existem elementos suficientes para alterar a situação atual dos condenados.
Isso não significa que eles já tenham sido mandados de volta para a prisão.
O que existe neste momento é um pedido em análise pela Justiça.
Alexandre e Anna Carolina estão em regime aberto
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pelo assassinato de Isabella.
Anna Carolina foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão e passou ao regime aberto em 2023. Alexandre também deixou a prisão após obter progressão para o regime aberto, em 2024.
A progressão de regime não significa absolvição. Os dois continuam condenados pelo crime.
O que mudou foi a forma de cumprimento das penas, conforme as decisões da Justiça.
Caso Isabella continua marcado pela comoção
Isabella Nardoni foi morta em 29 de março de 2008, aos cinco anos.
A menina caiu do sexto andar do edifício onde o pai, a madrasta e os irmãos moravam, na zona norte de São Paulo.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram posteriormente condenados pelo assassinato.
O caso se tornou um dos crimes de maior repercussão da história recente do país e continua sendo lembrado pela brutalidade e pela idade da vítima.
Agora, quase duas décadas depois, o processo volta ao centro das atenções por causa da discussão sobre o regime de cumprimento das penas.
O desabafo de Ana Carolina recoloca no centro da discussão a perspectiva de quem perdeu a filha.
Ao pedir que os condenados retornem à prisão, a mãe de Isabella não está anunciando uma decisão judicial, mas expressando sua expectativa diante do julgamento que ocorre no STJ.
A decisão caberá à Justiça.
Enquanto isso, a frase publicada por Ana Carolina resume o sentimento que ela própria descreveu ao falar sobre o caso.
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Entenda o contexto
Isabella Nardoni morreu aos cinco anos, em março de 2008, em São Paulo. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo assassinato.
Os dois atualmente cumprem pena em regime aberto.
Em agosto de 2026, um recurso passou a ser analisado pelo STJ questionando justamente as condições desse regime e alegando possíveis descumprimentos das medidas impostas pela Justiça.
A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, publicou um vídeo pedindo que os dois voltem ao regime fechado.
Agora, a palavra está com a Justiça.
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