Tarcísio diz que ex-ministro Haddad demonstra ‘desonestidade intelectual’ sobre contas de SP

Governador de SP e candidato à reeleição criticou o ex-ministro durante encontro promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e questionou as declarações de Haddad sobre a situação fiscal do estado
Redação NC News
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta segunda-feira (31) o ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, durante um encontro promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP).

Ao comentar críticas de Haddad sobre a situação fiscal de São Paulo, Tarcísio afirmou que o adversário demonstra desconhecimento sobre o assunto ou age com desonestidade intelectual.

“Porque é desonestidade intelectual, a gente tem que começar a colocar as coisas em pratos limpos. Assim, ele mostra ou um desconhecimento muito grande dos assuntos ou ele é desonesto, das duas uma. Porque, por exemplo, quando ele fala da situação fiscal de São Paulo, é desonestidade intelectual”, afirmou Tarcísio.

Tarcísio citou a passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda e afirmou que o governo federal registrou déficit primário em 2023, 2024 e 2025. Segundo o governador, o resultado acumulado teria chegado a R$ 335 bilhões no período.

“Pessoa que foi ministra da Fazenda, foi ministra da Fazenda há três anos, entregou déficit primário em 2023, déficit primário em 2024, déficit primário em 2025. Três anos de déficit primário, ou seja, o governo gastando mais do que arrecadava. R$ 335 bilhões de déficit primário em três anos”, afirmou Tarcísio.

Na sequência, o governador comparou os resultados das contas federais com os números que atribui à gestão paulista. Tarcísio afirmou que São Paulo registrou superávit primário nos três anos de seu governo e citou um resultado de R$ 27 bilhões.

“A gente teve três anos operando com superávit primário, ou seja, a gente gastando menos do que a gente arrecadou. R$ 27 bilhões de superávit. Então, a pessoa fala um negócio desse, quer falar do fiscal de São Paulo”, afirmou Tarcísio.

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O governador também ampliou as críticas para a situação das contas do governo federal. Tarcísio mencionou o tamanho da dívida pública, o déficit nominal e o endividamento de brasileiros e empresas.

“Olha o Brasil, R$ 10 trilhões de dívidas, um déficit nominal de 8,6%, dificuldade para rolar dívida, encurtando o perfil de dívida. O brasileiro endividado, as empresas quebrando. Então, querer falar do fiscal é um pouco aquela lógica deles, que é assim: deixa eu acusar eles daquilo que eu faço”, afirmou Tarcísio.

 Críticas à Política Tributária

Tarcísio também criticou a política tributária federal e afirmou que a carga tributária aumentou durante o período em que Haddad esteve à frente do Ministério da Fazenda. O governador ainda fez referência ao apelido “Taxadd”, utilizado por críticos do ex-ministro.

“Para tirar o holofote da tragédia econômica que foi esse período. Um imposto criado a cada 30 dias. A carga tributária que subiu, ela sempre foi ali, 16%, 17% do PIB, teve 19% do PIB. Ela está chegando quase a 22% do PIB, a carga tributária federal. Não foi por outro motivo que ele ganhou o apelido de taxagem. Por onerar o brasileiro, onerar as pessoas”, afirmou Tarcísio.

 Debate Sobre Déficit Orçamentário

Na avaliação de Tarcísio, Haddad também estaria utilizando o conceito de déficit orçamentário sem considerar a composição das contas públicas. Para o governador, o principal indicador a ser observado é o resultado primário.

“Aí vem falar de déficit orçamentário, sem explicar que o déficit orçamentário nasce com o superávit financeiro do ano anterior. E que isso, do ponto de vista fiscal, é pouco relevante. Porque o que interessa, no final das contas, é o resultado primário”, afirmou Tarcísio.

Dívida E Despesas

Ao concluir a argumentação sobre a situação fiscal, Tarcísio afirmou que também é necessário acompanhar a trajetória da dívida e das despesas com pessoal.

“O que interessa é a trajetória descendente de dívida. O que interessa é a trajetória descendente de despesa de pessoal”, afirmou Tarcísio.

 Entenda O Contexto

O encontro promovido pela FETCESP reuniu candidatos ao governo de São Paulo para discutir propostas e demandas do setor de transporte de cargas. Tarcísio utilizou a agenda para responder às críticas de Fernando Haddad e colocou a situação fiscal no centro do confronto entre os dois candidatos.

A discussão sobre as contas públicas é um dos temas presentes na disputa pelo governo paulista. Tarcísio defende os resultados fiscais de sua gestão, enquanto Haddad tem feito críticas à situação financeira do estado e à condução das contas públicas.

Durante o encontro desta segunda-feira, Tarcísio sustentou que a avaliação das contas deve considerar principalmente o resultado primário, a trajetória da dívida e o comportamento das despesas públicas.

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