Megan Fox apoia MGK no Rock in Rio 2026 entre vaias e tensão

MGK enfrenta reação controversa do público em sua estreia no Palco Mundo, com apoio da atriz Megan Fox.
Redação NC News
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Colson Baker, o MGK, transforma sua estreia no Rock in Rio 2026 em teste de resistência emocional. Diante de um Palco Mundo dominado por fãs de rock pesado, o americano de 36 anos canta por cerca de uma hora, ouve vaias, encara apatia e tenta, discurso após discurso, virar o jogo.

No começo, quase nada funciona. A plateia que aguarda Avenged Sevenfold e já vibrou com Sepultura reage com frieza ao pop punk emotivo do ex-rapper. MGK percebe o clima, interrompe o show, respira fundo e se apresenta com humildade: “Sou um cara de Ohio vivendo meu sonho”.

Show dividido entre hostilidade e confissão

A abertura com “FIX UR FACE” deixa claro o choque de estética da noite. A música, lançada no ano passado, traz um pop rock de rádio com ecos dos anos 90 e até um quê de Limp Bizkit, cuja versão de estúdio tem participação de Fred Durst. No gramado, muitos braços cruzados e olhares desconfiados.

MGK tenta quebrar a barreira com frases diretas. “Existem dois tipos de música: boa e ruim”, diz, sem se colocar em nenhuma das categorias. Em outro momento, reage à frieza da multidão: “Mesmo se o público não me amar, eu amo a todos”. O tom é mais de autoajuda do que de provocação.

Enquanto parte dos fãs de Avenged se diverte com a própria hostilidade, outra parcela do público se aproxima do palco. São jovens que chegaram por ele, não pelo peso. Eles cantam refrões, erguem celulares e, aos poucos, amenizam a sensação de corpo estranho no dia mais pesado do festival.

A metamorfose do ex-rapper em frontman de pop punk

O show funciona como radiografia acelerada da virada de carreira de MGK. O artista que ganhou fama no rap, a partir de mixtapes e do álbum “Lace Up”, hoje aposta tudo em guitarras, refrões chorosos e estética emo. A transição, consolidada em álbuns como “Hotel Diablo” e “Tickets to My Downfall”, aparece no palco como manifesto: não há espaço para o antigo personagem “Machine Gun Kelly”, inspirado em um gângster dos anos 1930.

Ele prefere a confissão ao personagem. Diz que não procura um som perfeito, mas um reflexo do que é agora. Em outro desabafo, projeta o fim: “Um dia ficarei velho e não farei mais isso, mas sigo fazendo”. Fala menos como astro e mais como alguém que tenta justificar estar ali, entre Sepultura e Bring Me The Horizon, numa noite em que riffs pesados são regra não escrita.

Visualmente, o show mistura símbolos de rebeldia e teatralidade pop. MGK canta em um microfone preso a um pedestal em formato de cigarro gigantesco, gesto que reforça a pose rockstar, mas também rende caretas na área dos metaleiros. Em “Vampire Diaries”, dança como integrante de boyband em clipe dos anos 2000, o que intensifica a sensação de deslocamento no line-up.

Repertório corta caminhos e deixa hit de fora

O setlist privilegia a fase mais roqueira, mas foge de concessões óbvias. MGK deixa de fora “Bad Things”, parceria com Camila Cabello que o levou às rádios pop do mundo inteiro. A opção reforça a tentativa de reposicionamento: ele quer ser visto menos como artista de crossover romântico e mais como nome fixo do pop punk contemporâneo.

Mesmo assim, resgata bases conhecidas. “Out of my head”, inspirada no sucesso do trio texano Fastball, aparece como ponte entre o universo do rock de rádio e suas letras confessionais. O resultado é uma espécie de colagem afetiva, que conversa melhor com quem já o acompanha do que com quem encara o show como aquecimento para o peso que vem depois.

Na reta final, “My ex’s best friend” surge como ponto alto e mais sóbrio da apresentação. A banda segura o groove, MGK abre mão dos discursos longos e deixa que a música fale. É o momento em que a resistência da plateia cede um pouco: o coro cresce, os celulares voltam ao alto e o Palco Mundo, enfim, parece menos dividido.

Entre vaias, dispersão e conquista parcial

A reação do público oscila do início ao fim. Nos primeiros minutos, há vaias audíveis e gritos de outras bandas. A certa altura, uma parcela considerável do público aproveita o intervalo para ir à área de alimentação ou buscar lugar melhor para o show seguinte. A dispersão é visível, principalmente entre quem veio pelo metal e pelo hard rock.

O público que permanece, porém, embarca progressivamente. Coreografias simples, refrões fáceis e o tom quase terapêutico dos discursos criam uma bolha de fãs atentos em meio ao mar de desinteressados. Não é consagração, mas também não é desastre completo. Para um artista que ainda testa seu lugar no rock, o saldo é de conquista parcial.

O contraste com sua estreia no Brasil, no Lollapalooza 2022, é gritante. Lá, MGK falava diretamente com um público mais alinhado à mistura de rap, rock e emo. No Rock in Rio, encara exame de admissão num dia desenhado para guitarras mais pesadas. A performance irregular, ora arrastada, ora energética, reforça a sensação de que ele ainda busca o ponto de equilíbrio dessa nova identidade.

Do ponto de vista do festival, a aposta ajuda a atualizar o recorte de rock para além do metal e do hard. Para MGK, o desafio agora é transformar a noite de hoje em degrau, não em rótulo de incompatibilidade com o público brasileiro de grandes estádios.

Se mantiver a agenda de shows em grandes festivais e aprofundar a transição para o rock, o cantor tende a voltar ao país com plateias menos hostis e mais formadas por seu próprio público. A experiência no Rio, com vaias, dispersão e algum acolhimento, vira laboratório ao vivo dessa reconstrução de carreira.

Quem é Machine Gun Kelly e qual sua trajetória musical?

Machine Gun Kelly é o nome artístico de Colson Baker, cantor americano de 36 anos que começa como rapper nos anos 2000 e, a partir de 2019, migra gradualmente para o rock, consolidando um estilo de pop punk e emo que hoje substitui a persona ligada ao rap e ao gangsterismo do início.

Qual foi a reação do público no show de Machine Gun Kelly no Rock in Rio 2026?

No show deste sábado, 5 de setembro de 2026, o público reage com frieza e vaias no início, dispersa em boa parte do gramado, mas aos poucos uma parcela majoritária entre quem fica passa a cantar refrões, sobretudo em “My ex’s best friend”, deixando um saldo de aceitação parcial e ambiente dividido.

Qual o provável setlist do show de Machine Gun Kelly no Rock in Rio 2026?

No Rock in Rio 2026, o setlist de cerca de 1 hora inclui faixas da fase pop punk e emo de MGK, com abertura em “FIX UR FACE”, espaço para músicas como “Vampire Diaries” e “Out of my head” e encerramento com “My ex’s best friend”, deixando de fora o hit radiofônico “Bad Things”.

Quais são as principais polêmicas envolvendo Machine Gun Kelly?

As principais polêmicas envolvendo Machine Gun Kelly passam por sua antiga rivalidade pública com Eminem em 2018, por letras e atitudes consideradas agressivas no período rapper e pela exposição intensa de relacionamentos e hábitos em entrevistas, redes sociais e letras, o que alimenta debates sobre limites entre persona artística e vida pessoal.

Qual a relação atual entre Machine Gun Kelly e Megan Fox?

A relação entre Machine Gun Kelly e Megan Fox, iniciada após trabalhos em comum no cinema e clipes, vive idas e vindas, com rompimentos e reconciliações amplamente comentados, mas segue em status de casal famoso que prefere recentemente concentrar atenções na vida profissional, sem transformar o romance em tema central de aparições públicas.

Que horas começa o show de Machine Gun Kelly no Rock in Rio 2026?

O show de Machine Gun Kelly no Rock in Rio 2026 está marcado para as 19h deste sábado, 5 de setembro, no Palco Mundo, encaixado entre a apresentação de abertura de Sepultura e o show seguinte de Bring Me The Horizon, dentro de um dia de programação majoritariamente voltado ao rock pesado.


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