A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga a morte da médica Gassi Paola de Souza Maria, de 37 anos, encontrada dentro do próprio apartamento, em Maringá, no norte do Paraná, na noite de sábado (5). O filho bebê da vítima estava no imóvel e chorava quando as equipes chegaram ao local.
Segundo as informações iniciais, moradores acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem o choro da criança por um longo período e não conseguirem contato com ninguém no apartamento. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender a ocorrência.
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Entenda o que aconteceu
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram chamadas para o endereço. Ao entrarem no apartamento, os socorristas encontraram a médica com quatro perfurações no corpo. A criança estava próxima e chorava.
O caso passou a ser investigado como feminicídio. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, o principal suspeito é o companheiro da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos.
Suspeito foi localizado em outra cidade
Após o crime, equipes policiais iniciaram buscas pelo investigado. Ele foi localizado em Mandaguari, município situado a cerca de 30 quilômetros de Maringá, aproximadamente uma hora e meia depois da ocorrência.
Segundo a PCPR, o homem apresentava ferimentos de faca no pescoço. Ele recebeu atendimento médico e permaneceu sob custódia policial.
As circunstâncias do crime e a dinâmica dos acontecimentos ainda são investigadas. A responsabilidade criminal deverá ser definida no decorrer da apuração e do processo judicial.
Médica trabalhava em unidade de saúde
Gassi atuava na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá.
Após a confirmação da morte, a Prefeitura de Sarandi publicou uma nota lamentando a perda da profissional e repudiando a violência contra as mulheres.
“Basta de feminicídio. Basta de violência contra as mulheres.”
A administração municipal também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes atendidos pela médica.
Suspeito ocupava cargo comissionado
O homem investigado é advogado e ocupava um cargo comissionado na Prefeitura de Marialva. Após o caso, a administração municipal informou nas redes sociais que ele foi exonerado.
A Polícia Civil segue responsável pela investigação e deverá reunir depoimentos, perícias e outros elementos para esclarecer as circunstâncias da morte.
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Bebê estava no apartamento
A presença do bebê no imóvel chamou a atenção das equipes que atenderam a ocorrência. Foi justamente o choro prolongado da criança que teria alertado moradores e levado ao acionamento das autoridades.
As informações fornecidas até agora não detalham se a criança sofreu algum ferimento. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades.
Entenda o contexto
O caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio. O enquadramento é aplicado a homicídios de mulheres relacionados à violência doméstica e familiar ou motivados por menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
O companheiro de Gassi é investigado como suspeito. A investigação permanece em andamento, e a condição de investigado não representa condenação.
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