O feriado de 7 de Setembro colocou os candidatos ao governo de São Paulo em estratégias diferentes na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) aproveita a data para participar de eventos públicos e estará no ato da Avenida Paulista, Fernando Haddad (PT) optou por passar o feriado longe das ruas e concentrar os compromissos na produção de conteúdo eleitoral.
A diferença entre os dois principais nomes da disputa acontece no 23º dia de campanha e mostra como os candidatos estão escolhendo diferentes formas de se aproximar do eleitorado durante a corrida pelo governo paulista.
Além dos dois líderes nas pesquisas, outros candidatos também terão compromissos nesta segunda-feira. Parte deles participa do Grito dos Excluídos, tradicional manifestação realizada no feriado da Independência.
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Tarcísio aposta em presença na Paulista
Candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas terá uma agenda dividida entre um compromisso religioso e o ato político marcado para a Avenida Paulista.
Às 9h15, o governador participa de um encontro com obreiros da Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, região central da capital paulista.
À tarde, às 15h, Tarcísio participa do Ato da Independência na Avenida Paulista, manifestação que reúne lideranças políticas e apoiadores da direita.
O evento ocorre no mesmo espaço onde Flávio Bolsonaro (PL) realiza um ato de campanha à Presidência com críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.
Tarcísio, porém, adotou uma estratégia diferente da de Flávio. Segundo informações divulgadas antes do evento, o governador pretende manter um tom mais moderado e institucional em sua participação, evitando ataques diretos ao STF.
A postura representa uma mudança em relação ao discurso adotado por Tarcísio em manifestações anteriores e ocorre em um momento no qual o governador tenta equilibrar sua proximidade com o eleitorado bolsonarista e a necessidade de ampliar sua votação para além da direita mais ideológica.
Haddad escolhe os bastidores da campanha
Enquanto Tarcísio estará nas ruas, Fernando Haddad decidiu dedicar o feriado à produção de material eleitoral.
O candidato do PT passa o dia gravando conteúdo para as redes sociais e para o programa partidário. Não há eventos públicos previstos na agenda do ex-ministro para esta segunda-feira.
A escolha coloca Haddad em uma posição diferente da do adversário.
Em vez de disputar espaço em manifestações do 7 de Setembro, o petista utiliza a data para produzir peças que poderão ser usadas durante a campanha e alcançar o eleitorado por meio da televisão e das redes sociais.
Haddad e Tarcísio são atualmente os dois nomes mais bem posicionados na disputa pelo governo de São Paulo, segundo os levantamentos eleitorais citados pelo Metrópoles.
A estratégia de Haddad também evita que sua campanha seja associada diretamente ao ato da Paulista, que terá forte presença de lideranças bolsonaristas e uma pauta de oposição ao governo federal e ao STF.
Grito dos Excluídos mobiliza candidatos da esquerda
O feriado também será utilizado por candidatos de esquerda para participar do Grito dos Excluídos, manifestação tradicional do 7 de Setembro.
Carlos Machado (PCB) participa, às 9h, de uma caminhada na Praça da Sé, no centro de São Paulo. O candidato deve dialogar com moradores durante o percurso e, à tarde, grava material para a campanha.
Vivian Mendes (UP) também participa da caminhada na região central. O compromisso começa às 9h, na Praça da Sé, com destino ao Largo São Francisco. Ao meio-dia, ela participa da Missa do Grito dos Excluídos, na Catedral da Sé.
Já Vera Lúcia (PSTU) participa do Grito dos Excluídos em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Depois da manifestação, a candidata tem um encontro com apoiadores no município.
A participação desses candidatos dá ao feriado um caráter político diferente daquele adotado por Tarcísio. Enquanto o governador estará em um ato associado à direita, os postulantes de esquerda utilizam a data para reforçar pautas sociais e dialogar diretamente com movimentos populares.
Dois candidatos não divulgaram agenda
Nem todos os sete candidatos ao governo de São Paulo divulgaram compromissos para o feriado.
Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir) não informaram oficialmente suas agendas de campanha para esta segunda-feira.
Com isso, o 7 de Setembro termina marcado por três movimentos principais: Tarcísio ocupa as ruas e participa do ato da Paulista, Haddad concentra esforços na produção de campanha e candidatos de esquerda se juntam ao Grito dos Excluídos.
Um feriado com peso eleitoral
Embora seja uma data cívica, o 7 de Setembro ocorre neste ano em plena campanha eleitoral e ganha importância para os candidatos ao governo paulista.
A presença de Tarcísio na Paulista coloca o governador no mesmo ambiente político em que Flávio Bolsonaro tenta medir a força do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, a ausência de Haddad em eventos públicos impede que o petista dispute diretamente o espaço do ato e concentra sua comunicação nos meios oficiais de campanha.
Já o Grito dos Excluídos oferece aos candidatos de esquerda uma oportunidade de ocupar as ruas e dialogar com movimentos sociais.
A diferença de estratégias mostra que a disputa pelo governo de São Paulo não acontece apenas nas pesquisas ou nos programas eleitorais. Cada aparição pública, manifestação e gravação passou a ser utilizada para construir a imagem dos candidatos diante de um eleitorado que começa a decidir os rumos da eleição.
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Entenda O Contexto
A eleição para o governo de São Paulo coloca frente a frente diferentes projetos políticos e estratégias eleitorais. Tarcísio de Freitas busca a reeleição e mantém forte presença entre o eleitorado de direita, enquanto Fernando Haddad tenta recuperar espaço para o PT no maior colégio eleitoral do país. O 7 de Setembro evidencia essa diferença: Tarcísio participa de eventos públicos e do ato da Paulista, enquanto Haddad utiliza o feriado para produzir conteúdo eleitoral.
Outros candidatos, principalmente ligados à esquerda, participam do Grito dos Excluídos. Com a campanha avançando, a ocupação das ruas, a presença em eventos políticos e a comunicação pelas redes sociais passam a ter peso crescente na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
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