Um dos maiores projetos de museu de aviação da América Latina começa a ganhar forma em São Paulo. No Campo de Marte, na Zona Norte da capital, o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) prepara uma estrutura de aproximadamente 100 mil metros quadrados, com dezenas de aeronaves históricas, experiências imersivas e um acervo que poderá chegar a cerca de 100 aviões.
A proposta vai muito além de colocar aeronaves históricas em exposição. O projeto prevê dez hangares, espaços educativos, uma oficina de restauração aberta à observação do público, área externa com aeronaves, conteúdos sobre exploração espacial e ambientes pensados para aproximar visitantes de diferentes idades do universo da aviação.
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O museu foi oficialmente ativado pela Força Aérea Brasileira em 2026, mas ainda está em fase de implantação. A previsão atualmente trabalhada é de abertura ao público em 2027, sem uma data definitiva confirmada até o momento.
Antes da abertura geral, a organização pretende realizar visitas programadas e eventos de teste à medida que as instalações forem ficando prontas.
Como surgiu a ideia do Museu Aeroespacial Paulista?
A origem do projeto está ligada à tentativa de reunir, em um mesmo espaço, duas partes importantes da história da aviação: a civil e a militar.
A parceria com o Museu Asas de Um Sonho, criado a partir do acervo do empresário Rolim Amaro, fundador da TAM, foi fundamental para ampliar a proposta. Parte das aeronaves desse acervo foi cedida para integrar o novo museu ao lado de exemplares ligados à FAB.
Em entrevista ao NC News, Major-Brigadeiro Rodrigo Fernandes, Diretor do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), explica que o projeto ganhou força justamente a partir dessa união de acervos e da possibilidade de aproveitar instalações existentes no Campo de Marte.
“A proposta de criarmos um museu aeroespacial paulista, integrando aviação civil e militar, e não só do Brasil, teve um grande impulso com a parceria com o Museu Asas de Um Sonho, um museu que teve origem no Rolim Amaro, fundador da TAM, e que cedeu, em regime de comodato, algumas aeronaves do seu acervo para compor, junto com as aeronaves militares da FAB, a possibilidade de fazer um museu dessa magnitude e com essa abrangência”, afirmou brigadeiro.

Segundo ele, a partir da resolução de questões patrimoniais relacionadas ao Campo de Marte, surgiu a oportunidade de adaptar parte das instalações do antigo Parque de Material Aeronáutico de São Paulo para receber o projeto. A ideia é que o museu não seja apenas um lugar para observar aviões parados.
“O objetivo é preservar a história, mas também criar uma experiência capaz de aproximar o visitante do universo da aviação e do espaço. O projeto prevê ambientes imersivos e interativos para que as pessoas possam entender tudo o que envolve a aviação de uma forma integral e, ao mesmo tempo, inspirar as novas gerações e os jovens a descobrirem os encantos da carreira da aviação”, explicou o brigadeiro.

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Quase 100 aeronaves estão previstas no acervo
Uma das grandes apostas do MAPA está justamente na quantidade e na diversidade das aeronaves.
Ainda de acordo com o brigadeiro Rodrigo, aproximadamente 100 aeronaves já foram catalogadas para compor o acervo. Parte delas já está no local, enquanto outras ainda estão sendo transferidas. Algumas unidades também passam por processos de recuperação e preparação para exposição.
O número deve crescer à medida que o projeto avança e novas aeronaves são incorporadas ao museu. A proposta é reunir exemplares civis e militares de diferentes países e períodos históricos, permitindo ao visitante acompanhar diferentes momentos da evolução da aviação.
Além das aeronaves, o acervo também será integrado a exposições e ambientes que ajudarão a contar a história da aviação brasileira e internacional. A intenção é que o público não apenas observe os aviões, mas entenda o contexto histórico e tecnológico de cada período.
Entre os exemplares já associados ao projeto estão aeronaves que marcaram diferentes momentos da história da aviação, incluindo modelos ligados à aviação militar, à aviação civil e a acontecimentos históricos como a Segunda Guerra Mundial.

Quatro aviões da Segunda Guerra Mundial
Alguns dos exemplares mais impressionantes estão ligados a um dos períodos mais marcantes do século 20: a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o brigadeiro entrevistado pelo NC News, quatro aeronaves se destacam pelo peso histórico: o P-47, utilizado pelo Grupo de Caça Brasileiro na campanha da Itália; o Corsair, aeronave norte-americana projetada para operar em porta-aviões; o Spitfire, associado à aviação britânica; e o Messerschmitt, ligado à Alemanha.
“Em todas as exposições que a gente já apresentou, quatro aeronaves se destacam porque participaram de um evento histórico importante, que foi a Segunda Guerra Mundial. Nós temos aqui o P-47, aeronave que foi voada pelo Grupo de Caça Brasileiro na Itália; temos o Corsair, uma aeronave americana que operava em porta-aviões; o Spitfire, que foi voado pelos ingleses; e o Messerschmitt, voado pelos alemães. Essas quatro aeronaves juntas já formam um time importante e trazem um significado muito interessante para o nosso acervo”, contou.
O projeto também prevê a presença de modelos como o Messerschmitt Bf 109, o Supermarine Spitfire e um MiG-21, entre outros exemplares históricos.
O museu terá dez hangares
A estrutura foi pensada para que cada espaço tenha uma função diferente. O Hangar 01 funciona como porta de entrada do circuito e reúne miniaturas de aeronaves, capacetes, hélices, fotografias históricas, uniformes e assentos ejetáveis. O espaço também abriga o Salão Azul e uma linha do tempo sobre a evolução da aviação.
O Hangar 02 será dedicado ao apoio ao visitante, com restaurante, banheiros, bebedouros e áreas de convivência.
O Hangar 03 terá uma área de acolhimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, futuramente, deverá receber a loja institucional.
Já o Hangar 04 terá uma função especialmente interessante para quem gosta de aviação: será uma oficina de restauração e manutenção de aeronaves visível ao público. Assim, o visitante poderá acompanhar de perto parte do trabalho necessário para preservar aviões históricos.
Quando o Museu Aeroespacial Paulista será aberto?
O MAPA já foi ativado pela FAB, mas o projeto ainda está em implantação. Por isso, não se trata de um museu completamente aberto à visitação neste momento.
A previsão atualmente trabalhada é chegar à abertura ao público em 2027, mas ainda não existe uma data oficial definitiva.
Segundo a fonte ouvida pelo NC News, antes da abertura geral deverão ocorrer visitas programadas e eventos de teste, com grupos controlados, para avaliar as instalações à medida que ficarem prontas.
“Nós precisamos atender vários critérios para que o museu possa estar aberto ao público de uma forma geral. Estamos trabalhando na melhoria das instalações, principalmente de apoio ao público, banheiros, acessibilidade, restaurante e todo o suporte necessário. A ideia é que as pessoas possam vir não só conhecer o acervo, mas também ter conforto e uma estrutura adequada para passar pelo espaço”, explicou.
A ideia, segundo o brigadeiro, é que o público seja informado com antecedência quando a data oficial estiver definida. De acordo com ele, quando a inauguração estiver próxima de ser marcada, a imprensa será comunicada. Antes da abertura geral, a equipe também pretende realizar eventos de teste e visitas programadas, com público controlado, para avaliar as instalações à medida que as obras e adaptações forem concluídas.
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A ideia é inspirar uma nova geração
Mais do que preservar aviões antigos, o MAPA quer usar a história para falar sobre o futuro. Essa é uma das principais ambições do projeto: fazer com que crianças e jovens não apenas conheçam mais sobre Santos Dumont, caças e aviões de guerra, mas também se interessem por áreas como aviação, engenharia, ciência e tecnologia.
A proposta é aproximar o público de um universo que normalmente parece distante e mostrar que, por trás de cada aeronave, existe uma combinação de história, ciência e engenharia.
O que já foi apresentado é apenas o início. O MAPA ainda está em fase de implantação e deverá ganhar novas estruturas e atrações até a abertura prevista para 2027.
Entenda o contexto
O Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) está sendo implantado no Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, a partir da união de acervos da Força Aérea Brasileira e do Museu Asas de Um Sonho. A proposta é preservar a história da aviação civil e militar e, ao mesmo tempo, aproximar o público de temas ligados à ciência, tecnologia e exploração espacial.
O projeto ainda está em fase de implantação e a previsão é que o museu seja aberto ao público em 2027. A data oficial ainda não foi definida, e antes da abertura geral devem ocorrer visitas programadas e testes com grupos controlados.
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