Ala pró-Mendonça conta com Cármen Lúcia para formar maioria contra Moraes no STF

Grupo de Mendonça já conta com Cármen Lúcia para formar maioria contra Moraes no STF Ministra teria sinalizado nos bastidores disposição a votar pela investigação; sessão de terça-feira (15) não deve concluir o julgamento, mas Mendonça e Fux já devem antecipar seus votos
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A poucas horas da sessão que deve marcar um dos capítulos mais tensos da crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no STF, o grupo político-jurídico ligado a Mendonça já trabalha com uma contagem otimista de votos. Segundo apurou a reportagem, a expectativa é de que a ministra Cármen Lúcia vote a favor do prosseguimento da investigação contra Moraes — um voto que pode ser decisivo para formar maioria na sessão marcada para terça-feira (15).

De acordo com os cálculos feitos pelo entorno de Mendonça, o placar favorável à investigação deve reunir, além do próprio relator, os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e a própria Cármen Lúcia. Já Dias Toffoli é esperado como impedimento declarado: a avaliação é de que ele deve se afastar da votação em razão de sua proximidade com o episódio da compra do resort Tayayá pelo Banco Master, tema que também o atinge indiretamente na crise.

Sem decisão fechada na terça

Apesar do otimismo com a adesão de Cármen Lúcia, a expectativa predominante é de que a análise seja interrompida por um pedido de vista — mecanismo que permite a um ministro suspender o julgamento para análise mais aprofundada, adiando o desfecho por prazo indeterminado.

Ainda assim, dois nomes devem se posicionar antes da eventual pausa: o próprio Mendonça e Luiz Fux devem antecipar seus votos na sessão. Fachin, na condição de relator do processo, será o primeiro a se manifestar, abrindo formalmente a votação.

Por que o placar importa mesmo sem conclusão

Ainda que a sessão não deva fechar o caso de uma vez, a formação de uma maioria numérica favorável à investigação — mesmo que parcial e sujeita a um pedido de vista — já tem peso político significativo.

Um placar de cinco votos a favor da apuração contra Moraes, somado ao impedimento esperado de Toffoli, reduz o espaço de manobra do ministro dentro da própria Corte e fortalece a posição de Mendonça na disputa que, nas últimas semanas, extrapolou os limites do STF e já reverbera no Senado e na campanha presidencial.

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