Vereador e PM são alvos de operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em SP

Operação Nexus investiga esquema ligado ao PCC em Itatiba, com monitoramento 24 horas para alertar criminosos sobre a aproximação da polícia e uso de lojas de veículos em suposta lavagem de dinheiro.
Redação NC News
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar deflagraram nesta terça-feira (15) a Operação Nexus, em Itatiba, no interior de São Paulo, para desarticular um esquema suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A Justiça determinou a prisão de cinco pessoas. Entre os alvos está um homem apontado pelos investigadores como integrante do PCC e suspeito de atuar no comando e na lavagem de dinheiro da organização. Um vereador de Itatiba e um policial militar também são investigados na operação.

Ao todo, foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão, sendo 23 em Itatiba e três em Campinas. A ação também mobilizou cerca de 160 policiais militares, promotores de Justiça, cães farejadores e o helicóptero Águia.

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Entenda o que aconteceu

Segundo o MPSP, a investigação identificou uma estrutura criminosa dividida em diferentes núcleos, responsáveis pelo comando, lavagem de dinheiro, monitoramento, logística, distribuição e pontos de venda de drogas.

A apuração também descobriu um sistema de vigilância que funcionava 24 horas por dia para acompanhar a movimentação das forças de segurança na cidade.

Sistema avisava criminosos sobre a chegada da polícia

De acordo com os investigadores, o grupo mantinha um sistema de monitoramento permanente para identificar a aproximação de policiais.

A estrutura permitia que os criminosos adotassem medidas rápidas, como ocultar drogas, dispersar vendedores e interromper temporariamente atividades em pontos de venda quando percebiam a presença das forças de segurança.

A investigação aponta que o vereador de Itatiba seria ligado a esse núcleo de monitoramento. Mandados de busca foram cumpridos na casa dele e também no gabinete na Câmara Municipal.

PM é investigado por ligação com grupo

A Corregedoria da Polícia Militar também cumpriu mandado relacionado a um policial militar investigado por suposta ligação com o principal alvo da operação.

Segundo as investigações, o agente teria atuado diretamente na segurança do homem apontado como liderança do esquema.

A apuração ainda busca esclarecer a extensão da participação do policial na estrutura investigada.

Lojas de carros são investigadas por lavagem

Três lojas de veículos, sendo duas em Itatiba e uma em Campinas, também são alvos da operação.

Segundo o MPSP, os estabelecimentos são investigados por suposta lavagem de dinheiro. Um dos investigados teria atuado como uma espécie de intermediário financeiro do traficante, com pagamentos que ultrapassam R$ 2 milhões.

Durante a investigação, o principal alvo teria negociado mais de 20 veículos de alto padrão, incluindo modelos de marcas como Lamborghini, Ferrari e Porsche.

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Operação mira diferentes áreas do grupo

Segundo o Ministério Público, a estrutura investigada tinha diferentes funções dentro da organização.

Além do comando e da lavagem de dinheiro, os investigadores identificaram núcleos ligados ao gerenciamento operacional, monitoramento e vigilância, abastecimento e distribuição de drogas, logística, suporte e pontos de venda.

A operação foi realizada em Itatiba e Campinas.

Prisões e apreensões

A Justiça determinou cinco prisões no âmbito da Operação Nexus. Entre os presos está o homem apontado como integrante do PCC e suspeito de atuar no comando do esquema.

A operação também resultou em buscas em imóveis ligados aos investigados. Na residência do principal alvo, em um condomínio de luxo de Itatiba, foram apreendidos veículos de alto padrão e dinheiro.

Entenda o contexto

A Operação Nexus investiga uma estrutura que, segundo o MPSP, combinava tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e monitoramento das forças de segurança.

Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a existência de uma rede de vigilância permanente, usada para permitir que integrantes do grupo reagissem rapidamente à aproximação da polícia.

A investigação também apura o uso do mercado de veículos de luxo para movimentar dinheiro que teria origem no tráfico. As suspeitas envolvendo o vereador e o policial militar ainda são objeto de investigação e não significam, por si só, condenação.

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