Correios entram em greve no Tocantins veja como ficam as entregas e o atendimento

Agências continuam abertas, mas distribuição de encomendas ocorre parcialmente e pode ter atrasos durante a paralisação
Redação NC News
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Os trabalhadores dos Correios entraram em greve no Tocantins e realizam uma mobilização nesta quarta-feira (16), em Palmas. A paralisação faz parte do movimento nacional iniciado em 11 de setembro e afeta principalmente os serviços de tratamento e distribuição de encomendas.

Apesar da greve, as agências continuam abertas ao público e os serviços de postagem seguem disponíveis. A distribuição, porém, funciona parcialmente, o que pode provocar atrasos na entrega de correspondências e encomendas.

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Entenda o que aconteceu

A greve dos Correios começou nacionalmente em 11 de setembro, após trabalhadores rejeitarem uma proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.

No Tocantins, a mobilização afeta principalmente as áreas responsáveis pelo tratamento e pela distribuição dos objetos postais. Em Palmas, trabalhadores realizam manifestação nesta quarta-feira (16).

As agências destinadas ao atendimento dos clientes, no entanto, continuam funcionando normalmente.

Como ficam as agências dos Correios

As agências permanecem abertas durante a paralisação.

Os clientes continuam podendo procurar as unidades para realizar postagens e utilizar os serviços disponíveis normalmente nesses locais.

O impacto maior ocorre nos setores responsáveis pelo processamento e pela distribuição das encomendas. Por isso, mesmo com a postagem sendo realizada, a entrega pode sofrer atraso.

Entregas podem atrasar

No Tocantins, o funcionamento dos centros de distribuição ocorre de maneira parcial.

Em Palmas, o Centro de Tratamento e Distribuição Domiciliar está com as atividades bastante reduzidas, enquanto o Centro de Tratamento de Encomendas mantém parte do funcionamento.

Com isso, algumas entregas continuam sendo realizadas, mas os objetos podem demorar mais para chegar aos destinatários.

Por que os trabalhadores estão em greve

A paralisação ocorre durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.

Entre os principais pontos de divergência estão reivindicações relacionadas às condições de trabalho e à manutenção do plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.

Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), as negociações e tentativas de mediação realizadas antes da greve não chegaram a um acordo.

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TST determinou manutenção de 80% do efetivo

Durante a greve, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% do efetivo dos Correios permaneça em atividade em cada unidade ou estabelecimento.

A decisão vale para setores de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas consideradas necessárias para a continuidade dos serviços.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, mas as partes ainda podem chegar a um acordo antes da sessão.

Correios adotam plano de contingência

Para tentar reduzir os impactos da paralisação, os Correios acionaram o Plano de Continuidade de Negócios.

Entre as medidas estão o remanejamento de veículos, a realização de mutirões logísticos e a mobilização de empregados administrativos para auxiliar nas atividades operacionais.

A empresa também mantém a rede de atendimento ao público em funcionamento.

Entenda o contexto

A greve dos Correios ocorre em âmbito nacional e, no Tocantins, já provoca impactos principalmente na distribuição de encomendas.

Para o consumidor, a principal mudança é que as agências continuam abertas para atendimento e postagem, mas as entregas podem sofrer atrasos devido à redução das atividades nos centros responsáveis pelo tratamento e pela distribuição.

A paralisação segue sem data definida para terminar. O próximo marco importante é o julgamento do dissídio coletivo pelo TST, previsto para 21 de setembro.

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