Greve dos Correios continua veja como ficam as entregas e o atendimento

Paralisação é por tempo indeterminado, mas empresa mantém agências abertas e afirma ter adotado medidas para reduzir impactos na distribuição de encomendas
Redação NC News
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A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado nesta segunda-feira (14). A paralisação começou na sexta-feira (11), depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada para o acordo coletivo de trabalho.

Apesar da mobilização, os Correios afirmam que as agências continuam abertas e que os serviços de entrega seguem funcionando. A empresa adotou um plano de continuidade para tentar reduzir os impactos da greve sobre os clientes.

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Entenda o que aconteceu

A categoria decidiu entrar em greve após o fim das negociações com a direção dos Correios sem um acordo sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A paralisação foi aprovada por sindicatos de diferentes regiões do país e não tem prazo definido para terminar.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão questões relacionadas ao plano de saúde, reajustes, benefícios e condições de trabalho.

Os Correios afirmam que a proposta apresentada contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo anterior.

Minha encomenda vai atrasar?

Pode haver atrasos, principalmente dependendo da região e do nível de adesão dos trabalhadores à greve.

Os Correios, porém, afirmam que estão adotando medidas para manter o fluxo de encomendas e evitar uma interrupção generalizada das entregas.

Entre as ações estão o remanejamento de funcionários, deslocamento de veículos e realização de mutirões para reforçar as áreas operacionais.

Por isso, uma encomenda que já está em trânsito pode continuar sendo entregue normalmente, mas não há garantia de que todos os prazos serão cumpridos durante a paralisação.

Agências continuam abertas

Mesmo com a greve, os Correios informam que a rede de atendimento permanece aberta.

Isso significa que os clientes continuam podendo procurar as unidades para os serviços disponíveis, embora o funcionamento possa variar de acordo com a adesão à paralisação em cada local.

A empresa também busca manter serviços de logística e distribuição em funcionamento.

TST determina mínimo de 80% dos funcionários

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% do efetivo dos Correios permaneça trabalhando em cada unidade.

A determinação alcança setores como atendimento, transporte, distribuição, tratamento de encomendas e áreas administrativas necessárias para a continuidade das atividades.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, quando a Justiça deverá analisar as questões relacionadas à paralisação e às negociações entre trabalhadores e empresa.

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O que o cliente deve fazer

Quem está esperando uma encomenda deve acompanhar o rastreamento normalmente e guardar o comprovante da postagem ou da compra.

Se houver atraso, é importante verificar primeiro a atualização do objeto no sistema de rastreamento e, em caso de problemas, procurar os canais de atendimento dos Correios.

Para compras feitas pela internet, o consumidor também pode entrar em contato com o vendedor ou a plataforma responsável pela venda para registrar a ocorrência.

A greve não significa que todas as entregas serão interrompidas. O impacto pode variar conforme a unidade, a região e a operação logística envolvida.

Entenda o contexto

A paralisação ocorre em meio às negociações para o novo acordo coletivo dos funcionários dos Correios.

A empresa tenta preservar a operação por meio de um plano de continuidade, enquanto a categoria mantém a mobilização por tempo indeterminado.

Com a determinação do TST de manter 80% do efetivo, a expectativa é evitar uma paralisação total dos serviços enquanto o impasse é analisado pela Justiça.

Até o julgamento marcado para 21 de setembro, trabalhadores e empresa ainda podem chegar a um acordo.

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