Fed eleva juros nos EUA pela primeira vez desde 2023 e sinaliza novas altas

Banco central americano aumentou a taxa em 0,25 ponto percentual para conter a inflação e indicou que novos ajustes podem ocorrer até o fim de 2026
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (16) a elevação da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, os juros americanos passaram para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano, marcando a primeira alta desde julho de 2023.

A medida foi aprovada de forma unânime pelos integrantes da autoridade monetária e ocorre em meio à persistência da inflação acima da meta de 2% perseguida pelo Fed. Segundo o comunicado, a economia dos EUA segue apresentando crescimento, mercado de trabalho resiliente e pressão inflacionária que ainda preocupa os formuladores de política monetária.

VEJA TAMBÉM:

Brasil deve cortar juros e EUA podem subir; entenda o que muda para seu bolso

Entenda o que aconteceu

A decisão do Fed era amplamente esperada pelos mercados financeiros. A taxa estava estável entre 3,5% e 3,75% ao ano desde dezembro de 2025, mas a persistência da inflação levou a instituição a interromper o ciclo de estabilidade e promover um novo aperto monetário.

O principal objetivo da alta é reduzir o ritmo da atividade econômica e do consumo, contribuindo para o controle dos preços. A inflação anual nos Estados Unidos permanece acima da meta oficial, mesmo após uma série de medidas adotadas nos últimos anos.

 O que motivou a decisão

Em seu comunicado, o Fed destacou que a inflação continua resistente e que fatores como os preços da energia e as incertezas geopolíticas seguem pressionando a economia. Além disso, o banco central avaliou que o mercado de trabalho permanece forte, permitindo uma política monetária mais restritiva.

O presidente da instituição, Kevin Warsh, reforçou o compromisso de trazer a inflação de volta para a meta de 2%, mesmo diante de pressões políticas por juros mais baixos.

 O que acontece agora

As projeções divulgadas pelo Fed indicam que a maioria dos dirigentes espera pelo menos mais uma alta de juros até o fim de 2026. O cenário dependerá da evolução da inflação, do desempenho da economia e dos indicadores do mercado de trabalho nos próximos meses.

A decisão também será acompanhada de perto por investidores ao redor do mundo, já que os juros americanos influenciam o fluxo global de capital, as bolsas de valores, o dólar e as decisões de política monetária em outros países, incluindo o Brasil.

LEIA TAMBÉM:

Copom inicia reunião com expectativa de novo corte na taxa Selic

Entenda o contexto

As decisões do Fed costumam ter impacto global porque os Estados Unidos possuem a maior economia do mundo. Quando os juros americanos sobem, os títulos do governo dos EUA tendem a ficar mais atrativos para investidores, o que pode provocar movimentações nos mercados internacionais e influenciar moedas, bolsas e investimentos em países emergentes.

A chamada “Super Quarta” desta semana reúne decisões simultâneas do Fed e do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil. Por isso, investidores acompanham atentamente os desdobramentos das duas reuniões para avaliar os próximos passos da economia global.

AS MAIS LIDAS DO NC NEWS:

PF deflagra operação contra suspeita de desvios e afasta prefeito de Coari no Amazonas

Bate-boca, acusações e pedido de vista: veja o resumo da sessão do STF sobre Moraes e Mendonça

Crise no STF vira “ganha-ganha” para Flávio Bolsonaro, avaliam aliados

Carregar Comentários