O corpo de um homem de 27 anos que estava desaparecido havia quase duas semanas foi encontrado dentro da chaminé de uma churrasqueira em uma residência de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná.
A vítima foi identificada como Paulo Rogério Lopes Farezin Júnior, que trabalhava como vigilante patrimonial. Ele estava desaparecido desde 1º de setembro e foi localizado na segunda-feira (14), depois que uma funcionária da residência percebeu um forte cheiro vindo da área da churrasqueira.
O caso chamou a atenção das autoridades pela localização do corpo e pelas circunstâncias ainda não esclarecidas. A Polícia Civil investiga como Paulo entrou na chaminé e o que aconteceu antes de sua morte.
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Funcionária percebeu cheiro forte
Segundo informações repassadas à Guarda Municipal, uma funcionária que trabalhava na residência sentiu um odor forte vindo da região da churrasqueira.
Inicialmente, a suspeita era de que pudesse haver algum animal morto dentro da estrutura. Um funcionário foi verificar o local e acabou encontrando os pés de uma pessoa dentro da chaminé.
A Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Para retirar o corpo, foi necessário quebrar parte da parede e da própria chaminé.
A estrutura ficava em uma edícula localizada nos fundos do imóvel.
Corpo estava em estado avançado de decomposição
De acordo com informações da ocorrência, a vítima permaneceu na chaminé por aproximadamente dez dias.
O estado avançado de decomposição dificultou a análise inicial do corpo. Segundo a Guarda Municipal, não era possível identificar naquele momento se havia marcas de disparos ou outras lesões.
A retirada também foi complicada pela própria estrutura da churrasqueira. O corpo não chegou à parte inferior porque ficou retido por um “corta-vento”, peça instalada na chaminé para estabilizar o fluxo de ar e evitar o retorno da fumaça.
Equipes precisaram realizar uma abertura na estrutura para conseguir retirar o corpo.
Como Paulo entrou na chaminé?
Essa é uma das principais perguntas que permanecem sem resposta.
Uma possibilidade levantada durante o atendimento da ocorrência é que a entrada tenha ocorrido pela parte superior da chaminé, acessível pelo telhado do imóvel. Segundo informações da Guarda Municipal, a tampa de proteção da estrutura estava deslocada sobre o telhado.
No entanto, não há confirmação de que essa tenha sido a dinâmica da morte.
A Polícia Civil ainda trabalha para determinar se Paulo entrou voluntariamente na estrutura, se sofreu algum acidente ou se houve participação de terceiros.
A investigação deverá considerar também as condições do local e os resultados dos exames periciais.
Polícia investiga possível asfixia
A Polícia Civil do Paraná informou ao UOL que existem indícios de que a morte possa ter ocorrido por asfixia, mas ressaltou que a causa da morte e a dinâmica do caso ainda dependem da perícia e de exames complementares.
Como o corpo estava em avançado estado de decomposição, a identificação de eventuais lesões também ficou prejudicada na análise inicial.
Por isso, a hipótese de asfixia ainda não é tratada como conclusão definitiva.
O caso permanece sob investigação para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte.
Família acredita em homicídio
A mãe de Paulo, Márcia Miller, afirmou acreditar que o filho tenha sido vítima de homicídio.
Ela também contestou a possibilidade de que Paulo tenha entrado na residência para tentar cometer um roubo, hipótese que passou a circular em meio às dúvidas sobre a presença dele no imóvel.
Segundo a mãe, diferentes versões sobre o desaparecimento chegaram à família, aumentando as dúvidas sobre o que aconteceu antes de o jovem ser encontrado.
A família aguarda os resultados da investigação para entender como Paulo chegou à chaminé e em quais circunstâncias morreu.
Desaparecimento começou em 1º de setembro
Paulo saiu de casa por volta das 18h do dia 1º de setembro, com destino ao centro de Mandirituba.
Depois disso, familiares perderam o contato com ele.
Um cartaz com informações sobre o desaparecimento chegou a ser divulgado nas redes sociais, com pedido de ajuda para localizar o jovem.
Quase duas semanas depois, o corpo foi encontrado dentro da residência.
Paulo era vigilante e deixou um filho.
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Entenda O Contexto
O caso começou como um desaparecimento. Paulo Rogério Lopes Farezin Júnior saiu de casa em 1º de setembro e não foi mais localizado pela família. A procura continuou até que, em 14 de setembro, funcionários de uma residência em Mandirituba perceberam um forte odor na região de uma churrasqueira.
A descoberta levou a uma situação incomum: o corpo estava dentro da chaminé, retido no interior da estrutura. A retirada exigiu a atuação da Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros, além da demolição parcial da chaminé.
A localização do corpo não esclareceu, porém, como Paulo chegou ao local. Informações preliminares indicam que a entrada pode ter ocorrido pela parte superior da estrutura, mas essa possibilidade ainda precisa ser confirmada pela investigação.
A Polícia Civil trabalha com indícios de que a morte possa ter ocorrido por asfixia, mas a causa definitiva depende dos exames periciais. O estado de decomposição também dificulta a identificação de eventuais lesões.
A família, por sua vez, defende que o caso seja investigado como possível homicídio e nega a hipótese de que Paulo tenha entrado no imóvel com a intenção de furtar objetos. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a dinâmica da morte.
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