Pesquisa Senado RS 2026: Pimenta e Manuela lideram com folga

Estudo revela os favoritos para as vagas ao Senado no Rio Grande do Sul nas próximas eleições.
Redação NC News
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Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) aparecem na frente na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado, em cenário estimulado medido pelo Studio Pesquisas e Consultoria. O resultado anima a estratégia da esquerda de buscar os dois votos dos eleitores gaúchos para a mesma aliança.

Esquerda se projeta para ocupar as duas cadeiras

No levantamento, Manuela lidera com 30,8% das intenções de voto. Pimenta vem em seguida, com 25,8%. Os dois integram a chapa que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendem a ideia de o eleitor concentrar os dois votos no mesmo campo político.

Os números mostram, na sequência, Germano Rigotto (MDB), com 23,2%; Marcel Van Hattem (Novo), com 21,5%; Sanderson (PL), com 18,6%; e Frederico Antunes (PSD), com 4,5%. Como o eleitor gaúcho escolherá dois senadores em 2026, o desempenho atual colocaria, no recorte da pesquisa, Manuela e Pimenta nas duas posições correspondentes às vagas em jogo.

A pesquisa do Studio Pesquisas e Consultoria ouviu 960 eleitores em 61 municípios gaúchos, em formato estimulado, com lista de nomes apresentada ao entrevistado. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Pimenta trata o resultado como confirmação da estratégia de campanha construída em conjunto com Manuela e o Palácio do Planalto. “É uma pesquisa que nos dá ainda mais energia para seguir percorrendo o Rio Grande do Sul, conversando com as pessoas e apresentando nossas propostas. Temos dois votos para o Senado e estamos construindo juntos esse caminho, com Manuela, com o presidente Lula e com todos aqueles que querem defender o Rio Grande, a democracia e a soberania do nosso país”, afirma o candidato do PT.

Cenário competitivo pressiona centro e direita

Os percentuais de Rigotto, Van Hattem e Sanderson indicam que centro e direita mantêm bases relevantes e impedem folga para a chapa de esquerda. Com quatro nomes acima de 18%, o quadro sugere disputa fragmentada, em que pequenos movimentos de opinião podem embaralhar a ordem de classificação.

Esse ambiente pressiona partidos de centro e direita a revisar mensagens e alianças. MDB, Novo, PL e PSD tendem a apostar em diferenciação de perfis para evitar canibalização mútua no mesmo campo ideológico. A presença de um candidato governista ou alinhado ao governo estadual também pode pesar, a depender da avaliação do desempenho de Eduardo Leite.

A leitura corrente entre dirigentes de esquerda é que a liderança dupla, ainda que dentro da margem de erro, fortalece a ideia de frente ampla em torno de Lula no estado. Setores que articulam candidaturas com discurso de defesa da democracia, dos serviços públicos e da soberania nacional ganham um argumento numérico para pedir voto casado em Manuela e Pimenta.

Entre adversários, a pesquisa acende alerta sobre a possibilidade de a esquerda garantir as duas cadeiras gaúchas no Senado. Essa hipótese preocupa lideranças que veem risco de ampliação da influência lulista na bancada federal do Rio Grande do Sul justamente em um ciclo eleitoral em que o campo conservador busca se reorganizar.

AtlasIntel prepara raio-x com governo e Senado

Enquanto a pesquisa do Studio joga luz sobre o recorte do Senado, um novo levantamento da AtlasIntel, em fase final de coleta, promete detalhar o quadro mais amplo da eleição gaúcha. O estudo, com 1.800 eleitores ouvidos pela internet entre 15 e 20 de setembro, tem divulgação prevista para 21 de setembro.

O questionário inclui simulações de primeiro e segundo turno para o governo do estado, com Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) como principais adversários testados. O levantamento mede não só intenção de voto, mas também em quais áreas da administração pública cada um inspira mais confiança, como saúde, educação, segurança, combate à pobreza, infraestrutura, empregos, impostos e equilíbrio das contas públicas.

No Senado, a AtlasIntel mostrará um cenário ainda mais plural. Treze nomes aparecem para disputar a preferência do eleitor: além de Manuela, Pimenta, Rigotto, Van Hattem, Sanderson e Frederico Antunes, estão na lista Daniela Mulheres Socialistas (PSTU), Luciano do MLB (UP), Milton Cardoso (PSDB), Regis Ethur (PSTU), Renato Jaguarão (Cidadania), Ric Jones (PCO) e Tania Peres (UP). A pesquisa pergunta separadamente o primeiro e o segundo voto para o Senado, impedindo repetição do mesmo candidato.

O desenho metodológico busca refletir a diversidade do eleitorado gaúcho, com amostra ajustada por sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é RS-00981/2026.

Avaliação de Eduardo Leite entra no cálculo eleitoral

O levantamento da AtlasIntel também medirá a aprovação e a imagem do governador Eduardo Leite, assim como a percepção sobre os rumos do estado e os principais problemas sentidos pela população. A pesquisa perguntará se os eleitores preferem continuidade ou mudança na atual linha de gestão.

Esse conjunto de dados tende a influenciar diretamente a disputa ao Senado e ao governo. Candidatos ligados a partidos que compõem a base de Leite podem herdar bônus ou ônus da avaliação do governo. Adversários, por sua vez, devem explorar eventual desejo de mudança para consolidar um discurso de ruptura com o atual modelo.

O resultado de 21 de setembro funcionará como um termômetro para ajustes de rota. Partidos podem rever coligações, testar novas alianças e calibrar a dosagem de proximidade ou distanciamento em relação a Lula e ao próprio Leite. Em um cenário com duas cadeiras de Senado em jogo e polarização projetada também para o governo, cada décimo de ponto ganha peso nas negociações internas.

À medida que a campanha se aproxima da fase quente, a combinação de pesquisas presenciais e online tende a redesenhar estratégias quase em tempo real. O desempenho de Pimenta e Manuela, a resiliência de Rigotto, Van Hattem e Sanderson e o efeito da avaliação de Eduardo Leite sobre seus aliados devem definir se o Rio Grande do Sul caminhará para consolidar um bloco de esquerda no Senado ou manterá o equilíbrio de forças em Brasília.

Quais são os números da pesquisa ao Senado no RS?

Manuela d’Ávila tem 30,8% das intenções de voto, Paulo Pimenta soma 25,8%, Germano Rigotto aparece com 23,2%, Marcel Van Hattem com 21,5%, Sanderson com 18,6% e Frederico Antunes com 4,5%, em pesquisa estimulada com 960 eleitores e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

O que a nova pesquisa AtlasIntel vai medir no Rio Grande do Sul?

A pesquisa AtlasIntel com 1.800 eleitores mede intenção de voto para governo do RS e Senado, simulações de primeiro e segundo turno, avaliação do governador Eduardo Leite, confiança em Luciano Zucco e Juliana Brizola em áreas-chave de gestão pública e preferência do eleitor por continuidade ou mudança na atual administração estadual.


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