A Venezuela começou a restabelecer o acesso a sites de notícias que estavam bloqueados havia anos, informou nesta quinta-feira (17) a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel). A medida inclui veículos nacionais e internacionais e ocorre no mesmo dia em que o governo e setores da oposição retomam uma rodada de negociações políticas em Caracas.
Entre os portais que voltaram a ser acessados estão El Pitazo, Efecto Cocuyo, Alberto News e a agência EFE, segundo o monitoramento da organização VE Sin Filtro. A entidade identificou inicialmente pelo menos dez sites liberados por diferentes provedores de internet.
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Entenda o que aconteceu
A Venezuela começou a desbloquear sites de notícias nacionais e internacionais que estavam inacessíveis havia anos, segundo anúncio da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) nesta quinta-feira (17). A medida foi apresentada pelo governo como uma iniciativa para ampliar a liberdade de expressão e o acesso à informação.
A organização VE Sin Filtro informou que identificou pelo menos oito sites desbloqueados nas últimas horas, entre eles El Pitazo, AlbertoNews, Efecto Cocuyo e a agência EFE. Ao mesmo tempo, a entidade contabilizava 194 domínios ainda bloqueados no país.
Conatel anunciou o restabelecimento dos acessos
A Comissão Nacional de Telecomunicações informou que as empresas responsáveis pelo serviço de internet receberam uma notificação técnica para habilitar os domínios de diversos portais informativos nacionais e internacionais.
O órgão não divulgou inicialmente uma lista completa nem informou exatamente quantos endereços seriam liberados. O anúncio ocorreu após uma recomendação do Programa para a Paz e a Convivência Democrática, criado pelo governo venezuelano.
Pelo menos dez sites foram identificados como desbloqueados
A organização VE Sin Filtro, que monitora restrições à internet no país, verificou o acesso a pelo menos dez veículos por meio de diferentes provedores.
Entre os sites identificados estão Alberto News, Caraota Digital, Crónica Uno, EFE Noticias, Efecto Cocuyo, El Estímulo, El Pitazo, Monitoreamos.com, Runrunes e Revista Semana.
Segundo a organização, a liberação começou pela estatal Cantv e depois foi identificada também em operadoras privadas.
Ainda há centenas de domínios bloqueados
Apesar da medida, a liberação não representa o fim das restrições à internet no país.
Até a manhã desta quinta-feira, a VE Sin Filtro contabilizava 194 domínios bloqueados na Venezuela, muitos deles relacionados a veículos de comunicação. A ONG afirmou que os desbloqueios representam uma mudança relevante, mas ainda são insuficientes diante da quantidade de páginas que continuam inacessíveis.
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Medida acontece durante nova rodada de diálogo
O desbloqueio ocorre no mesmo momento em que governo e oposição retomam negociações políticas na Venezuela, com a liberdade de expressão entre os temas discutidos.
A nova rodada acontece após um primeiro ciclo de conversas realizado em agosto. Entre os assuntos previstos estão garantias políticas e civis e mudanças relacionadas ao acesso à informação e à liberdade de expressão.
A chefe da delegação da oposição, Dinorah Figuera, comemorou a liberação dos sites, mas afirmou que ainda existem muitos veículos que precisam voltar a ficar disponíveis.
Organizações cobram mais mudanças
A situação da imprensa e do acesso à informação continua sendo alvo de críticas de organizações civis e entidades ligadas ao jornalismo.
No início de setembro, cerca de cem meios de comunicação, organizações e associações pediram mudanças nas regras relacionadas à liberdade de expressão e defenderam a revisão de leis que, segundo essas entidades, são utilizadas para restringir ou criminalizar manifestações de dissidência.
Entenda o contexto
O bloqueio de sites de notícias na Venezuela se tornou uma das principais questões relacionadas ao acesso à informação no país. A decisão anunciada nesta quinta-feira representa uma liberação parcial, já que organizações de monitoramento ainda identificam um número elevado de domínios inacessíveis.
O governo venezuelano apresentou a medida como uma iniciativa voltada ao pluralismo, à transparência e à liberdade de expressão. Já organizações independentes e representantes da oposição afirmam que o desbloqueio precisa alcançar outros veículos e ser mantido de forma permanente.
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