Um casal da Flórida, nos Estados Unidos, entrou na Justiça contra uma clínica de fertilização após descobrir que a filha nascida por fertilização in vitro (FIV) não teria o material genético do marido. Natalie e Josh Strong afirmam que o esperma utilizado no procedimento não era o de Josh e que, até agora, eles não sabem quem é o pai biológico da criança.
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Descoberta aconteceu logo após o nascimento
Segundo Natalie, a primeira suspeita surgiu um dia depois do parto, quando um exame apontou que a bebê, chamada Ava, tinha sangue do tipo B positivo.
A mãe tem sangue O negativo e Josh, A negativo. O casal afirma que os tipos sanguíneos foram conferidos novamente e que os resultados foram confirmados. Josh é enfermeiro e teria sido o primeiro a questionar como o resultado da filha poderia ser compatível com os tipos sanguíneos dos pais.
A família então passou a investigar o que poderia ter acontecido durante o tratamento de fertilização.
Casal afirma que clínica utilizou material genético de outro homem
Os advogados de Natalie e Josh alegam que a Brown Fertility, clínica localizada em Jacksonville, utilizou o esperma de um homem diferente durante o tratamento de FIV.
O casal afirma que passou por procedimentos médicos considerados dolorosos e gastou milhares de dólares justamente com o objetivo de ter um filho biologicamente ligado aos dois.
A filha, Ava, atualmente tem 15 meses. De acordo com os pais, eles ainda não sabem quem é o pai biológico da menina.
Pais dizem que vivem sentimentos contraditórios
Em entrevista à imprensa, Natalie afirmou que a descoberta mudou completamente a experiência que esperava viver com a chegada da filha.
Ela disse que a situação terá consequências para a família ao longo da vida e que, no futuro, os pais também precisarão decidir como explicar à criança o que aconteceu.
Josh, por sua vez, afirmou que o casal passou a conviver simultaneamente com tristeza, raiva, alegria e amor. Segundo ele, apesar de tudo, os dois amam a filha.
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Clínica é alvo de processo
A ação judicial apresentada pelo casal questiona como o suposto erro teria ocorrido durante o tratamento e busca esclarecer a origem do material genético utilizado.
A alegação de que houve troca ou uso incorreto de esperma ainda faz parte da disputa judicial e não deve ser tratada como um fato definitivamente comprovado.
Caso levanta discussão sobre identificação de material genético
Tratamentos de reprodução assistida dependem da identificação e do controle dos materiais biológicos utilizados em cada procedimento. Um eventual erro pode ter consequências que vão além do tratamento médico, envolvendo questões familiares, genéticas e de identidade.
No caso dos Strongs, a principal questão agora é descobrir como o material genético utilizado no tratamento chegou a resultar no nascimento de uma criança que, segundo a família, não possui o vínculo biológico esperado com Josh.
Família ainda busca respostas
Enquanto o processo avança, Natalie e Josh afirmam que continuam sem saber quem é o pai biológico de Ava e aguardam esclarecimentos sobre o que aconteceu na clínica.
Para os pais, o caso envolve não apenas a investigação sobre um possível erro durante a FIV, mas também decisões que poderão acompanhar a família por muitos anos.
Entenda o contexto
A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida na qual a fecundação ocorre em laboratório antes que o embrião seja transferido para o útero. No caso dos Strongs, o tratamento foi realizado com o objetivo de gerar uma criança biologicamente ligada ao casal.
A investigação judicial deverá esclarecer se houve, de fato, utilização de material genético de outra pessoa, como isso teria acontecido e quais responsabilidades poderão ser atribuídas.
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