Um homem de 72 anos foi preso nesta sexta-feira (18), em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, após ser abordado transportando R$ 504,6 mil em dinheiro e uma pistola municiada. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás depois de uma denúncia anônima que apontava uma possível movimentação financeira destinada ao financiamento irregular de campanha eleitoral.
Durante a abordagem, o investigado apresentou outra versão para a destinação dos recursos: afirmou aos policiais que o dinheiro seria usado para pagar funcionários de suas obras. A suspeita relacionada a eventual caixa dois ainda será investigada e, até o momento, não foi comprovado que os valores seriam destinados a uma campanha.
Polícia monitorou homem após denúncia
A ocorrência começou depois que investigadores receberam a informação de que um saque de alto valor seria realizado e que o dinheiro poderia ter relação com financiamento eleitoral irregular.
A partir da denúncia, agentes do Grupo Especial de Investigações Criminais de Luziânia passaram a acompanhar a movimentação. O homem foi abordado depois de deixar uma agência da Caixa Econômica Federal em Novo Gama.
Na fiscalização, os policiais encontraram uma bolsa preta com R$ 500 mil em espécie. Outros R$ 4,6 mil estavam nos bolsos do investigado, fazendo o total apreendido chegar a R$ 504,6 mil.
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Pistola municiada foi encontrada na cintura
A grande quantidade de dinheiro não foi a única descoberta durante a abordagem. Na busca pessoal, os policiais encontraram uma pistola municiada escondida na cintura do homem.
Questionado sobre a arma, ele teria afirmado aos investigadores que a pistola pertencia a um policial já falecido.
O homem acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A autoridade policial fixou fiança de R$ 60 mil considerando, entre outros elementos, a capacidade econômica declarada pelo investigado.
Suspeito apresentou versão para os R$ 504,6 mil
Aos policiais, o homem afirmou que os mais de R$ 500 mil seriam destinados ao pagamento de trabalhadores de suas obras.
A explicação será confrontada com os demais elementos reunidos na investigação. O dinheiro foi apreendido e deverá ser depositado em conta judicial.
A denúncia que deu início à ação mencionava a possibilidade de os recursos serem utilizados irregularmente no financiamento de campanha. Essa hipótese, no entanto, permanece sob investigação e não deve ser tratada como destino comprovado do dinheiro.
O que significa caixa dois eleitoral
O chamado caixa dois eleitoral ocorre quando recursos utilizados em uma campanha não são devidamente declarados à Justiça Eleitoral. A prática pode envolver receitas ou despesas mantidas fora da contabilidade oficial.
No caso registrado em Novo Gama, a existência de uma denúncia mencionando possível financiamento irregular não comprova, por si só, a ocorrência de crime eleitoral.
Os investigadores terão de identificar a origem do dinheiro, verificar a justificativa apresentada pelo homem e esclarecer qual seria efetivamente a destinação dos valores.
Origem e destino do dinheiro serão investigados
A Polícia Civil determinou a abertura de um inquérito específico para aprofundar a apuração sobre os R$ 504,6 mil.
Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a procedência dos recursos, a razão para o transporte de uma quantia tão elevada em espécie e quem receberia o dinheiro.
A investigação também deverá analisar eventuais indícios de lavagem de capitais. Isso não significa que esse crime já esteja comprovado ou que o homem tenha sido condenado por alguma irregularidade relacionada ao dinheiro.
Até a conclusão das diligências, a versão apresentada pelo investigado e a informação recebida pela polícia permanecem como elementos que precisarão ser confrontados com documentos, movimentações financeiras e outras provas.
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Entenda o contexto
A apreensão em Novo Gama acontece em meio ao período eleitoral de 2026 e começou a partir de uma denúncia que apontava possível movimentação de dinheiro para financiamento irregular de campanha. A polícia passou a monitorar o homem e realizou a abordagem após a saída de uma agência bancária.
Casos envolvendo grandes quantidades de dinheiro em espécie exigem investigação sobre origem e destinação dos recursos, mas a simples posse do valor não comprova automaticamente a prática de um crime. Neste caso, a prisão em flagrante ocorreu pelo porte ilegal da pistola encontrada com o investigado.
Agora, o inquérito deverá esclarecer se os R$ 504,6 mil possuem origem lícita, se seriam realmente destinados ao pagamento de funcionários, como afirmou o homem, ou se existem elementos que sustentem outras hipóteses investigadas pela polícia.
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