Jornalista Sônia Carneiro morre aos 74 anos em Brasília

Com mais de cinco décadas de carreira, jornalista acompanhou momentos históricos da política brasileira, como as Diretas Já, a Constituinte e o impeachment de Fernando Collor
Redação NC News
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A jornalista Sônia Carneiro morreu aos 74 anos neste domingo (20), em Brasília. Conhecida como Soninha, ela construiu uma carreira de mais de cinco décadas ligada principalmente à cobertura política e acompanhou momentos importantes da história recente do Brasil.

Sônia iniciou a carreira em 1971 e trabalhou durante 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, onde permaneceu até 2003. Ao longo da trajetória, atuou como repórter, chefe de reportagem e também chegou à chefia da rádio em Brasília.

Mais de cinco décadas dedicadas ao jornalismo

Na cobertura política, Sônia foi setorista do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. A experiência permitiu que acompanhasse diariamente decisões e personagens do centro do poder em Brasília.

Entre os acontecimentos cobertos pela jornalista estão o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias e o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor.

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Atuação durante a Constituinte marcou trajetória

Sônia acompanhou de perto os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição Federal promulgada em 1988.

Anos depois, sua experiência naquele período foi registrada pela TV Senado. Em depoimento publicado em 2018, ela relembrou a rotina da cobertura e falou sobre o papel desempenhado pela imprensa durante a elaboração da nova Constituição.

A jornalista também acompanhou o processo de redemocratização do país e diferentes períodos da política nacional a partir de Brasília.

Reconhecimento profissional

Em 1992, Sônia recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à sua atuação profissional.

Em 2013, ela também esteve entre os jornalistas homenageados pela Câmara dos Deputados com a Medalha Assembleia Nacional Constituinte, criada para reconhecer personagens que participaram ou acompanharam aquele período histórico.

Trabalho após deixar as redações

Depois de encerrar a passagem pela Rádio Jornal do Brasil e pelo Jornal do Brasil, Sônia seguiu trabalhando na área de comunicação e passou por diferentes funções institucionais.

Nos últimos anos, integrava a equipe do senador Jaques Wagner, mantendo sua atuação ligada à política e à comunicação em Brasília.

Sônia deixa dois filhos e netos

Sônia Carneiro deixa os filhos Terence Zveiter e Danniel Zveiter, além dos netos.

Segundo relato de um dos filhos, a jornalista morreu em casa após um mal súbito. Ela havia recebido alta hospitalar recentemente. As informações sobre o velório ainda não haviam sido confirmadas pela família até a publicação desta matéria.

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Entenda o contexto

Sônia Carneiro iniciou a carreira no jornalismo em 1971 e se tornou uma das profissionais que acompanharam de perto a política nacional durante o processo de redemocratização do Brasil.

Ao longo de mais de cinco décadas de atuação, esteve presente em coberturas como as Diretas Já, a Assembleia Nacional Constituinte e o processo de impeachment de Fernando Collor. Sua trajetória também ficou marcada pela cobertura cotidiana do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

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