Kélcio Bruno Pires Horiguela, de 27 anos, filho de Maurício Morales Horiguela, vice-presidente regional do PL, afirma ter sido espancado por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) durante uma abordagem em Atibaia, no interior de São Paulo. O episódio aconteceu na noite de quinta-feira (17), na Rua Adolfo André, e é alvo de apuração.
Há versões diferentes sobre a ocorrência. A família afirma que Kélcio foi atingido com socos e chutes na cabeça após uma abordagem truculenta. Já os guardas relataram no boletim de ocorrência que o jovem estava exaltado, não teria obedecido às determinações dos agentes e resistiu à abordagem, tornando necessário, segundo eles, o uso moderado da força. Não há conclusão até o momento sobre eventual excesso cometido pelos agentes.
Família acusa guardas de espancar jovem
O episódio ocorreu na altura do número 792 da Rua Adolfo André, a aproximadamente um quilômetro da base da Guarda Civil Municipal de Atibaia.
Segundo Maria Lourdes Pires Horiguela, mãe de Kélcio, o filho conversava com uma mulher antes da abordagem. Ela entrou em um ônibus e, conforme o relato da mãe, ele teria seguido o veículo para tentar conseguir o telefone da mulher.
A família afirma que, posteriormente, surgiu a informação de que Kélcio estaria perseguindo a mulher. De acordo com Maria Lourdes, o filho teria sido abordado pelos guardas sob a suspeita de que representava uma ameaça e, na sequência, agredido.
A mãe sustenta que Kélcio recebeu socos e chutes, inclusive na região da cabeça. Apesar dos ferimentos relatados pela família, ele está se recuperando em casa.
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Guardas apresentam versão diferente
O boletim de ocorrência apresenta a versão dos agentes da GCM. Segundo o registro, os guardas foram acionados por uma mulher que teria acabado de desembarcar de um ônibus e relatado estar sendo perseguida por um homem em uma motocicleta.
Os agentes afirmaram que localizaram o homem e iniciaram a abordagem. Ainda segundo o relato registrado na ocorrência, Kélcio teria apresentado comportamento exaltado e se recusado a cumprir as determinações dos guardas.
O boletim registra que houve resistência durante a abordagem e que os agentes empregaram o que classificaram como uso moderado da força.
Essa é a versão apresentada pelos guardas e ainda precisa ser confrontada com o relato da família e com outros elementos eventualmente reunidos durante a investigação.
Caso foi registrado como resistência
A ocorrência foi registrada na Polícia Civil de Atibaia como resistência. A apuração deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos e verificar se a atuação dos agentes respeitou os protocolos previstos para o uso da força.
Também deverá ser apurado o relato que motivou o acionamento da GCM, assim como as circunstâncias em que ocorreu o contato entre Kélcio e a mulher mencionada no boletim.
Até o momento, não há conclusão oficial que confirme a acusação de espancamento feita pela família nem que determine se houve excesso por parte dos guardas municipais.
Jovem é filho de dirigente regional do PL
Kélcio é filho de Maurício Morales Horiguela, identificado como vice-presidente regional do Partido Liberal (PL). O vínculo político do pai não altera a natureza da investigação, que deverá se concentrar na conduta dos envolvidos durante a ocorrência.
O caso aconteceu em meio à campanha eleitoral de 2026, mas, até o momento, não há informação de que a abordagem tenha relação com atividade político-partidária.
Família diz que jovem se recupera em casa
Segundo a mãe, Kélcio sofreu ferimentos durante a abordagem, mas já está em casa e segue em recuperação.
As circunstâncias da ocorrência permanecem sob apuração. A investigação poderá reunir depoimentos, registros da abordagem, imagens de câmeras existentes na região e outros elementos capazes de esclarecer as versões apresentadas.
Também poderá ser analisado se o uso da força relatado pelos agentes foi necessário e proporcional às circunstâncias encontradas durante a abordagem.
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Entenda o contexto
A ocorrência começou depois que agentes da Guarda Civil Municipal foram acionados para atender ao relato de uma mulher que teria dito estar sendo seguida por um homem em uma motocicleta, segundo a versão registrada no boletim de ocorrência.
A família de Kélcio afirma que ele apenas tentava conseguir o telefone da mulher e acusa os agentes de terem realizado uma abordagem truculenta, com socos e chutes. Os guardas, por outro lado, relatam que houve resistência e afirmam ter utilizado força moderada.
Com as versões divergentes, caberá à investigação esclarecer a dinâmica da ocorrência e verificar a conduta de todos os envolvidos. Até a conclusão da apuração, a alegação de espancamento permanece como uma acusação apresentada pela família.
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