Um guarda civil metropolitano (GCM) de 51 anos foi preso em flagrante após atirar contra um motoboy durante uma discussão de trânsito na Zona Norte de São Paulo, na segunda-feira (21). O disparo atingiu a perna do motociclista, que precisou passar por cirurgia. Parte da ocorrência foi registrada em vídeo pela própria vítima.
O agente estava de folga no momento da ocorrência. Em depoimento, ele alegou que acreditava estar diante de uma tentativa de roubo e que atirou para se defender. O motoboy apresentou outra versão e afirmou que a discussão começou depois que o guarda quase atingiu sua motocicleta em um cruzamento.
Discussão de trânsito terminou com motoboy baleado
O motoboy realizava entregas quando se envolveu na discussão com o guarda. As circunstâncias que levaram ao disparo são investigadas pela Polícia Civil.
Segundo a versão apresentada pelo GCM, o motociclista teria passado a segui-lo, feito ameaças e levado a mão à cintura. O agente afirmou que interpretou o movimento como uma possível tentativa de sacar uma arma e decidiu atirar.
A vítima, porém, relatou uma dinâmica diferente. Segundo o motociclista, o guarda quase atingiu sua moto durante a passagem por um cruzamento, dando início ao desentendimento.
Leia também:
Discussão entre motoboy e dono de pizzaria termina com tiros e agressão na Zona Leste de São Paulo
Vídeo registra conversa depois do disparo
De acordo com o relato do motoboy, durante a confusão o GCM teria mostrado a arma e feito ameaças. O motociclista afirmou ainda que foi baleado quando tentava se afastar.
Um vídeo gravado pela própria vítima mostra parte da discussão depois do disparo. Nas imagens, o motociclista aparece ferido e confronta o guarda sobre o tiro.
Ao dizer que poderia ficar com sequelas e não voltar a andar, o motoboy ouviu do agente uma resposta registrada na gravação: “Agora já era, já foi”.
Guarda foi preso por tentativa de homicídio
Depois da ocorrência, o GCM foi preso em flagrante. O caso foi registrado como tentativa de homicídio com dolo eventual, quando se considera que uma pessoa assumiu o risco de provocar a morte mesmo sem uma intenção direta de matar.
A investigação deverá confrontar as versões apresentadas pelo guarda e pelo motociclista, além de analisar as imagens e outros elementos reunidos durante a apuração.
O fato de o agente ter sido indiciado não representa uma condenação. A responsabilidade criminal será definida no decorrer do processo, com direito à defesa.
Motoboy precisou passar por cirurgia
O disparo atingiu uma das pernas do motociclista. Ele recebeu atendimento médico e precisou ser submetido a uma cirurgia após o episódio.
O caso acrescenta mais um episódio envolvendo violência no trânsito em São Paulo, desta vez com o uso de uma arma de fogo por um agente de segurança que estava fora de serviço.
Veja também:
São Paulo registra recorde de mortes de motociclistas no trânsito
Entenda o contexto
As versões apresentadas pelos dois envolvidos são diferentes e serão um dos principais pontos da investigação. O guarda afirma que suspeitou de uma tentativa de roubo e agiu em legítima defesa. Já o motoboy sustenta que o desentendimento começou por causa de uma situação no trânsito e que foi ameaçado antes de ser baleado.
Além dos depoimentos, a gravação feita pela vítima poderá ajudar a esclarecer parte da dinâmica da ocorrência. A investigação deverá reunir outros elementos para determinar as circunstâncias do disparo e eventual responsabilidade criminal.
O GCM foi preso em flagrante e indiciado por tentativa de homicídio. O caso continua sob investigação.
As mais lidas do NC News:
Jatinho ligado a Vorcaro foi usado por Moraes em meio a negociação de R$ 50 milhões
Cobertura onde ocorreu caso Matsunaga tem dificuldade para ser vendida em SP
Posso votar no mesmo senador duas vezes? Entenda a regra para as eleições de 2026