Trump rebatiza IA de “superinteligência” e Sanders quer proibir que tecnologia ultrapasse humanos

EUA oficializam o termo 'Superinteligência' para IA, com foco no avanço sem restrições da tecnologia.
Redação NC News
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Os Estados Unidos abriram uma disputa política sobre o futuro da inteligência artificial. Enquanto Donald Trump determinou que a tecnologia passe a ser chamada de “superinteligência” nos documentos do governo, Bernie Sanders apresentou nesta quarta-feira (23) um projeto que pretende justamente impedir o desenvolvimento de sistemas capazes de ultrapassar as capacidades humanas. Trump anunciou a mudança durante o discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Segundo o presidente, a palavra “artificial” transmite a ideia de algo falso e não representa adequadamente o potencial da tecnologia.
“A partir de agora, todos os documentos dos Estados Unidos — e, esperamos, do mundo — serão alterados para usar o termo muito mais preciso ‘super’ em vez de ‘artificial’. Portanto, será ‘superinteligência’”, afirmou Trump.
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Trump diz que não pretende “sufocar” avanço da tecnologia

A mudança de nomenclatura faz parte de uma postura mais ampla de Trump contra propostas de forte limitação ao desenvolvimento dos sistemas de IA. O presidente já havia anunciado planos para criar uma “Força de IA” e nomear um responsável pela política nacional para o setor.
“Não vou sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial”, declarou Trump na ONU.
O uso de “superinteligência” como simples substituto para inteligência artificial, porém, pode gerar confusão. Na área técnica, superinteligência costuma descrever um conceito específico: sistemas capazes de superar seres humanos em uma ampla variedade de capacidades cognitivas.

Sanders apresenta proposta para proibir superinteligência

Menos de 24 horas depois do discurso de Trump, o senador Bernie Sanders e o deputado Greg Casar apresentaram uma das propostas mais duras já formuladas no Congresso americano para controlar o desenvolvimento de inteligência artificial. O projeto Ban Artificial Superintelligence Act prevê uma proibição permanente ao desenvolvimento e à implantação de sistemas classificados como superinteligentes. O texto considera superinteligência um sistema capaz de igualar ou superar o desempenho cognitivo humano em uma ampla variedade de áreas ou que tenha capacidade suficiente para planejar ações destinadas a retirar o controle humano sobre instituições e governos.
“Não é preciso ser um gênio para dizer: diminua o ritmo”, afirmou Bernie Sanders ao defender a proposta.

Projeto prevê um Departamento de Inteligência Artificial

A proposta também cria um Departamento de Inteligência Artificial em nível federal, responsável por definir regras de segurança e fiscalizar modelos avançados. Enquanto essas regras não forem implantadas, o desenvolvimento dos sistemas mais poderosos seria temporariamente interrompido. Depois disso, determinados modelos dependeriam de autorização federal antes de serem colocados em operação. O projeto prevê sanções pesadas para violações, que podem incluir multas e, em determinados casos, penas de até 20 anos de prisão.

Proposta enfrenta resistência no Congresso

A aprovação está longe de ser garantida. O Congresso é controlado pelos republicanos, e parlamentares americanos ainda não chegaram a um consenso nem mesmo sobre regulações menos abrangentes para inteligência artificial. A proposta de Sanders e Casar, portanto, abre uma discussão política e regulatória, mas ainda precisa passar pelo processo legislativo antes de produzir qualquer obrigação para empresas do setor.

Dois significados para a mesma palavra

A coincidência cria uma situação incomum. Trump quer transformar “superinteligência” em um nome genérico para a IA, enquanto Sanders usa exatamente o mesmo termo para definir uma categoria de tecnologia que considera perigosa demais para ser desenvolvida. O episódio mostra como a disputa sobre inteligência artificial nos Estados Unidos deixou de ser apenas tecnológica e passou a envolver diretamente governo, Congresso, empresas e segurança nacional.
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Entenda O Contexto

Donald Trump declarou na Assembleia Geral da ONU que pretende substituir o termo inteligência artificial por “superinteligência” na documentação oficial americana. Um dia depois, Bernie Sanders e Greg Casar apresentaram um projeto que usa o termo superinteligência em seu sentido técnico e pretende proibir sistemas que superem capacidades humanas em múltiplos domínios. A proposta também prevê a criação de um Departamento de Inteligência Artificial e uma pausa no desenvolvimento dos sistemas mais avançados até a definição de regras federais.
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