BC vê 90% de chance de IPCA superar teto da meta em 2026

Relatório de Política Monetária projeta inflação de 5,2% no ano e reduz previsão de crescimento do PIB; autoridade cita incertezas fiscais e cenário externo.
Redação NC News
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O Banco Central (BC) aumentou para 90% a probabilidade de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superar o teto da meta de inflação em 2026. A informação consta no Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (24).

Segundo o documento, a autoridade monetária projeta que a inflação oficial do país termine o ano em 5,2%, acima do limite superior da meta, fixado em 4,5%. O BC também reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira no período.

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Entenda o que aconteceu

O Relatório de Política Monetária do Banco Central elevou a estimativa de risco de descumprimento da meta de inflação em 2026. A chance passou de 79% para 90%, segundo o documento.

A meta contínua de inflação tem centro de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o teto permitido é de 4,5%.

Caso o índice permaneça acima do limite por seis meses consecutivos, o Banco Central precisa apresentar uma justificativa e explicar as medidas adotadas para levar a inflação novamente ao objetivo.

BC projeta IPCA de 5,2% em 2026

O cenário apresentado pelo Banco Central indica que o IPCA deve acelerar no fim de 2026 e fechar o ano acima do teto da meta.

Entre os fatores apontados pelo BC estão incertezas fiscais, expectativas de inflação acima do objetivo e impactos de fatores externos, como preços internacionais de energia e alimentos.

O relatório também menciona riscos relacionados ao cenário internacional, incluindo conflitos geopolíticos e oscilações nos preços do petróleo.

Previsão de crescimento do PIB é reduzida

Além da inflação, o Banco Central revisou para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

A estimativa de expansão da economia passou para 1,8%, segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira.

O documento aponta que a atividade econômica deve continuar sendo influenciada pelo ambiente de juros elevados e pela desaceleração de alguns setores.

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Selic segue como instrumento de controle

O Banco Central destacou que a política monetária permanece em território restritivo, com a taxa básica de juros sendo utilizada como principal ferramenta para tentar controlar a inflação.

O Copom reduziu recentemente a Selic para 13,75% ao ano, mas afirmou que o cenário exige cautela diante das incertezas econômicas.

Entenda o contexto

A meta de inflação é um dos principais instrumentos utilizados pelo Banco Central para orientar a política monetária brasileira. Quando as projeções indicam pressão sobre os preços, o órgão avalia medidas como ajustes na taxa de juros.

O novo relatório mostra que o BC considera a inflação ainda acima do objetivo no horizonte analisado, enquanto acompanha fatores internos e externos que podem influenciar os preços e o ritmo da economia.

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