Segurança pública: veja as propostas dos candidatos à Presidência para combater o crime

Planos de governo apresentam diferentes estratégias para enfrentar facções, violência urbana e integração das forças de segurança; propostas vão de combate financeiro ao crime até mudanças no sistema policial.
Redação NC News
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A segurança pública aparece como um dos principais temas da eleição presidencial de 2026, com propostas diferentes entre os candidatos para enfrentar violência, organizações criminosas e o funcionamento das forças policiais. Os planos apresentados à Justiça Eleitoral indicam caminhos que passam por integração entre órgãos, endurecimento penal, tecnologia e mudanças na estrutura de segurança.

Entre as principais divergências estão a forma de combater facções criminosas, o papel da União na coordenação das políticas de segurança e o modelo de atuação das polícias. Enquanto alguns candidatos defendem medidas de maior rigor penal, outros priorizam inteligência, investigação e mudanças institucionais.

Combate às facções divide propostas dos candidatos

O enfrentamento às organizações criminosas é um dos pontos centrais dos programas de governo.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe ampliar ações de combate financeiro às facções, com foco em bloquear recursos, combater lavagem de dinheiro e impedir a infiltração de grupos criminosos em estruturas públicas.

A proposta também prevê integração entre União e estados por meio da PEC da Segurança Pública, além do uso de inteligência e cooperação entre forças policiais.

Já Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defendem medidas mais duras contra facções, incluindo propostas para classificar esses grupos como organizações terroristas.

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Flávio Bolsonaro propõe ampliação do sistema prisional

Flávio Bolsonaro apresenta como uma das principais propostas a criação de um complexo de presídios de segurança máxima inspirado no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

O plano divulgado pela campanha prevê a criação de cinco unidades prisionais, chamadas de “Treva”, além da ampliação do número de vagas no sistema penitenciário.

Entre outras medidas, o candidato defende endurecimento de penas, mudanças relacionadas à execução penal e aumento da fiscalização sobre criminosos.

Renan Santos defende modelo de endurecimento penal

O candidato Renan Santos (Missão) propõe um modelo de maior rigor contra integrantes de organizações criminosas.

Entre as propostas apresentadas está a adoção de medidas inspiradas no modelo de El Salvador e a criação de regras mais rígidas para integrantes de facções.

O candidato também defende mudanças no sistema prisional e ações de combate ao crime organizado.

Cury, Caiado e Zema defendem classificação de facções

Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema apresentam propostas que incluem o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas.

Os candidatos também defendem ampliação da integração entre órgãos de segurança e medidas para combater a atuação financeira dos grupos criminosos.

Propostas com foco em tecnologia e inteligência

Além do endurecimento penal, alguns programas destacam o uso de tecnologia no combate à criminalidade.

As propostas incluem utilização de inteligência artificial, câmeras, drones, sistemas de monitoramento e integração de bancos de dados para melhorar investigações e ações preventivas.

Augusto Cury, por exemplo, apresenta o programa FATO (Força de Alerta Total), que prevê integração, treinamento e equipamentos para as forças de segurança.

Candidatos de esquerda propõem mudanças na estrutura policial

Alguns candidatos apresentam propostas de transformação do modelo atual das forças policiais.

Candidaturas como as de Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) defendem mudanças como desmilitarização ou reformulação da Polícia Militar.

Essas propostas apresentam uma visão diferente das medidas de endurecimento penal defendidas por outros candidatos.

Violência contra mulheres também aparece nos planos

A proteção de mulheres vítimas de violência é outro ponto presente nos programas de governo.

As propostas incluem medidas de prevenção, fortalecimento de redes de atendimento e ações específicas para combater feminicídios e agressões domésticas.

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Entenda o contexto

A segurança pública se tornou um dos temas mais presentes na disputa presidencial de 2026. Os candidatos apresentam diferentes diagnósticos sobre os principais problemas e propostas distintas para enfrentá-los.

Entre os pontos de maior divergência estão o combate às facções criminosas, o papel das forças federais, a estrutura das polícias e o modelo penitenciário.

Enquanto alguns programas defendem maior rigor penal e ampliação de prisões, outros apostam em investigação, combate financeiro ao crime organizado e mudanças na organização policial.

As propostas apresentadas refletem as plataformas dos candidatos e ainda dependem de aprovação legislativa, orçamento e implementação caso sejam eleitos.

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