A Espanha vence a Inglaterra por 3 a 2 em Wembley, vira um jogo dramático na abertura do Grupo A3 da Liga A da Liga das Nações e começa na liderança.
Gol relâmpago, virada inglesa e pênalti no travessão
O clássico em Londres reúne duas seleções que chegam ao torneio entre as protagonistas do futebol mundial recente. A Espanha, atual campeã do principal torneio entre seleções, reforça o rótulo de potência em ascensão. A Inglaterra, terceira colocada no último Mundial de Seleções e com 22 pontos somados naquela campanha, tenta consolidar um novo ciclo sob comando de Thomas Tuchel.
A bola rola às 15h45, no horário de Brasília, e o roteiro ganha contornos de grande estreia. Logo com 1 minuto e 43 segundos, Lamine Yamal aproveita falha de Marc Guéhi na saída de bola, invade a área e finaliza no canto de Trafford para abrir o placar. O silêncio em Wembley dura pouco. O time da casa reage ainda no primeiro tempo, mesmo desfalcado de nomes como Declan Rice, Cole Palmer e Marcus Rashford.
Aos 35 minutos, um contra-ataque encaixado devolve o jogo para a Inglaterra. Anthony Gordon recebe no meio, aciona Jude Bellingham com um passe de calcanhar e dispara em velocidade. O meia conduz e devolve na medida para Gordon bater rasteiro e empatar. Três minutos depois, o estádio explode com a virada: cruzamento de Nico O’Reilly pela esquerda e cabeceio preciso de Harry Kane, que faz 2 a 1.
O segundo tempo começa com a chance que pode mudar o rumo da noite para os ingleses. Bellingham cai na área em disputa com Rodri, o árbitro italiano Davide Massa manda seguir, mas revisa o lance no vídeo assim que a bola sai pela lateral. Marca o pênalti, Kane vai para a cobrança e solta uma bomba no travessão. “Kane ainda desperdiçou a cobrança. Rodri travou Bellingham na grande área e o árbitro italiano Davide Massa mandou o jogo seguir. Assim que a bola saiu pela lateral, Massa foi ao VAR e confirmou o pênalti para os ingleses. Na batida, Kane soltou uma bomba no travessão e perdeu a chance de fazer o 3 a 1.”
Reservas decisivos e mensagem da campeã mundial
O erro de Kane vira divisor de águas. Luis de la Fuente mexe na equipe e encontra a virada a partir do banco. A Espanha chega a Londres com uma sequência de cinco vitórias e mantém a espinha dorsal da campanha campeã. “Luis de la Fuente mantém a espinha dorsal vitoriosa com a presença de Rodri no meio-campo e o talento jovem de Lamine Yamal e Nico Williams nas pontas para municiar Mikel Oyarzabal no ataque.”
As substituições mudam o desenho do jogo. Álex Baena entra por volta dos 12 minutos da etapa final e, três minutos depois, recebe pelo lado esquerdo da área. Ele domina, corta para dentro e bate colocado no canto esquerdo de Trafford, empatando em 2 a 2. O golpe definitivo vem aos 29 minutos, novamente com um jogador que sai do banco. Mikel Oyarzabal recebe em profundidade, percebe o goleiro adiantado e toca por cobertura, com uma cavadinha precisa, para fazer 3 a 2. Não por acaso, “Oyarzabal é quem fez mais gols desde que De La Fuente assumiu a seleção espanhola, com 18 gols.”
A reação espanhola em pleno Wembley reforça a sensação de que o título mundial não é um ponto fora da curva. Lamine Yamal, protagonista no gol relâmpago, simboliza a renovação. Baena e Oyarzabal, autores dos gols da virada, mostram a profundidade de elenco que De la Fuente explora nesta Liga das Nações, encarada como laboratório de luxo para campanhas futuras no Campeonato Europeu e no próximo Mundial.
Para a Inglaterra, a derrota em casa expõe vulnerabilidades que Tuchel tenta corrigir desde o fim do Mundial. A defesa, fragilizada pelas ausências e por um erro decisivo de Guéhi ainda no primeiro minuto, sofre com a precisão espanhola. No meio-campo, a falta de Declan Rice pesa no equilíbrio defensivo e na saída de bola. No ataque, o pênalti desperdiçado por Kane alimenta um fantasma que acompanha o ídolo em decisões recentes.
Rivalidade recente e próximos capítulos do grupo
O encontro em Wembley reaquece uma rivalidade que ganha capítulos decisivos nesta década. As seleções se enfrentam depois da final do Campeonato Europeu, vencida pelos espanhóis por 2 a 1, e chegam à Liga das Nações com status de candidatas a títulos em qualquer competição. O retrospecto europeu recente pesa a favor da Espanha, que também soma conquistas anteriores na própria Liga das Nações.
No Grupo A3, que ainda conta com Croácia e República Tcheca, o triunfo por 3 a 2 coloca a Espanha na frente logo na estreia. A vitória croata por 2 a 1 sobre os tchecos completa a rodada e amplia a pressão sobre a Inglaterra, que começa o torneio sem pontos. A equipe de Tuchel agora precisa buscar reação fora de casa, enquanto lida com a cobrança da torcida após deixar escapar um resultado que parecia sob controle.
A agenda reserva pouco tempo para lamber as feridas ou comemorar. Na próxima rodada, a Espanha recebe a Croácia em Sevilha tentando abrir vantagem direta na liderança do grupo. A Inglaterra viaja a Praga para enfrentar a República Tcheca, obrigada a somar pontos para não se complicar logo na largada. Cada partida pesa mais do que uma simples data no calendário: define hierarquias, afeta convocações futuras e influencia o desenho tático das seleções.
O torneio também ganha com um jogo desse nível já na primeira rodada. Em vez de amistosos com ritmo morno, o que se vê em Wembley é um duelo intenso, viradas sucessivas, decisões de arbitragem checadas em vídeo e protagonistas em plena forma física. A Liga das Nações se consolida como espaço estratégico para testes de elenco sob pressão real, com impacto direto em futuras campanhas no Mundial de Seleções e no Campeonato Europeu.
Os próximos meses dirão se a virada espanhola em Londres é só um capítulo marcante de fase de grupos ou um marco simbólico de uma hegemonia em construção. Para a Inglaterra, o desafio é transformar uma noite de frustração em combustível para ajustes táticos e mentais. Para a Espanha, o recado está dado em 90 minutos: a campeã mundial mantém a fome e não se intimida nem mesmo no estádio mais emblemático do rival.
Inglaterra x Espanha: onde assistir ao jogo?
Inglaterra x Espanha, pela primeira rodada do Grupo A3 da Liga A da Liga das Nações, tem transmissão ao vivo na TV por assinatura pelo canal ESPN e, no streaming, pelo Disney+. O duelo acontece em Wembley, em Londres, com início às 15h45 no horário de Brasília e público global estimado em milhões de espectadores.
Como fica a situação do grupo após Inglaterra x Espanha?
A vitória da Espanha por 3 a 2 sobre a Inglaterra em Wembley coloca a campeã mundial na liderança do Grupo A3 da Liga A da Liga das Nações, com três pontos. A Croácia, que vence a República Tcheca por 2 a 1, aparece na segunda posição, também com três pontos, enquanto ingleses e tchecos começam o torneio zerados.