Cláudia do Batom diz que campanha é marcada pela defesa dos envolvidos no 8 de janeiro

Irmã de Débora do Batom afirma que defesa dos condenados pelos atos de janeiro é uma das principais bandeiras e pede votos para Flávio Bolsonaro na reta final da eleição.
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Cláudia Rodrigues, conhecida como Cláudia do Batom, afirmou que sua campanha para deputada federal por São Paulo tem como uma das principais bandeiras a defesa dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Irmã de Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida como “Débora do Batom”, a candidata declarou que representa a “voz de Bolsonaro” e dos presos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes.

Cabelereira foi condenada a 14 anos de prisão. Segundo a PF, foi Débora quem pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça” em Brasília, durante os atos de 8 de janeiro.

Durante entrevista, Cláudia afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso por um “golpe que nunca existiu” e disse defender liberdade para todos os envolvidos nos processos relacionados ao episódio.

“Então, nós somos a força, somos a voz de Bolsonaro, somos a voz da Débora do Batom e a voz de todos os presos políticos de Janeiro. O que nós queremos? Justiça nesse país e liberdade para todos, independente de que lado a pessoa esteja”, declarou.

As declarações fazem referência à posição política da candidata sobre os processos do 8 de janeiro. O Supremo Tribunal Federal condenou envolvidos nos atos por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado.

Débora do Batom virou símbolo para grupo de apoiadores

Cláudia Rodrigues ganhou projeção após a prisão da irmã, Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida como “Débora do Batom” por ter escrito a frase “Perdeu, mané” com batom na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal, durante os atos de 8 de janeiro.

Débora foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes e atualmente cumpre prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

O caso passou a ser usado por grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro como símbolo de críticas às condenações aplicadas pela Justiça. Já o STF afirma que os processos analisaram condutas individuais e a participação dos envolvidos nos atos.

Questionada sobre a estratégia para os últimos dias antes da eleição, Cláudia afirmou que pretende intensificar as visitas e o contato direto com eleitores.

Segundo ela, a campanha deve buscar diálogo tanto com apoiadores quanto com pessoas que não acompanham seu grupo político. Durante a entrevista, a candidata também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e associou sua eleição a temas como liberdade e prosperidade.

Discurso da candidata é centrado em liberdade e críticas ao governo

Cláudia afirmou ainda que o Brasil precisa de uma mudança política e disse que o atual partido no comando do país, segundo sua avaliação, não representa os valores de liberdade e prosperidade que defende.

A candidata relacionou sua campanha a pautas como fé, liberdade e desenvolvimento econômico, temas que têm sido utilizados em discursos de grupos políticos de direita durante a disputa eleitoral.

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