Ricardo Nunes Ramos, conhecido como “Puruca”, foi preso nesta segunda-feira (28) por policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), na Zona Oeste do Rio. Contra ele havia um mandado de prisão temporária por extorsão majorada.
Segundo a investigação, o suspeito abordava empresários e afirmava falsamente que eles estavam em uma suposta lista de alvos de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Para evitar os procedimentos, ele cobrava dinheiro das vítimas.
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Até o momento, duas vítimas foram identificadas. A investigação aponta que o suspeito exigiu mais de R$ 100 mil de diferentes empresários e recebeu R$ 45 mil de duas vítimas.
Em um dos casos, segundo a Polícia Civil, um empresário chegou a fazer um empréstimo bancário para conseguir pagar o valor exigido. A vítima teria tomado a decisão por medo de ser envolvida em uma investigação criminal que, de acordo com os investigadores, não existia.
Advogado também é alvo da investigação
A Polícia Civil afirma que o esquema contava com a participação de um advogado. Segundo as investigações, ele procurava as vítimas depois das extorsões e utilizava a profissão para dar aparência de legalidade aos pagamentos.
O advogado também teria orientado os empresários a mentir nos depoimentos prestados à Polícia Civil. A orientação seria para que os valores entregues ao suspeito fossem apresentados como supostos empréstimos.
Contra o advogado foram cumpridas medidas cautelares diferentes da prisão. Entre elas estão a proibição de atuar em processos criminais, de manter contato com “Puruca” e de comparecer aos estabelecimentos comerciais das vítimas.
Suspeito tentou fugir durante operação
Durante as buscas para cumprir o mandado de prisão, os policiais identificaram a localização do suspeito por meio de monitoramento.
Segundo a Polícia Civil, “Puruca” tentou fugir ao perceber a aproximação dos agentes, mas acabou preso dentro de uma oficina mecânica.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas. A polícia trabalha com a possibilidade de que o mesmo método tenha sido utilizado contra outros comerciantes da Zona Oeste.
A Polícia Civil orienta que informações sobre o caso podem ser repassadas à Desarme pelo WhatsApp
(21) 96947-8962. A corporação afirma que o sigilo é garantido.