A Netflix transformou erros judiciais e os bastidores do sistema de Justiça brasileiro no centro de “Habeas Corpus”, série estrelada por Marjorie Estiano. Disponível desde 23 de setembro, a produção acompanha uma professora de Direito e cinco estudantes que se envolvem na tentativa de provar a inocência de um jovem condenado.
Marjorie interpreta Inez, professora que cria um grupo de revisão criminal dentro da faculdade onde trabalha. O primeiro grande caso da equipe envolve Jonathan, que está preso por um crime que afirma não ter cometido.
Ao investigar a condenação, professora e alunos passam por diferentes ambientes do sistema de Justiça, incluindo delegacias, tribunais e penitenciárias. A proposta é mostrar não apenas a busca pela revisão do caso, mas também as dificuldades encontradas por quem tenta contestar uma decisão judicial.
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Marjorie Estiano interpreta professora de Direito
Inez é responsável por conduzir os estudantes na investigação e, ao mesmo tempo, apresentar ao público diferentes etapas do funcionamento do sistema de Justiça brasileiro.
Marjorie Estiano afirmou que a produção também permitiu que ela conhecesse melhor uma estrutura que considerava complexa antes das gravações.
“A partir da série, temos a oportunidade de conhecer melhor esse sistema, que é muito complexo. Eu não fazia ideia da complexidade.”
Segundo a atriz, a história permite acompanhar diferentes espaços ligados ao processo criminal.
“Vamos ver as instâncias, a polícia, a delegacia, o tribunal, a penitenciária e acompanhar a faculdade.”
A produção utiliza a investigação do caso de Jonathan para apresentar conflitos envolvendo provas, procedimentos jurídicos e a possibilidade de revisão de uma condenação.

Série tem inspiração no Innocence Project Brasil
A trama é inspirada no trabalho realizado pelo Innocence Project Brasil, organização que atua em casos envolvendo pessoas que podem ter sido condenadas injustamente.
Criada em 2016, a organização brasileira integra uma rede internacional dedicada ao enfrentamento de erros judiciais e trabalha na revisão de condenações.
A aproximação com esse universo permite que “Habeas Corpus” utilize elementos da realidade brasileira para construir a história, embora a produção seja uma obra de ficção.
Any Gabrielly vive estudante de Direito
Any Gabrielly interpreta Marina, uma das estudantes que participam do grupo comandado por Inez.
A personagem também possui motivações pessoais para se envolver no projeto e precisa lidar com questões relacionadas à própria família enquanto avança na investigação.
Para Any, a ficção pode ajudar a colocar assuntos complexos em discussão fora do ambiente jurídico.
“A arte coloca conversas difíceis de forma mais leve na casa das pessoas.”
A atriz também destacou a possibilidade de a produção provocar o público a conhecer melhor temas que normalmente permanecem restritos aos profissionais da área.

Elenco reúne nomes conhecidos da televisão
Além de Marjorie Estiano e Any Gabrielly, “Habeas Corpus” reúne nomes como Vladimir Brichta, Natália Lage, Danton Mello e Marisa Orth.
Luiza Gabus Mendes, Felipe Ricca, Nicolas Lee e Pedro Roza também integram o elenco.
A direção é de Luiz Villaça e Flávia Lacerda. A primeira temporada tem oito episódios.
Drama jurídico aposta em realidade brasileira
Produções ambientadas em tribunais são comuns no audiovisual internacional, mas “Habeas Corpus” leva o gênero para estruturas, procedimentos e conflitos associados ao sistema brasileiro.
A série aborda temas como revisão criminal, investigação policial, acesso à defesa e consequências de possíveis erros judiciais.
Para Marjorie Estiano, discutir o funcionamento dessas instituições é um tema permanente.
“É sempre tempo de se falar em justiça porque é algo estrutural da nossa sociedade.”
A atriz acrescentou que instituições criadas e administradas por pessoas também estão sujeitas a falhas e precisam ser acompanhadas pela sociedade.
“Habeas Corpus” está disponível no catálogo da Netflix desde 23 de setembro.