A empresária Izabella Girotto homenageou Sávio Brandão nas redes sociais 24 anos após o assassinato do então proprietário do jornal Folha do Estado, em Cuiabá. Para recordar o ex-marido, ela escolheu uma fotografia do casal registrada apenas um dia antes do crime, ocorrido em 30 de setembro de 2002.
Na publicação, Izabella relembrou que estava grávida e começava a construir uma vida ao lado de Sávio quando ele foi assassinado. A empresária falou sobre os sonhos interrompidos, a fé que manteve ao longo dos anos e a filha deixada pelo relacionamento.
LEIA TAMBÉM
Thiago Gagliasso abraça Bruno após oito anos afastados, mas condiciona Natal a resultado da eleição
“Aqui eu era uma menina, cheia de sonhos”
Ao compartilhar a fotografia, Izabella destacou a proximidade entre o momento registrado na imagem e o assassinato do empresário.
“Hoje são 24 anos… essa foto foi 1 dia antes de você morrer, aqui eu era uma menina, cheia de sonhos, grávida, cheia de esperança… mas nunca tive dúvida dos planos de Deus e que ele tem um propósito para cada coisa por mais que não entendamos!”
Na mesma homenagem, ela falou sobre a vida da família depois da perda e fez referência à filha do casal.
“Mas tenha certeza, aqui, continuamos em frente, seguindo… e você deixou uma linda semente”
A publicação recebeu manifestações de solidariedade de amigos e pessoas próximas. Entre os comentários estava o da médica Natasha Slhessarenko, candidata ao governo de Mato Grosso.
Sávio Brandão foi morto em frente ao jornal
Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior tinha 39 anos quando foi assassinado a tiros em 30 de setembro de 2002, em Cuiabá.
O empresário era proprietário do jornal Folha do Estado, veículo que, nos meses anteriores ao crime, havia publicado reportagens sobre a atuação do crime organizado em Mato Grosso.
As investigações apontaram que as publicações do jornal estavam relacionadas à motivação do assassinato. O caso mobilizou autoridades estaduais e federais e resultou em processos contra diferentes envolvidos na execução.
João Arcanjo foi condenado como mandante
Em outubro de 2013, o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou João Arcanjo Ribeiro a 19 anos de prisão por ser o mandante do assassinato de Sávio Brandão.
O Conselho de Sentença considerou Arcanjo culpado por maioria de votos e reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, a acusação sustentou que reportagens publicadas pela Folha do Estado sobre atividades atribuídas a Arcanjo haviam motivado o crime. A defesa negou que existissem provas suficientes para relacioná-lo ao assassinato.
Outros envolvidos no homicídio também foram condenados pela Justiça. João Leite, apontado pela acusação como intermediário na contratação dos executores, recebeu pena de 15 anos e dois meses de prisão.
Homenagem mantém memória 24 anos depois
Mais de duas décadas após o assassinato, a publicação de Izabella trouxe novamente o caso à tona a partir de uma perspectiva familiar.
Em vez de concentrar a homenagem no processo criminal, a empresária recordou o momento vivido pelo casal antes da morte de Sávio e a transformação provocada pelo assassinato.
A fotografia escolhida para a publicação registra justamente esse contraste: foi feita quando Izabella estava grávida e apenas um dia antes de uma morte que mudaria definitivamente a trajetória da família.
Vinte e quatro anos depois, a mensagem publicada por ela recupera essa memória e destaca a filha do casal como parte do legado deixado por Sávio.
