Thiago Gagliasso abraça Bruno após oito anos afastados, mas condiciona Natal a resultado da eleição

Irmãos se reencontraram durante despedida do pai do ator; candidato a deputado federal pelo PL-RJ disse que passaria o Natal com Bruno se Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente
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A morte de Paulo César Marques, pai de Bruno Gagliasso, levou a um reencontro entre o ator e o irmão, Thiago Gagliasso, após cerca de oito anos de afastamento. Os dois se abraçaram durante a cerimônia de despedida, realizada na terça-feira (29), no Rio de Janeiro.

Thiago, que é candidato a deputado federal pelo PL-RJ, contou nas redes sociais que esperou o momento adequado para se aproximar do irmão e evitou registros durante a cerimônia. Depois, ao responder seguidores, afirmou que as divergências entre os dois perderam espaço diante do luto.

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Thiago fala sobre abraço em Bruno

“Fiquei muito feliz em poder dar um abraço no meu irmão, momento que ele perdeu o pai dele. E não só ele perdeu o pai, mas como eu perdi um tio muito querido, que foi o tio Paulo. Eu acho que ali não existe mais rivalidade ali, se eu não faço isso, eu sou um desumano”, declarou Thiago.

Em outro relato sobre a cerimônia, ele afirmou que preferiu aguardar para encontrar Bruno sem transformar o momento em exposição pública.

“No momento certo, eu pude dar um abraço no meu irmão. Fico muito feliz por estar ali nesse momento difícil para toda a família, poder estar ali dando força, poder fazer minha oração de despedida para o Tio Paulo, que eu pude fazer em paz, sem nenhum holofote”, disse.

Thiago acrescentou que acreditava que Paulo César gostaria de ver a aproximação dos dois.

“Tenho certeza de que, lá de cima, ele viu essa cena e está muito feliz com isso, porque, com certeza, ele torcia muito pelo fim de uma briga.”

Trégua não significa reconciliação

Apesar do abraço, Thiago indicou posteriormente que o encontro não representou necessariamente uma reconciliação definitiva.

Ao responder sobre a relação com Bruno, afirmou que estaria disponível caso o irmão precisasse dele.

“Esquece isso, a paz tá dentro do coração, ele sabe que estou aqui para o que der e vier”, declarou.

Bruno e Thiago são irmãos por parte de mãe, Lúcia Gagliasso. Bruno é filho de Paulo César Marques, enquanto Thiago é filho de Fernando Ferreira.

Mesmo sem ser filho de Paulo César, Thiago relatou que mantinha uma relação próxima com ele desde a infância e chegou a descrevê-lo como um “segundo pai”.

Natal entrou na discussão política

Depois de comentar o reencontro, Thiago foi questionado por um seguidor sobre a possibilidade de passar o Natal ao lado de Bruno.

Na resposta, voltou às divergências políticas e relacionou uma possível confraternização familiar ao resultado da eleição presidencial.

“Agora passar o Natal junto, pô, é complicado. Se der o Flávio, eu passo, se der o Lula, não vou conseguir não”, afirmou.

Thiago ainda ironizou a própria posição ao mencionar a tradicional cor vermelha da roupa do Papai Noel.

A declaração foi feita em tom descontraído nas redes sociais e não representa um anúncio de que os irmãos tenham planejado passar o Natal juntos.

Irmãos estão afastados há cerca de oito anos

A relação entre Bruno e Thiago se deteriorou publicamente em 2018, quando desentendimentos familiares e divergências políticas passaram a ser expostos nas redes sociais.

Os posicionamentos políticos distintos se tornaram um dos elementos mais visíveis da relação entre eles, embora Bruno já tenha afirmado que a ruptura não ocorreu exclusivamente por questões ideológicas.

Desde então, os irmãos protagonizaram declarações e provocações públicas em diferentes momentos.

Paulo César Marques morreu aos 79 anos

Paulo César Marques morreu na segunda-feira (28), aos 79 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado havia cerca de 20 dias.

Bruno prestou uma homenagem ao pai nas redes sociais após a morte.

“Você está em mim! Te amo, obrigado, pai”, escreveu o ator.

Thiago também publicou uma mensagem de despedida e afirmou que nenhuma divergência política seria maior do que o momento de luto vivido pelo irmão e pela família.

O abraço durante a cerimônia marcou, assim, uma trégua pública no relacionamento entre Bruno e Thiago, mas os próprios comentários posteriores de Thiago indicam que as diferenças políticas entre os dois permanecem.

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