A Polícia Federal prendeu em flagrante três pessoas investigadas por suspeita de corrupção eleitoral neste sábado (3), em Gurupi, no Tocantins. Entre os detidos estão duas eleitoras que teriam recebido dinheiro em troca do compromisso de votar em um candidato nas Eleições 2026.
O homem apontado como responsável pelo repasse dos valores também foi preso. Segundo a Polícia Federal, a apuração inicial indica que ele teria oferecido e entregado vantagem financeira às duas mulheres com a finalidade de obter votos em favor de um candidato.
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Três pessoas foram presas em flagrante em Gurupi
A ocorrência foi registrada na véspera do primeiro turno. A Polícia Federal não informou, no comunicado divulgado até o momento, o valor que teria sido entregue às eleitoras nem identificou o candidato que supostamente seria beneficiado.
Também não foram divulgadas as identidades das três pessoas presas. A investigação deverá determinar as circunstâncias do repasse e esclarecer como ocorreu a abordagem das eleitoras.

PF investiga origem do dinheiro
A Polícia Federal informou que as investigações continuarão para identificar a eventual participação de outras pessoas e determinar a origem dos recursos utilizados.
Os investigadores também buscam reunir outros elementos de prova para esclarecer completamente o caso. Até o momento, a corporação trata os fatos como suspeita de corrupção eleitoral.
Compra de votos é crime eleitoral
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, conforme a responsabilidade individual de cada um, pelo crime de corrupção eleitoral previsto no Código Eleitoral.
A legislação considera crime dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber dinheiro, presente ou qualquer vantagem com a finalidade de obter ou dar voto.
Segundo a PF, a pena prevista pode chegar a quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa.
Candidato não foi identificado pela PF
A Polícia Federal informou que o suposto pagamento teria como finalidade a obtenção de votos para um candidato nas Eleições Gerais de 2026, mas não divulgou o nome, o partido ou o cargo disputado.
Também não há, nas informações oficiais divulgadas até agora, indicação de eventual participação direta do candidato ou de integrantes da campanha no episódio. A investigação prossegue para esclarecer a participação de cada pessoa e a origem dos recursos.
Ocorrência aconteceu na véspera da eleição
As prisões ocorreram um dia antes do primeiro turno das Eleições 2026. Neste período, forças de segurança e órgãos da Justiça Eleitoral intensificam a fiscalização de possíveis crimes relacionados ao processo eleitoral.
O caso de Gurupi permanece sob investigação da Polícia Federal no Tocantins.