EUA proíbem álcool e decretam toque de recolher para soldados no Japão após morte de mulher

Medidas foram anunciadas após um fuzileiro naval americano ser preso suspeito de matar e roubar uma japonesa de 39 anos em um hotel de Okinawa.
Redação NC News
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As Forças Armadas dos Estados Unidos impuseram novas restrições aos militares estacionados em Okinawa, no Japão, após um fuzileiro naval americano ser preso sob suspeita de matar e roubar uma mulher de 39 anos em um hotel. Entre as medidas estão a proibição temporária do consumo de álcool e um toque de recolher por 30 dias.

O caso envolve o fuzileiro Devin Jacob Ballard, de 20 anos, suspeito de matar Anna Yagi, de 39, em um hotel de Naha, capital de Okinawa. O militar também é acusado de levar a carteira e a mochila da vítima. Ele negou as acusações, segundo a polícia.

Militares terão toque de recolher por 30 dias

O tenente-general Benjamin Watson, comandante da III Força Expedicionária de Fuzileiros Navais, determinou uma pausa operacional de 48 horas em Okinawa. Durante esse período, os militares ficam impedidos de consumir bebidas alcoólicas dentro ou fora das bases e têm restrições para deixar as instalações militares.

As atividades serão direcionadas a treinamentos sobre normas, disciplina e responsabilidades dos militares americanos perante a comunidade de Okinawa.

Depois da pausa, começa um período de 30 dias no qual os militares deverão cumprir toque de recolher entre meia-noite e 5h. Nesse intervalo, eles terão que permanecer nas bases, nos alojamentos designados ou nas próprias residências, caso morem fora das instalações militares.

Fuzileiro é suspeito de matar mulher em hotel

Anna Yagi foi encontrada inconsciente em um quarto de hotel em Naha na madrugada de sábado (3) e teve a morte constatada no local.

Imagens de câmeras de segurança mostraram um homem entrando no hotel com a vítima e deixando o local posteriormente sozinho. Segundo as autoridades japonesas, Ballard foi preso horas depois enquanto caminhava em uma área de entretenimento de Okinawa.

O fuzileiro, que estava lotado na Base Aérea de Futenma, foi detido sob suspeita de homicídio e roubo. A investigação permanece em andamento.

Caso provoca protestos no Japão

A morte provocou protestos e aumentou a pressão sobre a presença militar americana em Okinawa. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, classificou o caso como extremamente brutal e informou que o governo apresentou um protesto aos Estados Unidos, além de cobrar cooperação com as investigações e medidas para evitar novos episódios.

O governador de Okinawa, Genta Koja, também cobrou ações mais efetivas para reforçar a disciplina entre os militares americanos estacionados na ilha.

Okinawa concentra presença militar americana

Os Estados Unidos mantêm cerca de 54 mil militares no Japão, com uma parcela significativa do contingente concentrada em Okinawa. A presença das tropas americanas na ilha é motivo de tensão há décadas, especialmente após crimes envolvendo integrantes das Forças Armadas dos EUA.

O episódio atual volta a colocar a conduta dos militares americanos no centro das discussões entre autoridades japonesas e dos Estados Unidos, enquanto as investigações sobre a morte de Anna Yagi continuam.

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