Operação investiga grupo suspeito de furtar e adulterar veículos de alto valor no DF

Ação da Polícia Civil cumpre 20 mandados no Distrito Federal e em Goiás; investigação aponta que caminhonetes eram escondidas e tinham sinais identificadores modificados
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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (8), a Operação Rota 060 para desarticular uma organização criminosa suspeita de furtar e adulterar veículos de alto valor. Ao todo, são cumpridos 20 mandados judiciais, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão, em endereços no Distrito Federal e em Goiás.

Até a última atualização, sete suspeitos haviam sido presos. Segundo as investigações, o grupo tinha como principal alvo caminhonetes Toyota Hilux e SW4.

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Caminhonetes eram levadas para Goiás

De acordo com a investigação, os veículos furtados na capital eram encaminhados para propriedades rurais no interior de Goiás. A suspeita é de que os criminosos escolhessem esses locais por acreditarem que haveria maior dificuldade para fiscalização e localização dos automóveis.

Além dos furtos, os investigados são suspeitos de adulterar os sinais identificadores dos veículos e participar da receptação das caminhonetes.

Investigação começou após prisão

A apuração ganhou força depois que três suspeitos foram presos em agosto, durante uma ação relacionada ao furto de uma Toyota Hilux ocorrido na madrugada do dia 8, nas proximidades de um residencial no Guará.

Policiais acompanharam o deslocamento da caminhonete e conseguiram interceptar o veículo antes que ele deixasse o Distrito Federal. Um segundo automóvel, utilizado para dar suporte à ação criminosa, também foi apreendido.

A partir das informações obtidas durante essa prisão, os investigadores avançaram na identificação de outros integrantes do grupo.

Grupo tinha divisão de tarefas

Segundo a Polícia Civil, a organização mantinha uma estrutura com funções distribuídas entre os integrantes. Havia suspeitos responsáveis pelo planejamento e execução dos furtos, enquanto outros atuavam na vigilância, escolta, ocultação e transporte dos veículos.

Os investigadores também apontam que os criminosos utilizavam equipamentos eletrônicos para contornar os sistemas de segurança das caminhonetes.

Após os furtos, os automóveis eram levados para locais de ocultação temporária. Nesse período, poderiam passar por alterações nos sinais identificadores antes de serem encaminhados para o mercado ilegal.

A investigação continua para identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada integrante no esquema.

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