Tarcisio reage à depredação do metrô em ato pró-Lula

Governador paulista pretende identificar os responsáveis pelos danos às estruturas do transporte público e buscar o ressarcimento dos prejuízos.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que pretende acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos nas depredações registradas durante a dispersão de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste domingo (11), na Avenida Paulista, na capital paulista.

A medida anunciada pelo governador busca identificar individualmente os responsáveis e obter a reparação dos eventuais prejuízos ao patrimônio público. A Polícia Militar relatou ocorrências de tumulto, pichações e danos em acessos ao metrô, principalmente nas imediações das estações Consolação e Trianon-Masp. O Metrô, entretanto, informou inicialmente que não havia identificado registros internos de vandalismo ou danos em suas estações.

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Tarcísio quer responsabilização por danos ao patrimônio

De acordo com a posição apresentada pelo governador, o direito à manifestação política não pode ser utilizado como justificativa para atos de vandalismo ou destruição de equipamentos públicos.

Tarcísio defende que os envolvidos sejam identificados e responsabilizados individualmente, com a possibilidade de cobrança pelos prejuízos causados.

A iniciativa também busca reforçar a proteção dos equipamentos utilizados diariamente pela população, especialmente as estruturas do transporte público.

Até o momento, não foram apresentados detalhes sobre o número de pessoas que poderão ser incluídas na medida judicial, o valor dos possíveis danos ou a data de eventual protocolo da ação.

PM relata depredações durante dispersão do ato

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, as ocorrências foram registradas durante a dispersão dos manifestantes que participaram da mobilização na Avenida Paulista.

A Polícia Militar informou que houve tumultos, pichações e depredações em pontos da região. Relatos da corporação também apontaram danos a portas e grades de acesso na estação Consolação.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram pessoas sobre a cobertura de vidro de uma das entradas da estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde.

Também foram registradas pichações nas proximidades das estruturas. A autoria e o momento exato de algumas dessas inscrições ainda precisam ser esclarecidos.

Metrô informou não ter registros internos de danos

Apesar dos relatos policiais, o Metrô de São Paulo informou, até o início da noite de domingo, que não havia registros internos de vandalismo ou danos nas estações da Avenida Paulista.

A companhia explicou que a operação durante a manifestação foi voltada à segurança dos passageiros e ao controle do fluxo de pessoas.

A estação Trianon-Masp teve os acessos temporariamente fechados devido à grande concentração de público na região. A medida fez parte do plano de controle de multidões adotado para eventos de grande porte.

O fechamento operacional das estações não significa, por si só, que tenham ocorrido danos estruturais. A confirmação dos prejuízos e de seus responsáveis depende de avaliação e apuração.

Manifestação reuniu apoiadores de Lula na Paulista

O ato realizado no domingo reuniu apoiadores do presidente Lula, movimentos sociais e lideranças políticas na Avenida Paulista.

Durante o evento, o presidente pediu a mobilização de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e defendeu a ampliação da participação no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

A manifestação contou com a presença de aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Guilherme Boulos.

As ocorrências relatadas pela Polícia Militar foram registradas durante a dispersão do público, após a realização da mobilização política.

Identificação dos envolvidos será fundamental

A eventual responsabilização judicial dependerá da identificação dos autores e da comprovação dos danos atribuídos a cada envolvido.

Registros de câmeras de segurança, imagens divulgadas nas redes sociais e informações reunidas pelas autoridades poderão contribuir para esclarecer as ocorrências.

A apuração também deverá distinguir os participantes que exerceram pacificamente o direito de manifestação daqueles que eventualmente tenham praticado atos de depredação.

Até a última atualização, não havia confirmação pública sobre o valor total dos prejuízos nem sobre a conclusão de uma avaliação técnica das estruturas afetadas.

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