Edinho Silva defende canal “Exército do Lula” e afirma que ferramenta ficará no ar até julgamento no TSE

Presidente nacional do PT considera o canal no WhatsApp um instrumento legítimo de mobilização social. Decisão sobre a permanência da ferramenta será analisada pela Justiça Eleitoral
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A permanência do canal “Exército do Lula” no WhatsApp foi defendida nesta terça-feira pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, após uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Representante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele afirmou que a ferramenta é legítima e deve continuar disponível até a análise do recurso pela Corte.

O assunto esteve entre os temas discutidos durante o encontro entre o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. A reunião teve como objetivo alinhar regras para a reta final do segundo turno, em meio a questionamentos sobre o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens durante a disputa eleitoral.

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Ao deixar o tribunal, Edinho argumentou que a organização de grupos e apoiadores por meio de plataformas digitais faz parte da participação social contemporânea. Para ele, impedir esse tipo de mobilização sem fundamento legal representaria uma restrição à liberdade de organização.

“Não há uso irregular do canal. A sociedade do século 21 se organiza fisicamente e também por meio das redes sociais. Negar isso é não reconhecer o século 21. É legítimo e tem que ser respeitado. Não pode ter cerceamento a esse direito de organização”, declarou.

 PT recorre para manter o canal disponível

Edinho também explicou que a campanha apresentou um instrumento jurídico para tentar assegurar a continuidade do canal enquanto o recurso não é julgado. Segundo ele, o pedido busca o reconhecimento da ferramenta como um meio legítimo de organização da sociedade civil.

“A adoção do nosso instrumento jurídico permite que o canal permaneça no ar, porque nós pedimos e já peticionamos que, após o julgamento do recurso, haja o reconhecimento de que o canal é um instrumento legítimo de organização da sociedade civil”, afirmou.

O dirigente acrescentou que a campanha pretende manter o canal ativo até a decisão judicial. Ele reiterou que considera democrático o uso das redes sociais para mobilizar apoiadores e defender posições políticas.

“Nós acreditamos na livre organização da sociedade por meio das redes sociais. Nós acreditamos que é democrático, que é a democracia do século 21, a sociedade ter o direito de se organizar por meio das redes sociais e esse direito democrático tem que ser reconhecido”, disse.

Decisão sobre o canal depende da Justiça Eleitoral

Questionado sobre a garantia de que a ferramenta permanecerá disponível até o julgamento, Edinho respondeu que essa continuidade está relacionada ao instrumento jurídico apresentado pela campanha. Ele também ressaltou que o PT busca uma decisão que reconheça a legitimidade do canal.

O caso envolve decisões anteriores no âmbito da Justiça Eleitoral sobre a manutenção do “Exército do Lula” no WhatsApp. A situação deverá ser definida conforme a análise do recurso e os posicionamentos adotados pelos ministros responsáveis pelo julgamento.

A discussão ocorre em um contexto de atenção da Justiça Eleitoral ao uso de plataformas digitais durante a campanha, especialmente em relação à circulação de conteúdos políticos, à mobilização de eleitores e ao cumprimento das regras eleitorais.

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