Fim da escala 6×1 entra em votação no Senado nesta quarta-feira (14)

Proposta mobiliza governo e oposição; Flávio Bolsonaro declara apoio à mudança, mas cobra compensação financeira.
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O Senado Federal coloca em votação nesta quarta-feira, em sessão semipresencial em Brasília, o fim da escala 6×1, uma das principais bandeiras da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança na jornada de trabalho é tratada no Planalto como prioridade para a base sindical e pode ter impacto direto nas contas de empresas e do governo.

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Quando será a votação do fim da escala 6×1 no Senado?

A votação do fim da escala 6×1 ocorre nesta quarta-feira, em sessão do plenário do Senado com participação presencial e remota dos parlamentares. A expectativa é que o tema seja analisado ainda hoje, ao longo da tarde e da noite, dependendo do ritmo dos debates e de eventuais pedidos de adiamento ou mudanças de última hora no texto.

Lula está em Brasília e, segundo aliados, avalia comparecer ao plenário durante a sessão para marcar presença política e pressionar pela aprovação da proposta. A sinalização do governo é de apoio explícito ao fim da escala 6×1, usado na prática por setores como comércio e serviços para organizar jornadas com seis dias de trabalho seguidos por um de descanso.

Como está a votação do fim da escala 6×1 hoje?

A votação do fim da escala 6×1 está prevista para hoje e mobiliza tanto a base governista quanto a oposição, ainda em fase de articulação de votos. Senadores discutem, nos bastidores, os efeitos econômicos e jurídicos da mudança na rotina de empresas e trabalhadores, e avaliam possíveis ajustes de redação antes da decisão final em plenário.

O clima é de atenção redobrada entre líderes partidários. O governo tenta consolidar maioria para aprovar o texto sem grandes alterações, enquanto parte da oposição mira em pontos sensíveis, como a forma de compensação financeira a trabalhadores que hoje cumprem a escala 6×1 e poderiam ter direito a mais folgas ou adicionais.

Declaração de Flávio Bolsonaro e pressão sobre o governo

Mesmo na oposição, o senador Flávio Bolsonaro antecipou que votará a favor do fim da escala 6×1, mas associou o apoio a um alerta sobre custos adicionais para o governo. Em declaração dada na véspera da votação, ele afirmou que os empresários não teriam fôlego para arcar sozinhos com eventuais compensações trabalhistas.

“O Flávio Bolsonaro vai votar a favor do fim da 6×1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação”, disse o senador.

Ele reforçou que sua decisão está ligada à percepção de apoio popular à mudança:

“Meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”.

Flávio Bolsonaro deve acompanhar a sessão de forma remota, de Porto Alegre, usando o sistema de votação à distância adotado pelo Senado em sessões semipresenciais.

Entenda o contexto

Na prática, a escala 6×1 organiza a jornada com seis dias trabalhados para um de descanso, regra comum em setores que funcionam todos os dias da semana. O fim desse modelo é defendido por centrais sindicais como forma de reduzir a sobrecarga física e emocional de funcionários submetidos a longas sequências de dias úteis, muitas vezes com deslocamentos demorados e jornadas estendidas.

Do lado empresarial, a principal preocupação é o aumento de custos com pessoal, seja pela necessidade de contratar mais trabalhadores para cobrir folgas adicionais, seja pelo pagamento de horas extras e adicionais. Governos federal e estaduais também podem ser afetados, tanto como empregadores quanto pela pressão por subsídios ou incentivos para aliviar o impacto sobre empresas menores.

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