Araras são encontradas amarradas e sem água dentro de caixa em Ubatuba

Aves foram encontradas sem água e comida em veículo; grupo teria saído do Rio de Janeiro para vender os animais no litoral de São Paulo
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Três araras-canindé foram encontradas amarradas com linha de costura dentro de uma caixa de papelão fechada, sem água nem comida, durante uma abordagem policial em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Quatro pessoas foram presas por suspeita de tráfico de animais silvestres na madrugada desta quarta-feira (14).

As aves estavam em um dos veículos abordados por policiais do Grupo Especial de Patrulhamento Ambiental em Áreas de Risco (GEPAAR), no bairro Camburi, na região norte do município. Segundo a Polícia Militar Ambiental, o grupo teria saído do Rio de Janeiro com as araras para comercializá-las.

Durante a ocorrência, os policiais também encontraram um revólver calibre .32 com a numeração raspada e uma arma falsa. Os quatro suspeitos foram conduzidos à Polícia Civil e permaneceram presos.

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Araras estavam amarradas dentro de caixa fechada

Os policiais encontraram três araras-canindé dentro de uma caixa de papelão. De acordo com a PM Ambiental, as aves estavam amarradas com linha de costura e não tinham acesso a água ou alimento.

A situação foi identificada durante uma abordagem realizada na madrugada. Os animais foram retirados do veículo e encaminhados para receber os cuidados necessários.

As araras-canindé são animais silvestres e sua captura, transporte e comercialização sem autorização dos órgãos ambientais são proibidos.

Grupo teria saído do Rio de Janeiro

Segundo os policiais, os envolvidos afirmaram que haviam saído do Rio de Janeiro com as aves e viajado até Ubatuba com o objetivo de vendê-las.

A informação foi registrada durante a ocorrência e será considerada na investigação sobre a origem dos animais e a possível comercialização ilegal.

Policiais encontram armas durante abordagem

A ocorrência começou quando uma equipe do GEPAAR realizava patrulhamento na região de Camburi e avistou cinco pessoas próximas a dois veículos.

Com a aproximação da viatura, parte do grupo teria jogado objetos no mato. Os policiais fizeram buscas na área e encontraram um revólver calibre .32 com a numeração raspada e uma arma falsa.

Um dos veículos foi então vistoriado, e as três araras foram localizadas dentro da caixa de papelão.

 

Um dos presos era procurado pela Justiça

Na delegacia de Ubatuba, os policiais descobriram que um dos quatro presos tinha um mandado de prisão em aberto por associação ao tráfico.

Outro integrante do grupo já havia sido preso três vezes por tráfico de animais silvestres no estado do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Militar Ambiental.

Os antecedentes e o mandado de prisão foram apresentados às autoridades durante o registro da ocorrência.

Grupo recebeu R$ 105 mil em multas

Além da prisão e da apreensão das aves e das armas, os envolvidos foram autuados administrativamente por infrações ambientais.

Segundo a PM Ambiental, as multas aplicadas ao grupo somaram R$ 105 mil.

As araras foram encaminhadas para cuidados especializados após serem retiradas do veículo. A avaliação deverá indicar as condições dos animais e os procedimentos necessários para a recuperação.

Investigação ficará com a Polícia Civil

Os quatro suspeitos foram apresentados à Polícia Civil de Ubatuba, onde a ocorrência foi registrada. Eles permaneceram presos à disposição da Justiça.

A investigação deverá apurar a origem das araras, as circunstâncias do transporte e a eventual participação dos envolvidos em uma rede de comércio ilegal de animais silvestres.

O caso também reúne elementos relacionados à posse irregular de armas, incluindo o revólver com numeração raspada, que foi apreendido durante a abordagem.

 

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