A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (20/10) que não participará de debates com Leandro Grass (PT) no segundo turno. A candidata justificou a decisão com o comportamento do adversário no último encontro entre os dois e declarou que, em caso de novo embate, poderia registrar uma ocorrência policial contra ele.
“Eu sou uma mulher que ensinou outras mulheres a não viverem com violência, a não aceitarem a violência. De duas, uma: ou eu faço um B.O., um registro de ocorrência, contra ele, ou eu não participo de debate com ele”, afirmou durante entrevista à TMC.
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Celina critica comportamento de Grass em debate
Ao explicar a decisão, Celina relembrou o debate promovido pelo Metrópoles e disse que foi interrompida três vezes por Grass. Segundo a governadora, o candidato teria gritado e feito acusações contra ela durante o encontro, inclusive durante um direito de resposta.
“Ele me interrompeu três vezes. Ele não quer debater; ele quer gritar e falar mal de mim”, declarou.
A candidata também questionou as propostas apresentadas pelo adversário para áreas como saúde, educação, segurança e transporte. Na avaliação dela, a campanha de Grass estaria concentrada em críticas à sua gestão, e não na discussão de políticas públicas.
Governadora atribui motivação eleitoral à paralisação dos professores
Na mesma entrevista, Celina também criticou a paralisação convocada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) para esta quarta-feira (21/10), a quatro dias do segundo turno. A governadora afirmou acreditar que o movimento tem motivação eleitoral.
“Eu tenho certeza [que a greve dos professores tem motivação eleitoral]. O professor que não está preocupado com direita e esquerda, aquele que está focado na aprendizagem, fica refém de um movimento desses”, disse.
O Sinpro-DF convocou a paralisação para reivindicar mudanças na condução da política educacional e mais diálogo com o governo. O sindicato prevê um ato às 9h, na Praça do Buriti.