Mais de 1 milhão de litros de água são lançados contra incêndios no Amazonas; 337 focos são extintos

Operação federal mobiliza 13 aeronaves, acumula mais de 390 horas de voo e reúne centenas de profissionais para enfrentar as chamas no estado.
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As aeronaves mobilizadas pelo governo federal já lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água no combate aos incêndios florestais no Amazonas. Segundo balanço divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, as operações aéreas acumulam 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água desde o dia 10 de outubro.

Ao todo, 337 incêndios foram extintos pelas equipes federais desde o início da temporada de combate. A força-tarefa conta atualmente com 13 aeronaves, entre aviões e helicópteros, além de centenas de brigadistas e militares que atuam no enfrentamento das chamas em diferentes regiões do estado.

O reforço ocorre em meio à crise ambiental provocada pelas queimadas, que atingem municípios do interior e comprometem a qualidade do ar em Manaus. A fumaça intensa também dificulta as operações aéreas e representa riscos à saúde da população.

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Mais de 1 milhão de litros de água foram lançados sobre áreas atingidas

De acordo com os dados oficiais, as aeronaves utilizadas no combate aos incêndios lançaram exatamente 1.118.600 litros de água sobre áreas afetadas pelo fogo desde 10 de outubro.

Durante esse período, foram realizados 369 lançamentos, em operações que somaram 390 horas e 30 minutos de voo.

O trabalho aéreo é considerado fundamental para alcançar regiões de floresta de difícil acesso, onde o deslocamento de brigadistas e equipamentos por terra pode ser limitado.

As aeronaves atuam em conjunto com as equipes terrestres, ajudando a reduzir a intensidade das chamas e permitindo que os profissionais avancem no controle dos incêndios.

Operação conta com 13 aeronaves federais

Atualmente, 13 aeronaves federais estão à disposição das operações no Amazonas. A estrutura inclui seis aviões Air Tractor, cinco helicópteros e dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os aviões Air Tractor são utilizados principalmente no lançamento de água sobre áreas atingidas pelo fogo. Os helicópteros apoiam o transporte de brigadistas e equipamentos, além de participar diretamente das ações de combate.

Já os KC-390 são empregados em operações de maior capacidade, permitindo o lançamento de grandes volumes de água sobre áreas de vegetação em chamas.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os aviões militares utilizam o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios, conhecido pela sigla MAFFS.

Os equipamentos instalados nas aeronaves possuem capacidades de 12 mil e 19 mil litros de água, respectivamente, e permitem realizar o lançamento em aproximadamente sete segundos.

Mais de 500 profissionais participam do combate aos incêndios

A mobilização federal reúne 462 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A operação também conta com 54 militares da Força Aérea Brasileira e 41 integrantes da Força Nacional.

Além disso, há apoio à contratação de 116 bombeiros do Amazonas, ampliando a capacidade de resposta das equipes que atuam diretamente nas áreas atingidas.

Para garantir o deslocamento dos profissionais e dos equipamentos, a força-tarefa dispõe de 58 veículos terrestres e nove embarcações.

A combinação de recursos aéreos, terrestres e fluviais é importante em um estado onde grandes distâncias e dificuldades de acesso podem atrasar o atendimento às ocorrências.

Amazonas registra 85 eventos de fogo ativos em 30 municípios

Apesar dos resultados das operações, o cenário continua preocupante.

Segundo o levantamento do governo federal, o Amazonas registrava 85 eventos de fogo ativos, distribuídos por 30 municípios. Desse total, 22 municípios estavam em situação de emergência.

A estiagem e as condições meteorológicas favorecem a propagação das chamas, especialmente em áreas de vegetação seca.

A fumaça gerada pelos incêndios também tem atingido áreas urbanas, prejudicando a visibilidade e agravando a poluição atmosférica.

Em Manaus, a concentração de fumaça provocou transtornos à população, incluindo dificuldades respiratórias e interrupções de atividades em determinados períodos.

Fumaça intensa também dificulta o trabalho dos aviões

Um dos desafios enfrentados pelas equipes é a baixa visibilidade provocada pela própria fumaça dos incêndios.

Em determinados momentos, as condições atmosféricas impedem a decolagem de aeronaves que dependem de referências visuais para operar com segurança.

Esse problema já provocou a suspensão temporária de voos de combate ao fogo em Manaus, comprometendo a continuidade de algumas ações aéreas.

As autoridades monitoram as condições de visibilidade para definir quando os aviões e helicópteros podem realizar suas missões sem colocar em risco as tripulações.

Focos de calor apresentam redução no Amazonas

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram uma redução no número de focos de calor registrados no estado entre os dias 12 e 18 de outubro.

Nesse intervalo, foram contabilizados 548 focos, uma diminuição de 470 registros em comparação com os sete dias anteriores.

Os municípios com maior número de ocorrências no período foram Itacoatiara, com 59 focos; Autazes, com 46; e Boa Vista do Ramos, com 39.

Apesar da queda nos registros semanais, as autoridades mantêm as operações de combate e monitoramento para impedir que novos incêndios se espalhem.

Os focos de calor identificados por satélite não correspondem necessariamente ao número de incêndios individuais, mas ajudam a acompanhar a intensidade e a distribuição das ocorrências.

Governo federal amplia estrutura de combate no estado

No domingo (18), o governo federal anunciou novas medidas para intensificar o enfrentamento aos incêndios florestais no Amazonas.

Entre as ações está a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus, responsável por coordenar as operações militares de apoio ao combate às chamas.

Também foi anunciada a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital amazonense, com o objetivo de reforçar a assistência à população afetada pela fumaça.

As medidas incluem ampliação do apoio financeiro ao estado e aos municípios, além da mobilização de órgãos de segurança para investigar possíveis crimes relacionados aos incêndios.

Queimadas estão proibidas durante situação de emergência

O uso do fogo na vegetação é proibido como regra geral pela legislação brasileira, com exceções específicas previstas em lei.

No Amazonas, durante a vigência do decreto estadual de emergência, a utilização do fogo está proibida para qualquer finalidade, segundo o governo federal.

As autoridades alertam que provocar queimadas irregulares pode resultar em responsabilização dos envolvidos.

Além da destruição da vegetação, os incêndios representam riscos à biodiversidade, ao solo, à qualidade do ar e à saúde da população.

As equipes federais e estaduais seguem mobilizadas para controlar os focos ativos e reduzir os impactos ambientais e sociais das queimadas no Amazonas.

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