No 1º bloco do debate, Lula e Flávio discutem obras, salário mínimo e impostos

No primeiro bloco do último debate antes do segundo turno, os candidatos confrontaram posições sobre investimentos públicos, renda dos trabalhadores e carga tributária
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciaram o último debate presidencial antes do segundo turno discutindo obras públicas, salário mínimo, impostos e custo de vida. O confronto ocorreu nesta sexta-feira (23), na TV Globo, a dois dias da votação que definirá o próximo presidente da República.

No primeiro bloco, os candidatos apresentaram posições diferentes sobre os investimentos do governo federal e a situação econômica dos brasileiros. Enquanto Lula destacou obras de infraestrutura e políticas sociais de sua gestão, Flávio questionou a carga tributária e o poder de compra dos trabalhadores, argumentando que os impostos reduzem os benefícios recebidos pela população.

 

LEIA TAMBÉM

Globo muda regras de debate entre Lula e Flávio após polêmica na Band

Obras públicas abrem confronto entre os candidatos

A infraestrutura foi um dos primeiros assuntos discutidos. Lula defendeu os investimentos realizados durante seus governos e citou projetos de mobilidade urbana e transporte como exemplos da atuação federal em diferentes regiões do país.

Entre as iniciativas mencionadas pelo presidente estão o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador, obras de metrô em São Paulo, corredores de ônibus no Rio de Janeiro e a transposição do Rio São Francisco.

Lula afirmou que seu governo ampliou os investimentos em infraestrutura e questionou o conhecimento do adversário sobre as obras realizadas no Brasil.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, procurou apresentar propostas voltadas à infraestrutura e criticou a atuação da administração petista. O senador também abordou questões relacionadas ao saneamento básico e às necessidades de investimento em diferentes regiões do país.

 

Salário mínimo e impostos provocam troca de críticas

O debate também avançou para o salário mínimo e o impacto dos tributos sobre o orçamento das famílias brasileiras.

Flávio Bolsonaro criticou a política econômica do governo Lula e afirmou que os impostos comprometem o poder de compra da população. O candidato do PL argumentou que o aumento da renda não representa necessariamente uma melhora nas condições de vida quando os preços e os tributos pesam sobre o orçamento doméstico.

Durante a discussão, o senador afirmou que o governo concede benefícios aos brasileiros, mas retira parte desses recursos por meio da tributação. A crítica foi acompanhada de uma provocação pessoal dirigida ao presidente.

Lula, por outro lado, defendeu as políticas sociais e a valorização do salário mínimo como instrumentos para ampliar a renda dos trabalhadores e reduzir a desigualdade.

O presidente também destacou programas de transferência de renda e medidas adotadas por sua gestão para atender famílias de baixa renda.

 

Tarifa zero no transporte público entra na discussão

Outro tema abordado no primeiro bloco foi a proposta de gratuidade no transporte público aos fins de semana.

Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de implementar a tarifa zero, iniciativa defendida pelo presidente como forma de reduzir os gastos dos trabalhadores e facilitar o deslocamento da população.

Flávio declarou ser favorável à proposta, apesar das críticas feitas à política econômica do governo federal.

O assunto ampliou a discussão sobre o papel do poder público no financiamento de serviços essenciais e os efeitos dessas medidas sobre o orçamento das famílias.

 

Custo de vida ganha espaço no último debate

Além dos impostos e do salário mínimo, os candidatos discutiram as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros para manter o consumo e pagar despesas básicas.

Flávio concentrou parte de suas críticas na relação entre renda, preços e tributação, defendendo mudanças na condução econômica do país.

Lula respondeu destacando iniciativas sociais e investimentos públicos, sustentando que a atuação do Estado é necessária para ampliar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.

As divergências evidenciaram duas abordagens sobre a economia: de um lado, a defesa dos programas sociais e dos investimentos federais; de outro, as críticas à carga tributária e à capacidade de compra dos consumidores.

 

Debate acontece a dois dias do segundo turno

O confronto da Globo é o último encontro televisionado entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

O debate é mediado pelo jornalista César Tralli e está dividido em quatro blocos, com perguntas sobre temas regionais, assuntos nacionais e questões escolhidas pelos próprios candidatos.

Nos três primeiros blocos, o participante que não estiver com a palavra deverá permanecer em seu púlpito. A regra foi estabelecida após a repercussão de provocações ocorridas no debate anterior, realizado pela Band.

Com a disputa presidencial na reta final, os candidatos procuram conquistar os eleitores indecisos e reforçar suas propostas para os próximos quatro anos.

Carregar Comentários