Fale com a gente NC News TV Ao Vivo

Justiça suspende busca contra ex-candidata acusada de expor filha de Omar Aziz

Defesa de Maria do Carmo Seffair ofereceu entregar voluntariamente celulares e outros aparelhos eletrônicos. Decisão do TJAM suspendeu a autorização de busca e apreensão, mas investigação continua.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A Justiça do Amazonas suspendeu a autorização de busca e apreensão contra Maria do Carmo Seffair (PL), ex-candidata ao governo do estado, após a defesa informar que ela está disposta a entregar voluntariamente seus celulares e outros aparelhos eletrônicos às autoridades. A decisão foi publicada nesta terça-feira (3).

A medida foi concedida pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, da Central de Plantão Judicial de Segundo Grau do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A magistrada considerou a manifestação da defesa, que se colocou à disposição da Justiça e da Polícia Civil para colaborar com a investigação.

O caso está relacionado a vídeos divulgados durante a campanha eleitoral de 2026 que utilizaram a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD). A investigação apura quem produziu, distribuiu e publicou o material.

 Polícia faz buscas por Maria do Carmo e integrantes de campanha após denúncia de Omar Aziz.

Defesa ofereceu entregar celulares voluntariamente

Na manifestação apresentada à Justiça, os advogados de Maria do Carmo afirmaram que ela está disposta a disponibilizar os aparelhos eletrônicos pessoais e outros materiais que possam contribuir para a apuração.

A defesa propôs que a entrega seja formalizada por meio de um procedimento com registro, lacre e preservação da cadeia de custódia dos equipamentos. A medida busca garantir que os materiais sejam recebidos e analisados conforme os procedimentos legais.

Ao analisar o pedido, a desembargadora suspendeu os efeitos da decisão anterior que havia autorizado a busca e apreensão contra a ex-candidata. A suspensão é provisória e poderá ser reavaliada pelo relator responsável pelo processo após a distribuição.

Investigação envolve vídeo com filha adolescente de Omar Aziz

A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil do Amazonas. O inquérito foi aberto após uma denúncia de Omar Aziz sobre a circulação de um vídeo durante a campanha eleitoral.

Segundo a denúncia, o conteúdo utilizava a imagem da filha adolescente do político e sugeria uma acusação de abuso sexual contra ele. Omar negou a acusação e afirmou que buscaria a responsabilização dos envolvidos na produção e divulgação do material.

A investigação procura identificar quem participou da criação, distribuição e publicação dos conteúdos, além de esclarecer a eventual participação de integrantes da campanha adversária.

Maria do Carmo e outros integrantes da campanha foram alvo de buscas

Em 29 de outubro, a Polícia Civil realizou diligências em endereços relacionados a Maria do Carmo, ao jornalista Jefferson Coronel e ao publicitário George Wilde. As buscas ocorreram em Manaus e São Paulo e estavam vinculadas à investigação sobre os vídeos divulgados durante a disputa eleitoral.

Jefferson Coronel negou participação na produção do material. Maria do Carmo também afirmou anteriormente que não tinha conhecimento nem havia autorizado a elaboração de conteúdos que atacassem a família de Omar Aziz.

As declarações representam as versões apresentadas pelos envolvidos. A investigação ainda precisa esclarecer a responsabilidade individual de cada pessoa relacionada ao caso.

Investigação continua sob sigilo

Apesar da suspensão da busca e apreensão contra Maria do Carmo, o inquérito policial não foi encerrado. A apuração continua para esclarecer a origem dos vídeos e identificar os responsáveis por sua produção e circulação.

O procedimento tramita sob sigilo por envolver uma adolescente. Por esse motivo, detalhes sobre os elementos reunidos pela polícia e eventuais depoimentos não foram divulgados publicamente.

A decisão judicial também não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da ex-candidata ou de outros investigados. O caso segue em apuração, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

Carregar Comentários