A Região Sul do Brasil está em alerta para temporais e chuva volumosa nesta terça-feira (3) e quarta-feira (4). Segundo a Climatempo, áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná podem registrar tempestades acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo. A situação deve se agravar na quarta-feira, quando os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros em apenas 24 horas em pontos do território gaúcho e catarinense.
As regiões de maior preocupação estão no oeste e norte do Rio Grande do Sul e no extremo oeste de Santa Catarina. Em algumas localidades, as chuvas podem ocorrer de maneira persistente ou em episódios sucessivos, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos. No Paraná, a instabilidade também deve avançar, principalmente sobre o sudoeste, centro-sul e sul do estado.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou avisos de tempestade para áreas dos três estados. Nesta terça-feira, há regiões sob alerta amarelo, de perigo potencial. Para quarta-feira, o órgão também prevê áreas sob alerta laranja, de perigo, com possibilidade de chuva intensa, ventos de até 100 km/h e granizo. Os avisos são preventivos e não significam que todos os municípios atingidos terão tempestades na mesma intensidade.
LEIA TAMBÉM
Defesa Civil alerta para temporais no RS. Alertas chegam pelo celular
Quais regiões do Sul estão sob maior risco de temporais?
O Rio Grande do Sul concentra algumas das áreas com maior possibilidade de chuva volumosa nesta terça-feira.
Segundo a Climatempo, os riscos mais elevados estão nas regiões oeste, central e parte do norte gaúcho.
Entre os municípios que exigem atenção estão Santana do Livramento, São Miguel das Missões, Alegrete, Santiago, Dom Pedrito e Santa Rosa.
Essas localidades podem registrar pancadas fortes, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento.
Em Santa Catarina, o risco aumenta principalmente nas regiões oeste, central e sul. Há previsão de chuva volumosa nas proximidades de Campos Novos e possibilidade de tempestades em outros municípios catarinenses.
No Paraná, a instabilidade ganha força ao longo do dia, com destaque para o centro-sul, leste e litoral.
As condições podem variar entre cidades próximas, já que a formação de tempestades depende da movimentação das áreas de instabilidade.
Quarta-feira será o dia de maior preocupação
A previsão aponta uma intensificação das chuvas na quarta-feira (4), especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Segundo a Climatempo, o oeste e o norte gaúcho poderão registrar acumulados superiores a 100 milímetros em 24 horas, principalmente em localidades atingidas por temporais persistentes.
A região central e o norte do Rio Grande do Sul também poderão enfrentar descargas elétricas, granizo e rajadas intensas de vento.
Em Santa Catarina, o extremo oeste apresenta risco elevado de tempestades e chuva volumosa. Os acumulados também podem ultrapassar 100 milímetros em pontos isolados.
Outras áreas do oeste, centro e sul catarinense devem permanecer sob condições de instabilidade.
No Paraná, a previsão indica avanço da chuva sobre diferentes regiões, com possibilidade de temporais no extremo sul, sudoeste e centro-sul.
A metade norte do estado poderá apresentar períodos de sol e temperaturas mais elevadas, apesar do aumento da nebulosidade em outras localidades.
Inmet prevê ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém avisos para tempestades em diferentes áreas da Região Sul.
Para terça-feira (3), o alerta amarelo prevê:
– Chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia;
– Rajadas de vento entre 40 e 60 km/h;
– Possibilidade de queda de granizo;
– Baixo risco de interrupção de energia elétrica, queda de galhos e alagamentos.
Já para quarta-feira (4), o aviso laranja abrange regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Nesse nível de alerta, a previsão é de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros em um dia.
As rajadas de vento podem variar entre 60 e 100 km/h, acompanhadas de granizo.
O alerta laranja também indica risco de queda de árvores, danos em plantações, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Os valores representam os parâmetros previstos pelo Inmet para as áreas incluídas nos avisos e não devem ser interpretados como medições de chuva ou vento já registradas.
O que está provocando as tempestades na Região Sul?
A instabilidade está associada à combinação de diferentes sistemas atmosféricos que favorecem a formação de nuvens carregadas.
Segundo a Climatempo, uma área de baixa pressão atmosférica permanece atuando sobre o Paraguai, contribuindo para a organização das chuvas no Sul do Brasil.
Outro fator importante é o Jato de Baixos Níveis, uma corrente de ventos que transporta calor e umidade da região amazônica em direção ao Centro-Sul do continente.
Esse fluxo aumenta a disponibilidade de umidade na atmosfera e favorece a formação de tempestades.
A aproximação de um cavado atmosférico, região alongada de baixa pressão, também contribui para intensificar as áreas de instabilidade.
Na quarta-feira, a previsão indica ainda a formação de uma nova área de baixa pressão próxima à costa de Santa Catarina.
A combinação desses fatores pode favorecer a ocorrência de episódios sucessivos de chuva, especialmente nas regiões onde o ar quente e úmido encontra condições atmosféricas favoráveis à formação de nuvens de tempestade.
Chuva volumosa aumenta risco de alagamentos e transtornos
A possibilidade de acumulados superiores a 100 milímetros em um único dia preocupa principalmente municípios com histórico de alagamentos e áreas vulneráveis à ocorrência de enxurradas.
Quando grandes volumes de água caem em poucas horas, os sistemas de drenagem urbana podem não conseguir escoar toda a chuva.
Isso pode provocar alagamentos de ruas, interrupções no trânsito e dificuldades de deslocamento.
Em áreas rurais, tempestades acompanhadas de ventos fortes e granizo podem causar danos às lavouras, estruturas agrícolas e redes de energia elétrica.
Regiões próximas a encostas também exigem atenção, especialmente quando o solo já apresenta elevada umidade.
Embora os modelos meteorológicos indiquem risco de eventos intensos, ainda não é possível afirmar quais municípios registrarão os maiores impactos.
A distribuição das chuvas dependerá da evolução dos sistemas atmosféricos ao longo dos próximos dias.
Como se proteger durante temporais e ventos fortes?
A Defesa Civil e o Inmet recomendam cuidados especiais durante episódios de tempestade.
Em caso de rajadas intensas de vento, a população deve evitar permanecer debaixo de árvores, devido ao risco de queda de galhos e descargas elétricas.
Também é importante não estacionar veículos próximos a torres de transmissão, placas de propaganda e estruturas que possam ser danificadas pelo vento.
Durante tempestades com raios, a orientação é evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada.
Nas áreas com risco de inundação, moradores devem acompanhar os avisos oficiais e evitar atravessar ruas ou estradas alagadas.
Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende pelo número 193.
Moradores também podem receber avisos meteorológicos gratuitos por mensagem de texto, enviando o CEP da região desejada para o número 40199.
Próximos passos
A previsão indica que a instabilidade continuará afetando a Região Sul durante a quarta-feira (4), considerada o período de maior preocupação para a ocorrência de chuva volumosa.
Os alertas do Inmet para esse dia estão previstos para permanecer em vigor até as 23h59, podendo ser atualizados conforme as condições meteorológicas.
A população deve acompanhar os comunicados da Defesa Civil e verificar possíveis mudanças nos avisos, especialmente nas regiões oeste e norte do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina.
A ocorrência de temporais isolados e a intensidade das chuvas podem variar rapidamente, tornando necessário o acompanhamento das atualizações oficiais antes de viagens, atividades ao ar livre ou deslocamentos por áreas de risco.