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Halloween 2026: 5 filmes de terror alternativos para assistir no streaming

Do horror tecnológico de David Cronenberg ao pesadelo gelado de John Carpenter, uma seleção para quem quer fugir dos sustos previsíveis e descobrir outras formas de sentir medo.
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Nem todo filme de terror precisa de sustos repentinos, criaturas escondidas ou fórmulas conhecidas para provocar medo. Algumas obras preferem caminhos mais estranhos: exploram a paranoia, distorcem a realidade e transformam o próprio corpo humano em fonte de horror. São histórias que inquietam menos pelo susto imediato e mais pelo desconforto que deixam no espectador.
Nesta seleção especial de Halloween, reunimos cinco filmes de diferentes épocas e estilos que fogem do terror convencional. Do horror corporal à ficção científica paranoica, passando pelo expressionismo alemão e pelo pesadelo psicológico, são experiências para quem gosta de descobrir novas formas de sentir medo — e não se importa em sair da sessão com algumas imagens difíceis de esquecer.

Filmes para assistir

1. Videodrome – Experiência Alucinante (1983) — Quando a televisão invade o corpo

Max Renn administra um canal de televisão a cabo e está sempre em busca de atrações mais extremas. Ao encontrar um programa clandestino chamado Videodrome, dedicado a imagens de violência realista, ele enxerga uma oportunidade de sucesso. Mas, depois que sua namorada desaparece, Max começa a descobrir que aquele conteúdo esconde algo muito mais perturbador.

Videodrome – A Síndrome do Vídeo é um filme de suspense , terror e ficção científica canadense de 1983, realizado por David Cronenberg. | Foto: Reprodução

David Cronenberg transforma a relação com as telas em um pesadelo de carne, máquinas e paranoia. O filme é uma das obras centrais do chamado horror corporal: aqui, o medo não está apenas no que vemos, mas na possibilidade de que aquilo que consumimos transforme nosso próprio corpo.

É estranho, provocador e deliberadamente desconcertante. Mais de quatro décadas depois, sua reflexão sobre mídia, violência e manipulação continua atual — talvez até mais do que na época de seu lançamento.

Onde assistir: MUBI, na programação de outubro de 2026.

2. O Enigma de Outro Mundo (1982) — O inimigo pode ser qualquer um

Em uma estação de pesquisa isolada na Antártida, uma equipe de cientistas encontra uma criatura alienígena capaz de assumir a aparência de outros seres vivos. Presos pelo frio e sem saber em quem confiar, os homens passam a lutar pela própria sobrevivência.

Enigma de Outro Mundo é um filme norte-americano de 1982, dos gêneros terror e ficção científica, dirigido por John Carpenter e escrito por Bill Lancaster. | Foto: Reprodução

John Carpenter constrói um dos grandes filmes de paranoia do cinema. O isolamento é sufocante, a ameaça é quase impossível de identificar e a desconfiança corrói o grupo por dentro. Não existe segurança nem mesmo entre aqueles que deveriam estar do mesmo lado.

Os efeitos práticos seguem impressionantes, com transformações grotescas que fazem do filme uma experiência de horror físico. Mas seu maior trunfo é psicológico: o medo de não saber quem está diante de você.

Onde assistir: MUBI, na programação de outubro de 2026.

3. Dia dos Mortos (1985) — O apocalipse também revela a humanidade

Em um mundo dominado por zumbis, um pequeno grupo de cientistas e militares se refugia em um complexo subterrâneo na Flórida. Enquanto os pesquisadores tentam compreender os mortos-vivos, os conflitos entre os sobreviventes ameaçam destruir o abrigo por dentro.

Dia dos Mortos é um filme de terror pelo diretor George A. Romero. É o terceiro filme da saga de filmes de zumbis Dead Series. | Foto: Reprodução

George A. Romero usa o apocalipse zumbi para falar de poder, autoritarismo e desespero. O perigo não vem apenas dos mortos que cercam o bunker: a convivência entre os vivos também se torna insustentável.

O terceiro capítulo da trilogia original de Romero é mais claustrofóbico e pessimista do que seus antecessores. Há violência explícita, tensão constante e uma visão amarga de uma sociedade que parece incapaz de sobreviver a si mesma.

Onde assistir: MUBI, na programação de outubro de 2026.

4. Fausto (1926) — O pacto que deu forma ao pesadelo

Durante uma epidemia, o sábio Fausto tenta encontrar uma maneira de salvar a humanidade. Desesperado, faz um pacto com Mefistófeles e recebe poderes que o levam a uma jornada marcada por tentação, amor e condenação.

Fausto é um filme mudo alemão de 1926, um drama de horror dirigido por F. W. Murnau baseado na obra homônima de Goethe. | Foto: Reprodução

Dirigido por F. W. Murnau, este clássico do expressionismo alemão transforma a lenda de Fausto em um espetáculo de sombras, cenários monumentais e imagens sobrenaturais. Mesmo sem diálogos falados, o filme constrói uma atmosfera grandiosa e inquietante.

É uma escolha para quem deseja conhecer as raízes visuais do horror cinematográfico. Sua influência atravessa décadas: há algo de profundamente moderno na maneira como Murnau faz a luz, a arquitetura e os corpos parecerem ameaças.

Onde assistir: MUBI, na programação de outubro de 2026.

5. Suspíria (1977) — A escola de balé onde o pesadelo ganha cores

Suzy Bannion é uma jovem americana que viaja à Alemanha para estudar em uma prestigiada academia de balé. Logo após sua chegada, acontecimentos estranhos e uma série de assassinatos revelam que a instituição esconde um segredo sombrio ligado à bruxaria.

Suspiria é um filme italiano de 1977, do gênero terror, dirigido por Dario Argento, com roteiro dele e Daria Nicolodi livremente baseado no ensaio de Thomas de Quincey Suspiria de Profundis. | Foto: Reprodução

Dario Argento transforma uma escola de dança em um labirinto de pesadelos. As cores intensas, os cenários expressionistas e a trilha sonora inquietante do grupo Goblin criam uma atmosfera que parece existir fora da realidade. Em Suspíria, cada corredor esconde uma ameaça e cada sombra parece anunciar algo terrível.

Mais do que uma história sobre bruxas, o filme é uma experiência visual e sensorial. Argento trabalha o medo como poucos diretores: não depende apenas da narrativa, mas da força das imagens, do som e da sensação constante de que algo maligno está prestes a acontecer.

Onde assistir: Oldflix, conforme disponibilidade consultada no catálogo brasileiro.

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