A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou nesta sexta-feira (6) o fim dos bilhetes magnéticos Edmonson, utilizados durante décadas pelos passageiros dos trens metropolitanos de São Paulo. Quem ainda possui esse tipo de passagem terá até 31 de dezembro de 2026 para utilizá-la. A partir de 1º de janeiro de 2027, os bilhetes antigos deixarão de ser aceitos nas catracas do sistema ferroviário.
A mudança encerra uma das formas mais tradicionais de pagamento do transporte sobre trilhos paulista. Os pequenos cartões de papel com tarja magnética vêm sendo substituídos por alternativas digitais e eletrônicas desde 2021. Com a retirada definitiva do modelo, os usuários poderão continuar pagando suas viagens com Bilhete Único, cartão TOP, bilhetes com QR Code e cartões bancários por aproximação.
O anúncio acontece poucos dias depois de o Metrô de São Paulo também encerrar a utilização do Edmonson em suas linhas. Entretanto, existe uma diferença importante entre as duas companhias: enquanto o Metrô permite a troca de determinados bilhetes antigos por QR Codes até janeiro de 2027, a CPTM não anunciou um procedimento equivalente para seus bilhetes. Por isso, a orientação é utilizar as passagens magnéticas restantes antes do fim de dezembro.
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Até quando será possível usar o bilhete magnético da CPTM?
Segundo o comunicado oficial da companhia, os passageiros poderão utilizar seus bilhetes Edmonson até 31 de dezembro de 2026.
A partir de 1º de janeiro de 2027, o modelo deixará de ser aceito nas catracas.
O prazo se aplica aos bilhetes que ainda podem ser utilizados nos acessos das linhas ferroviárias indicadas pela CPTM.
No comunicado, a empresa relaciona as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, integrantes do sistema metropolitano de transporte sobre trilhos.
A companhia informa que o encerramento alcançará os bloqueios das 97 estações mencionadas em seu comunicado.
O anúncio não significa a suspensão das viagens nem o fechamento de bilheterias. A mudança atinge especificamente o modelo antigo de passagem com tarja magnética.
Bilhetes antigos da CPTM poderão ser trocados?
Uma das principais dúvidas dos passageiros é o que acontecerá com os bilhetes que não forem utilizados até 31 de dezembro.
Diferentemente do Metrô, que estabeleceu um procedimento para substituir determinados bilhetes antigos, a CPTM não divulgou um programa de troca por QR Codes.
Segundo as informações publicadas pelo portal MetrôCPTM, quem perder o prazo de utilização não poderá realizar essa substituição.
A orientação mais segura é utilizar os bilhetes restantes antes da data-limite e acompanhar eventuais novos comunicados da companhia.
Passageiros que possuem grandes quantidades de bilhetes devem procurar os canais oficiais de atendimento para esclarecer sua situação.
É importante não confundir as regras da CPTM com as estabelecidas pelo Metrô, já que as duas empresas adotaram prazos e procedimentos diferentes.
Quais são as alternativas para pagar a passagem?
O fim do Edmonson não impede que os passageiros continuem comprando bilhetes unitários.
A CPTM oferece diferentes formas de pagamento, incluindo Bilhete Único, cartão TOP e bilhetes com QR Code.
O QR Code pode ser adquirido nas bilheterias e nos terminais de autoatendimento instalados nas estações.
Também é possível comprar passagens antecipadamente pelo celular, utilizando o aplicativo TOP, a Carteira Digital TOP ou o atendimento digital disponibilizado pela plataforma.
Nesse caso, o passageiro apresenta o código no leitor da catraca para liberar a entrada.
Os cartões Bilhete Único e TOP continuam funcionando normalmente, respeitadas as regras de utilização e integração de cada modalidade.
A mudança também não elimina o atendimento presencial para quem prefere comprar suas passagens diretamente nas estações.
Passageiros também podem pagar por aproximação
Outra alternativa é utilizar cartões de crédito ou débito com tecnologia de pagamento por aproximação, conhecida como NFC.
A funcionalidade permite acessar os bloqueios habilitados sem precisar comprar previamente um bilhete impresso.
Segundo a CPTM, são aceitos cartões físicos e virtuais das bandeiras Elo, Mastercard e Visa, além de celulares e relógios inteligentes com carteiras digitais compatíveis.
Para utilizar o sistema, o passageiro deve aproximar o dispositivo do leitor disponível na catraca.
A operação é semelhante ao pagamento por aproximação realizado em estabelecimentos comerciais.
A possibilidade de utilizar cartões bancários diretamente nos bloqueios representa uma das principais mudanças na experiência de pagamento do transporte público paulista.
Entretanto, passageiros que utilizam benefícios tarifários ou integrações específicas devem verificar quais modalidades preservam essas condições.
Pix pode ser usado para comprar bilhetes nas estações
A CPTM também oferece pagamento via Pix nos terminais de autoatendimento.
A modalidade permite adquirir bilhetes com QR Code sem utilizar dinheiro em espécie ou cartão bancário.
O passageiro deve selecionar o tipo de bilhete desejado, escolher o Pix como forma de pagamento e seguir as orientações apresentadas na máquina.
Depois da confirmação da operação, o equipamento disponibiliza a passagem para acesso ao sistema.
É importante destacar que o Pix não é utilizado diretamente na catraca. Ele funciona como meio de pagamento para adquirir o bilhete.
Em agosto de 2026, a CPTM informou ter concluído a implantação do Pix nas máquinas de autoatendimento de suas 97 estações.
Além dos equipamentos, a companhia mantém uma rede credenciada com mais de 8 mil pontos físicos de venda, incluindo estabelecimentos que aceitam dinheiro.
Metrô de São Paulo já deixou de aceitar os bilhetes Edmonson
A retirada dos bilhetes magnéticos começou antes nas linhas operadas pelo Metrô.
Desde 1º de novembro de 2026, os cartões Edmonson não são mais aceitos nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
Os passageiros que ainda possuem unidades válidas do Metrô podem solicitar a troca por QR Codes até 31 de janeiro de 2027.
O procedimento é realizado nas estações Paraíso, que atende às linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, da Linha 3-Vermelha.
O atendimento acontece das 6h às 22h, nos guichês de bilheteria em funcionamento.
A substituição contempla bilhetes Edmonson do Metrô do tipo G-01 Unitário, que estejam válidos, sem sinais de utilização e em boas condições de conservação.
Quem apresentar até dez unidades poderá realizar a troca durante o próprio atendimento.
Para quantidades superiores, os bilhetes passarão por análise e validação, com agendamento posterior para entrega dos QR Codes.
Essas condições são específicas do Metrô e não devem ser consideradas automaticamente válidas para a CPTM.
Bilhete Edmonson fez parte da história do transporte paulista
O Edmonson é um dos modelos mais conhecidos de bilhetagem ferroviária.
Seu nome está relacionado ao inglês Thomas Edmondson, que desenvolveu no século XIX um sistema de emissão de bilhetes ferroviários de papel numerados.
O formato foi adotado pelo Metrô de São Paulo desde o início de suas operações comerciais, em 1974, e posteriormente passou a utilizar tarjas magnéticas.
A CPTM incorporou o modelo em sua operação ferroviária após a criação da companhia, em 1992.
Durante décadas, os pequenos cartões fizeram parte da rotina de milhões de passageiros que utilizavam trens e metrôs para trabalhar, estudar e realizar deslocamentos pela Região Metropolitana de São Paulo.
No Metrô, os bilhetes tradicionais tinham aproximadamente 6,5 centímetros de comprimento por 3 centímetros de largura.
Ao longo da história, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de exemplares em diferentes edições, segundo informações divulgadas pelo Governo de São Paulo.
O modelo também se tornou objeto de interesse de colecionadores, especialmente por suas diferentes cores, estampas e versões históricas.
Por que os bilhetes magnéticos estão sendo substituídos?
A retirada do Edmonson faz parte de um processo de modernização dos sistemas de bilhetagem.
Os equipamentos utilizados para ler as tarjas magnéticas são antigos e exigem manutenção especializada.
Com o passar dos anos, a reposição de peças e a conservação dos mecanismos tornaram-se mais difíceis.
Além disso, os bilhetes tradicionais envolvem custos de fabricação, transporte, armazenamento e distribuição.
Os sistemas eletrônicos permitem ampliar as formas de compra e validação das passagens, além de reduzir a dependência de equipamentos específicos para leitura magnética.
Desde 2021, o QR Code passou a ocupar espaço crescente nas viagens avulsas do sistema metroferroviário paulista.
A implantação de pagamentos por aproximação e Pix também ampliou as alternativas para os passageiros.
O que muda a partir de janeiro de 2027?
A principal mudança para quem utiliza a CPTM será a impossibilidade de acessar as catracas com bilhetes magnéticos Edmonson a partir de 1º de janeiro de 2027.
Os cartões Bilhete Único e TOP continuarão disponíveis, assim como os bilhetes com QR Code e as modalidades de pagamento eletrônico aceitas pelo sistema.
Quem ainda possui passagens magnéticas deve utilizá-las até 31 de dezembro e não deixar a decisão para os últimos dias.
A CPTM não anunciou um programa de substituição dos bilhetes restantes, como ocorreu no Metrô.
Para obter informações atualizadas sobre os meios de pagamento e eventuais mudanças nas regras, os passageiros podem consultar os comunicados oficiais da companhia e os canais de atendimento disponíveis nas estações.
Com a retirada definitiva do Edmonson, o transporte ferroviário paulista encerra a utilização de um modelo que acompanhou gerações de passageiros e consolida a transição para a bilhetagem digital.