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Erika Hilton confirma interesse em disputar Prefeitura de São Paulo em 2028 e avalia deixar o PSOL

Reeleita deputada federal em outubro, parlamentar admite possibilidade de concorrer ao Executivo municipal e discute futuro partidário em meio a conversas com o PT.
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) confirmou nesta sexta-feira (6) que tem interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2028. Reeleita para a Câmara dos Deputados em outubro, a parlamentar afirmou que começou a considerar a possibilidade de concorrer ao Executivo da capital paulista. Ao mesmo tempo, avalia seu futuro partidário e não descarta deixar o PSOL para se filiar ao PT.

A declaração foi dada ao Metrópoles e ocorre em meio a divergências internas no PSOL, partido ao qual Erika é filiada desde o início de sua trajetória eleitoral. A deputada também confirmou, em entrevista ao g1, que pretende conversar com a direção nacional da legenda antes de decidir se permanece na sigla ou avança nas negociações com o PT.

Apesar do interesse, Erika ainda não anunciou uma pré-candidatura oficial para 2028. A decisão dependerá das articulações partidárias e das discussões sobre os projetos políticos para a próxima eleição municipal. A parlamentar foi reeleita em 2026 com cerca de 1,5 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada do país na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.

Erika Hilton é reeleita deputada federal por São Paulo com mais de 1,4 milhão de votos

Erika Hilton admite possibilidade de disputar Prefeitura de São Paulo

A possibilidade de concorrer à Prefeitura da capital paulista foi confirmada pela deputada após questionamentos sobre seus próximos passos na política.

Em entrevista ao g1, Erika afirmou que a disputa municipal passou a fazer parte de suas reflexões sobre o futuro, embora ainda não exista uma decisão definitiva.

“Eu tenho pensado bastante sobre a disputa para a Prefeitura em São Paulo também. É uma coisa que eu tenho começado a olhar com certo interesse.”

A manifestação ocorre pouco mais de um mês depois da reeleição da parlamentar para a Câmara dos Deputados.

A próxima disputa pela Prefeitura de São Paulo está prevista para outubro de 2028. Atualmente, o município é administrado por Ricardo Nunes (MDB), reeleito em 2024 para um segundo mandato consecutivo.

Caso decida disputar a eleição, Erika precisará definir sua situação partidária e participar das negociações sobre a composição das candidaturas para o Executivo municipal.

Deputada avalia deixar PSOL e se filiar ao PT

Além da possibilidade de disputar a Prefeitura, Erika Hilton está envolvida em discussões sobre uma eventual mudança de partido.

A parlamentar integra a corrente Revolução Solidária, grupo político ligado a Guilherme Boulos, que também mantém conversas com a direção nacional do PT.

As negociações envolvem diferentes integrantes do PSOL e ocorrem após divergências sobre a estratégia eleitoral adotada pela legenda em 2026.

Segundo informações divulgadas pelo g1, parlamentares como Natália Boulos, Rick Azevedo e Luciana Genro também participaram de conversas sobre uma possível aproximação com o partido comandado nacionalmente por Edinho Silva.

Apesar das movimentações, Erika afirmou que ainda não tomou uma decisão e pretende ouvir a direção de seu atual partido.

“Eu vou conversar com a direção, entender o que está acontecendo. Vou ver se eu vou avançar com as conversas com o PT.”

A deputada também declarou que mantém respeito pelo PSOL e considera possível chegar a um entendimento para continuar na legenda.

Divergências internas aumentaram após eleições de 2026

As discussões sobre uma possível saída de Erika Hilton do PSOL ganharam força após as eleições gerais de outubro.

A parlamentar manifestou insatisfação com a condução do processo eleitoral e com o que considera descumprimento de acordos internos.

Em junho, Erika já havia criticado a distribuição de recursos partidários para as campanhas, argumentando que a direção teria privilegiado candidaturas de pessoas brancas e cisgênero.

Outro ponto de divergência foi a proposta de formação de uma federação partidária entre PSOL e PT, defendida pela corrente Revolução Solidária.

A iniciativa foi rejeitada internamente no começo de 2026, ampliando as diferenças entre o grupo ligado a Boulos e a direção nacional da legenda.

A possibilidade de desfiliação também envolve questões jurídicas. Parlamentares eleitos pelo sistema proporcional precisam observar as regras de fidelidade partidária, já que a saída sem justa causa ou autorização pode provocar disputas judiciais relacionadas ao mandato.

Por isso, uma eventual transferência para o PT deverá considerar as condições negociadas entre os partidos e os parlamentares interessados.

PSOL admite discutir candidatura de Erika à Prefeitura

A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que a direção da legenda está aberta ao diálogo com Erika Hilton e outros parlamentares que mantêm conversas com o PT.

Segundo Coradi, o partido considera a possibilidade de apoiar uma candidatura da deputada a um cargo do Executivo.

“Não há dúvidas sobre a importância da Erika e de que seria uma excelente candidata. O PSOL está, como sempre esteve, aberto a esse diálogo.”

A dirigente informou que pretende conversar com os integrantes da legenda para discutir os projetos políticos e as condições de permanência no partido.

Erika confirmou que recebeu um contato da direção para o agendamento de uma reunião, mas afirmou que ainda não sabe se uma eventual candidatura à Prefeitura de São Paulo será discutida no encontro.

As conversas poderão definir não apenas a permanência da deputada no PSOL, mas também a participação da legenda nas articulações para as eleições municipais de 2028.

Quem é Erika Hilton?

Natural de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, Erika Hilton iniciou sua trajetória política em movimentos sociais e na defesa dos direitos humanos.

Em 2018, participou da Bancada Ativista, mandato coletivo eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Dois anos depois, foi eleita vereadora da capital paulista pelo PSOL, com 50.508 votos, tornando-se a primeira mulher trans a conquistar uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo.

Em 2022, disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados e foi eleita com 256.903 votos.

No Congresso Nacional, ganhou projeção por sua atuação em temas como direitos da população LGBTQIA+, combate à discriminação, políticas sociais e mudanças nas relações de trabalho.

Entre suas principais propostas está a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, tema que ganhou espaço no debate nacional nos últimos anos.

Em março de 2026, Erika também assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, tornando-se a primeira mulher trans a comandar o colegiado.

Reeleição ampliou votação da parlamentar

Nas eleições de outubro de 2026, Erika Hilton conquistou um novo mandato como deputada federal por São Paulo.

A parlamentar recebeu aproximadamente 1,5 milhão de votos, registrando um crescimento expressivo em relação à votação obtida quatro anos antes.

O resultado ampliou sua presença nas discussões sobre os próximos passos do PSOL e as articulações partidárias para as eleições seguintes.

No entanto, a votação para a Câmara dos Deputados não permite antecipar o desempenho em uma eventual disputa municipal, que envolve regras, candidaturas e circunstâncias diferentes.

Próximos passos

Erika Hilton deverá conversar com a direção nacional do PSOL antes de definir seu futuro partidário.

A reunião poderá abordar as divergências internas, as condições para sua permanência na legenda e as negociações envolvendo uma possível filiação ao PT.

A eventual candidatura à Prefeitura de São Paulo ainda depende de uma decisão da parlamentar e de entendimentos partidários para as eleições de 2028.

Até o momento, não houve anúncio oficial de candidatura, definição de partido para uma disputa municipal ou apresentação de uma chapa eleitoral.

Enquanto essas decisões não são tomadas, Erika segue exercendo seu mandato de deputada federal, conquistado nas eleições de outubro de 2026.

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